VIDA NA CIDADE

Movimento “Ouvi na Freguesia” acaba de nascer nas Avenidas Novas para pôr lisboetas a debater problemas da cidade

Movimento “Ouvi na Freguesia” acaba de nascer nas Avenidas Novas para pôr lisboetas a debater problemas da cidade

Três moradores das Avenidas Novas juntaram-se para criar o movimento cívico “Ouvi na Freguesia”. Querem dar mais voz aos habitantes de uma parte nobre da cidade que, apesar da sua localização central, consideram ser pouco ouvida. Por isso, vão realizar debates a cada dois meses. Ambicionam, todavia, chegar a todas as freguesias da capital. O primeiro encontro acontece nesta terça-feira, 13 de Novembro, e é sobre prostituição, que dizem ser um dos maiores problemas do bairro. ...
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Vida na Cidade

VIDA NA CIDADE

Movimento “Ouvi na Freguesia” acaba de nascer nas Avenidas Novas para pôr lisboetas a debater problemas da cidade

Movimento “Ouvi na Freguesia” acaba de nascer nas Avenidas Novas para pôr lisboetas a debater problemas da cidade

Três moradores das Avenidas Novas juntaram-se para criar o movimento cívico “Ouvi na Freguesia”. Querem dar mais voz aos habitantes de uma parte nobre da cidade que, apesar da sua localização central, consideram ser pouco ouvida. Por isso, vão realizar debates a cada dois meses. Ambicionam, todavia, chegar a todas as freguesias da capital. O primeiro encontro acontece nesta terça-feira, 13 de Novembro, e é sobre prostituição, que dizem ser um dos maiores problemas do bairro.
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Há 17 guardas-nocturnos em toda a cidade de Lisboa, mas a profissão parece ter os dias contados

Há 17 guardas-nocturnos em toda a cidade de Lisboa, mas a profissão parece ter os dias contados

Vigiam casas e carros, ajudam pessoas perdidas na via pública e previnem assaltos. Já foram centenas, mas agora, são apenas 17 os guardas-nocturnos a patrulhar as ruas de Lisboa. Há um nos Olivais, na Graça, na Penha de França, na Baixa e em Belém, dois em Alvalade, no Areeiro, em Algés e no Lumiar, e quatro em Benfica. Alguns ganham menos do que o salário mínimo. Dizem que o ofício vai acabar porque há falta de vontade política, a criminalidade baixou e as pessoas preferem alarmes e videovigilância. O Corvo acompanhou o presidente da Associação Nacional de Guardas Nocturnos numa jornada de trabalho.
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Avenida da Igreja reinventa-se e são cada vez mais os que preferem Alvalade em vez da Baixa para fazer compras

Avenida da Igreja reinventa-se e são cada vez mais os que preferem Alvalade em vez da Baixa para fazer compras

As pastelarias e os cafés estão sempre cheios e, à noite, vê-se mais gente a passear. Na Avenida da Igreja, e nas ruas transversais, ao lado de casas tradicionais, têm surgido lojas e restaurantes novos. Recentemente, a antiga pastelaria Biarritz encerrou para dar lugar a uma conhecida cervejaria. Tal diversidade tem sido elogiada por quase toda a comunidade. “Antigamente, íamos à Baixa, até para encontrar um artigo mais raro. Agora, vimos a Alvalade, tem tudo”, diz uma moradora.
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Cais do Sodré tem assistido ao regresso do mau ambiente e da insalubridade nos últimos meses

Cais do Sodré tem assistido ao regresso do mau ambiente e da insalubridade nos últimos meses

Insegurança, ruído, sujidade, tráfico e consumo de droga na via pública e vandalismo têm contribuído para uma sensação generalizada de degradação e insalubridade. No jardim do Largo Dom Luís I, cada vez mais gente dorme ao relento, depois de grandes noitadas. No Largo de São Paulo, o chafariz passou a ser ponto de confluência de jovens sem ocupação conhecida e que logo de manhã consomem álcool e estupefacientes. Há quem diga que as coisas pioraram com o fecho do Miradouro de Santa Catarina.
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Obras da estação de metro de Arroios continuam a meio gás e quase já não há lojas abertas na Praça do Chile

Obras da estação de metro de Arroios continuam a meio gás e quase já não há lojas abertas na Praça do Chile

Concretizou-se o maior receio dos comerciantes junto ao metro de Arroios, encerrado para obras desde Julho do ano passado. Quem ainda não fechou portas teme fazê-lo brevemente. Desde que os trabalhos começaram, já terão encerrado cerca de vinte lojas em redor da estação. A obra, que deveria terminar em Janeiro de 2019, parece parada. Diz-se por ali que os operários da construção civil não recebem os salários há meses, não se sentido motivados para trabalhar.
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Há famílias a ocupar ilegalmente lojas de prédios municipais em Lisboa e a convertê-las na sua habitação

Há famílias a ocupar ilegalmente lojas de prédios municipais em Lisboa e a convertê-las na sua habitação

No bairro da Ameixoeira, na freguesia de Santa Clara, há famílias a ocuparem ilegalmente lojas de prédios camarários, transformando-as em habitação. Fazem-no porque dizem não ter para onde ir morar. E garantem querer legalizar a situação e pagar renda. O PSD, que convidou os jornalistas a conhecerem a situação, diz que há mais casos como este e de abandono. Pede, por isso, que a Câmara de Lisboa faça um levantamento dos seus espaços não habitacionais vazios e os adapte a habitação, distribuindo-a por quem precisa, sobretudo idosos e pessoas com mobilidade reduzida.
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Moradores da Graça querem proibir circulação de tuk-tuks no Miradouro da Senhora do Monte

Moradores da Graça querem proibir circulação de tuk-tuks no Miradouro da Senhora do Monte

O congestionamento atingiu proporções incomportáveis e, várias vezes, as ambulâncias não conseguem circular, ficando paradas vários minutos. Os moradores queixam-se de os condutores descerem a Calçada do Monte a alta velocidade, tendo até já provocado acidentes. “É utilizada como uma espécie de parque de diversões, os próprios condutores chamam a esta descida ‘uma descida com emoção’”, diz um morador.
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Mina: “uma festa de libertação sexual e de género da cidade de Lisboa”

Mina: “uma festa de libertação sexual e de género da cidade de Lisboa”

Existe uma festa que quer ser inclusiva e confortável para as várias entidades de género. Onde não há fotografias ou casas de banho para homens ou para mulheres. As festas Mina nasceram em Lisboa, em 2017, na dianteira de duas lutas: ser um espaço “queer” e trazer uma nova vida do techno à cidade. Mas as grandes mudanças ocorrridas na capital portuguesa, nos últimos anos, fruto das pressões do mercado imobiliário, têm tornado a realização da Mina um desafio cada vez maior.
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O Corvo nasce da constatação de que cada vez se produz menos noticiário local. A crise da imprensa tem a ver com esse afastamento dos media relativamente às questões da cidadania quotidiana.

O Corvo pratica jornalismo independente e desvinculado de interesses particulares, sejam eles políticos, religiosos, comerciais ou de qualquer outro género.

Em paralelo, se as tecnologias cada vez mais o permitem, cada vez menos os cidadãos são chamados a pronunciar-se e a intervir na resolução dos problemas que enfrentam.

Gostaríamos de contar com a participação, o apoio e a crítica dos lisboetas que não se sentem indiferentes ao destino da sua cidade.

Samuel Alemão
s.alemao@ocorvo.pt
Director editorial e redacção

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