Apreciar a diversidade das árvores que existem no campus do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), um monumento classificado de interesse público, e percorrer as suas áreas verdes é algo que não está ainda ao alcance de todos. Elas permanecem vedadas ao público, ao contrário do que previra, em 2014, José Sá Fernandes, o vereador da Estrutura Verde.

 

Magnólias, araucárias, castanheiros da Índia, jacarandás, olaias, cedros, palmeiras, casuarinas e até sequoias são apenas algumas das 23 espécies arbóreas existentes nas zonas verdes do campus do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, onde existem outras tantas espécies de arbustos, de acordo com o projecto paisagístico desenhado, nos anos 60, pelo arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles.

 

Actualmente, para quem passe na Avenida do Brasil e se encante com as olaias ou os jacarandás em flor, o máximo que lhe é permitido é espreitar as árvores a partir do exterior. E, caso se queira fotografar os jardins, será necessário solicitar à direcção daquela instituição uma autorização para o efeito.

 

Em julho de 2014, o vereador José Sá Fernandes, responsável pela Estrutura Verde de Lisboa apresentou à câmara uma proposta que previa a abertura ao público quer dos jardins do Hospital Júlio de Matos, como é ainda conhecido o Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa, quer dos jardins do LNEC.

 

Nessa altura, em declarações à agência Lusa, Sá Fernandes destacou que não só o Júlio de Matos, como o LNEC, “manifestara interesse na prossecução de uma abertura ao público”.

 

O objectivo de abrir ao público aquelas zonas verdes e de permitir que fossem atravessáveis por pessoas e bicicletas, sustentou o vereador, era o de assim ligar todo o corredor verde que se estende desde a Alta do Lumiar, passando pela Quinta das Conchas, Campo Grande, Corredor Verde Central, até à Mata de Alvalade.

 

Mas o protocolo que José Sá Fernandes anunciou que iria ser assinado com o LNEC não terá tido o mesmo sucesso alcançado com o Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa.

 

No caso do Júlio de Matos, mesmo sem o protocolo, os jardins já eram públicos, tendo em conta que ali a circulação, há muito, era livre. As pessoas atravessavam já as zonas ajardinadas no seu percurso rumo ao Centro de Saúde de Alvalade, ou ao Centro de Sangue e Transplante de Lisboa, entre várias instituições sediadas na zona do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa.

 

No caso do LNEC, o acesso continua até agora vedado, o que indica que não terá chegado a haver acordo com a autarquia. O Corvo tentou saber, junto da direcção do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, quais os motivos que impediram a instituição de abrir ao público os seus espaços verdes, mas não obteve qualquer resposta.

 

A única forma de os lisboetas poderem, para já, conhecer a diversidade arbórea do campus do LNEC será aproveitar as visitas guiadas àquela instituição, que irão ser promovidas durante o Lisbon Week, de 13 a 17 de Abril. Mas aí será preciso pagar bilhete: sete euros, o custo das visitas culturais do Lisbon Week de 2015.

 

Texto: Fernanda Ribeiro

 

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