O grupo do Partido Ecologista Os Verdes (PEV) na Assembleia Municipal de Lisboa (AML) apresentou, nesta quarta-feira (6 de Janeiro), um requerimento para que a Câmara Municipal de Lisboa (CML) revele quais os edifícios integrantes do seu património que fazem parte da lista de 42 imóveis com amianto na sua estrutura. Os deputados do partido ecologista, que desde há cerca de ano e meio vêm questionando a autarquia sobre este assunto, pretendem que sejam relevados “quais os edifícios, instalações e equipamentos municipais que contêm coberturas em amianto e qual a sua localização; quais os serviços municipais que funcionam em cada um dos edifícios identificados e qual o calendário previsto para proceder gradualmente à sua remoção”.

 

“Em Junho de 2014, apresentámos uma recomendação na assembleia municipal para que a câmara informasse, com carácter de urgência, quais os edifícios, instalações e equipamentos municipais que contêm amianto na sua construção e que divulgasse, posteriormente, uma listagem dos edifícios municipais que contêm amianto. Só em Novembro passado é que o vereador Manuel Salgado disse, em plenário, que existem 42 edifícios nessas condições. Mas não informou quais”, explica ao Corvo Cláudia Madeira, deputada pelo PEV na Assembleia Municipal de Lisboa. Nessa altura, o vereador garantiu aos deputados municipais que o amianto seria removido “de todos os edifícios” do município até 2017.

 

Manuel Salgado não divulgou quais os imóveis que faziam parte dessa lista, mas ficou a saber-se que, entre eles, haveria 13 que são instalações de serviços municipais, cinco são do Regimento Sapadores de Bombeiros e da Polícia Municipal, 14 são escolas, quatro são equipamentos desportivos e dois cemitérios. No comunicado onde se dá conta do requerimento apresentado, o PEV recorda que, há vários anos, vem alertando para “a necessidade de se elaborar um plano de remoção desses materiais com amianto nos edifícios municipais por serem perigosos para a saúde pública quando, devido à sua deterioração, libertam fibras que podem ser inaladas pelos ocupantes dos espaços onde se encontram”.

 

Texto: Samuel Alemão

 

Deixe um comentário.

O Corvo nasce da constatação de que cada vez se produz menos noticiário local. A crise da imprensa tem a ver com esse afastamento dos media relativamente às questões da cidadania quotidiana.

O Corvo pratica jornalismo independente e desvinculado de interesses particulares, sejam eles políticos, religiosos, comerciais ou de qualquer outro género.

Em paralelo, se as tecnologias cada vez mais o permitem, cada vez menos os cidadãos são chamados a pronunciar-se e a intervir na resolução dos problemas que enfrentam.

Gostaríamos de contar com a participação, o apoio e a crítica dos lisboetas que não se sentem indiferentes ao destino da sua cidade.

Samuel Alemão
s.alemao@ocorvo.pt
Director editorial e redacção

Daniel Toledo Monsonís
d.toledo@ocorvo.pt
Director executivo

Sofia Cristino
Redacção

Mário Cameira
Infografías 

Paula Ferreira
Fotografía

Margarita Cardoso de Meneses
Dep. comercial e produção

Catarina Lente
Dep. gráfico & website

Lucas Muller
Redes e análises

ERC: 126586
(Entidade Reguladora Para a Comunicação Social)

O Corvinho do Sítio de Lisboa, Lda
NIF: 514555475
Rua do Loreto, 13, 1º Dto. Lisboa
infocorvo@gmail.com

Fala conosco!

Faça aqui a sua pesquisa