Na segunda-feira de manhã, uma operação da Polícia Municipal de Lisboa deixou em estado de choque a Praça António Sardinha. Cerca de 50 automóveis foram bloqueados e multados por terem parte do rodado em cima do passeio. Os moradores dizem que ali, onde escasseiam lugares e não há parquímetros, sempre se estacionou assim. Falam em prepotência da autoridade, que terá amealhado mais de 5 mil euros em multas. A presidente da junta pede “condescendência” à polícia.

 

Texto: Samuel Alemão

 

A indignação e o sentimento de injustiça ainda prevalecem no Café Copacabana, na esquina da Praça António Sardinha com a Rua Penha de França, no final de uma semana que começou de forma abrupta. Na segunda-feira (10 de Novembro) de manhã, a Polícia Municipal (PM) de Lisboa (PM) desencadeou uma operação de fiscalização e penalização ao estacionamento ilegal naquela praça que culminou com o bloqueio e multas a cerca de meia-centena de automóveis, de acordo com os moradores. Agora, é ainda mais complicado estacionar.

 

“Tive de largar 136,8€, para pagar a multa, o desbloqueio do carro e ainda a vinda do reboque da polícia, apesar de não ter sido utilizado”, queixa-se Joel Silva, 47 anos, residente naquela zona há 14 anos, enquanto acaba de pagar o café. Como ele, terão sido mais algumas dezenas de pessoas a sofrerem as consequências do súbito empenho da PM em ordenar o parqueamento, numa zona que não está concessionada à EMEL, não tem parquímetros e onde a escassez de lugares obriga a redobrado esforço para estacionar.

 

Por regra, até agora, as autoridades fechavam os olhos a soluções mais ou menos informais de estacionamento, como a colocação de parte das viaturas em cima do passeio. Devido à crónica falta de espaço, a prática adoptada por quem frequenta a área, e resultante de um hábito de décadas, consistia no designado “estacionamento em espinha” – com os automóveis a serem parqueados de forma oblíqua face ao jardim situado no centro da Praça António Sardinha, com parte do rodado em cima da calçada.

 

Mas, desde segunda-feira, tudo mudou. Uma alegada denúncia anónima, vinda de uma pessoa que se terá queixado das dificuldades que os carros assim estacionados estariam a causar à circulação, levou a que a Polícia Municipal desencadeasse uma operação de fiscalização em larga escala. Desde as 8h30, de acordo com alguns moradores – um pouco mais tarde, dizem outros -, uma carrinha daquela força da autoridade tomou posição à entrada da praça. Dois ou três agentes começaram então a bloquear e a passar multas.

 

“Foi logo cedo que passou aí um agente numa mota e ficou a observar. Passado pouco tempo, chegou aí uma carrinha e eles estiveram aí o dia todo a multar e bloquear”, conta João Malheiro, 60 anos e quatro décadas a viver naquela praça. “Desde essa altura, nos anos 1970, que estacionamos aqui em espinha e nunca houve nenhum problema destes”, afirma, reconhecendo que não lhe aconteceu o mesmo, porque conseguiu tirar o carro a tempo. Sorte que não teve Joel Silva, o qual também confirma que, até àquela data, as autoridades haviam sido sempre permissivas.

 

No café e na rua, agora todos conhecem alguém que teve o carro bloqueado, multado ou rebocado, quando não duas ou três coisas em simultâneo. Quase toda a gente garante que terá sido meia-centena o número de veículos apanhados na cruzada legal. “Tenho um cliente que teve duas viaturas bloqueadas. E, como não tinha dinheiro para pagar o total das multas, mais de 240€, teve a carta apreendida no momento”, conta o gerente do Café Copacabana, José Cardoso, 42 anos. Ele conseguiu escapar porque foi, a correr, tirar o carro de onde ele estava.

 

Esse foi um dia que deixou a comunidade em choque. De vez em quando, vinha o reboque e levava um carro. Viam-se pessoas a correr para tentar escapar à vaga policial. “Eles estiveram aí o dia todo. A minha mãe foi uma das afectadas, teve de pagar 130€”, diz Joana Paixão, 37 anos, enquanto passeia o cão no jardim da praça onde vive desde 2003. “Encontrar um espaço de estacionamento aqui é horrível. Todos os lugares são poucos. Eu tenho de ir pôr o meu carro à Avenida General Roçadas”, explica, dando conta de uma rotina seguida por outros – é o que acontece, por regra, a quem chega a casa já tarde.

 

Desde a actuação da PM, no primeiro dia da semana, os comportamentos alteraram-se drasticamente. Já ninguém estaciona “em espinha”, até porque, desde então, a presença de patrulhas da polícia tem sido frequente. Moradores e pessoas que ali trabalham – como alguns professores da Escola Secundária Dona Luísa de Gusmão – dão voltas à cabeça e aos quarteirões para tentar encontrar lugar. Já era assim, mas piorou muito. “É mau para o negócio. Tinha aqui dez professores que vinham tomar o café, mas deixaram de cá vir, com medo disto tudo”, conta, inconformado, José Cardoso.

 

A maior parte dos moradores e comerciantes garante que, com o valor das multas e taxas cobradas nesta operação, a Polícia Municipal terá realizado uma receita calculada entre 5 mil e 6 mil euros. “Vivo na Rua Penha de França há 37 anos, sempre vi carros estacionados na praceta António Sardinha. Hoje a Polícia Municipal ‘descobriu’ o estacionamento ilegal e decidiu bloquear carros a eito. Mais de 120 euros por cada viatura. Casas com dois carros pagaram mais de 200 euros para lhes devolverem o carro. Por alto, autarquia terá conseguido mais de 6 mil euros nesta acção”, denuncia um morador, num email enviado ao gabinete de António Costa.

 

A situação causou tal descontentamento que, logo no dia seguinte, a CDU da Penha de França distribuiu um panfleto denunciando a situação, intitulado “Escândalo na Praça António Sardinha. Moradores da Penha de França vítimas da política de António Costa”. No documento, os eleitos da CDU na freguesia acusam a câmara de ser “responsável pela falta de estacionamento na zona, pois não cria lugares, obrigando a que todas as noites a zona fique caótica”. “O que pretende a Câmara de António Costa com esta medida? Será que querem expulsar a população por falta de condições para habitar? Algo pouco claro está a ser escondido”, alegam.

 

Contactada pelo Corvo, Elisa Madureira (PS), presidente da Junta de Freguesia da Penha de França, lamenta “o aproveitamento político desta situação”, mas reconhece que a PM “poderia ter tido uma outra sensibilidade neste caso”. “Eles têm esse direito de multar e, se o fizeram, é porque as regras não estavam a ser cumpridas. Mas sempre houve ali uma certa condescendência e acho que poderiam ter deixado um alerta, em vez de actuarem desta maneira. É uma freguesia histórica, com ruas apertadas e população envelhecida. E, como noutras zonas da cidade nestas condições, também tem um grave problema de estacionamento”, diz a autarca.

 

A presidente da junta diz que aquela “é uma praça muito apertada, muito complicada”. “Aqueles prédios, na sua maioria, não têm garagens”, explica. Elisa Madureira garante que ligou, no próprio dia, ao comandante da Polícia Municipal, tentando sensibilizá-lo para a inadequação de uma forma de actuação como a que foi realizada. “Espero que tenha sido uma situação pontual”, afirma.

 

O Corvo tentou, até ao final desta quinta-feira, obter um comentário do comandante da Polícia Municipal sobre esta operação, mas não obteve resposta.

  • Diogo Dídac
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    em cascais esse tipo de acções são recorrentes…

  • Pedro Guimarães
    Responder

    Devia ser motivo de celebração e não de pesar. O que ali se passa é, há décadas, um desrespeito enorme pela qualidade de vida de todos. Infelizmente temo que estas acções de fiscalização se fiquem por episódios esporádicos, o que faz delas meras recolhas espontâneas de dinheiro. Não há falta de espaço, há sim excesso de carros.

  • Carlos Garcia
    Responder

    Por uma vez a polícia faz o que lhe compete e é ver o choradinho. Quando até a presidente de junta pede se não dava para dar “um jeitinho”, percebe-se porque é que vivemos no degredo! Melhor frase da notícia: “Desde a actuação da PM, no primeiro dia da semana, os comportamentos alteraram-se drasticamente. Já ninguém estaciona “em espinha”, até porque, desde então, a presença de patrulhas da polícia tem sido frequente.”

  • Vítor Vasconcelos Santos
    Responder

    Moro na Penha de França, tenho automóvel e congratulo-me com o sucedido. Apareçam mais vezes, talvez assim possamos passear os nossos filhos em segurança sem ter que andar pela estrada.

  • Vítor Vasconcelos Santos
    Responder

    Não vejo a comunidade em choque quando morre alguém atropelado numa passadeira. A presidente da junta que se preocupa tanto com a população envelhecida deveria pensar porque não se vêem tantos idosos nas ruas. Não se vêem porque não conseguem circular em segurança.

  • João Alexandre Silva
    Responder

    Moro nesta Praça e se por um lado concordo que há muita falta de civismo de alguns automobilistas, não concordo com o sucedido, pois o passeio onde os carros estavam estacionados, não é usado para circulação de peões , pois os mesmos usam o passeio junto aos prédios. Não concordo com veículos estacionados nas passadeiras e junto às entradas do jardim. O mais caricato é que o mesma polícia estava a multar os carros, tinha o seu veículo em cima do passeio.

    • RF
      Responder

      É óbvio que se um passeio está ocupado por automóveis, mesmo que apenas parcialmente, não será ocupado por pessoas.
      Este foi um pequeno grande passo. Seria bom que a medida se repetisse noutros bairros da cidade, e que se tornasse actuação corrente das autoridades. Estas preocuparem-se com o exemplo que dão (como o tal do automóvel policial sobre o passeio) será mais um passo a dar.

  • Nuno Nunes
    Responder

    Como morador da freguesia da Penha de França, apoio 100% esta acção da polícia. A forma como as pessoas estacionam nesta zona de Lisboa é uma autêntica selvajaria e falta de respeito para com os restantes automobilistas e quem circula no passeio. A policia devia investir também no Largo da Graça, que fica mesmo ao lado e é ainda pior – onde é frequente haverem carros que não conseguem sair porque alguém estacionou em segunda fila para ir às compras ou ao café, e não ouve (nem deve estar interessado em ouvir) as consecutivas buzinadelas para tirar dali o carro. Quem vive ou trabalha nesta área tem de levar com isto, porque algumas pessoas devem-se achar mais importantes.

  • Paulo Ferrero
    Responder

    Mal habituados, credo. Força nesse bloqueio!!

  • José
    Responder

    O passeio é para os peões.
    Os carros não são para estarem estacionados em cima do passeio,nem que seja só duas rodas. Parabens á policia.
    Se a policia não faz dizem mal,se faz dizem mal.

  • Maria de Morais
    Responder

    em estado de choque? coitados

  • Leonor Pinto
    Responder

    A PM se quer fazer algo de benéfico aqui na Penha de França, venham até à General Roçadas ver e multar a quantidade de carros estacionados em 2ª fila, na zona das passadeiras e semáforos e à porta das garagens, enquanto os donos se lembram de ir “só ali…”fazer qualquer coisa “rápido”! Uma rua com tanto movimento e muitas vezes não se consegue circular, não se consegue atravessar a estrada nas passadeiras, os carros querem entrar na garagem, empatam o trânsito todo à espera que chegue o dono que foi só ali! Enfim…tinham aqui trabalhinho para o dia todo! Apareçam meus senhores!Vai ser um prazer vê-los aqui!

  • Carlos Silva
    Responder

    Porque a Policia Municipal não vai para o Restelo multar os carros estacionados nos passeios, pois todos os dias passo nessa zona, e nunca vi nenhum policia multar os carros que estão com as quatro rodas em cima dos passeios. Pois serão mais de mil carros que teriam ser multados. O código de estrada deve ser igual para todas as zonas, e deve ser comprido.

    • D X
      Responder

      Já denunciou? Neste caso parece que bastou um telefonema para acabar com uma situação que durava há décadas. O código é igual, o que varia são as pessoas e o exercício que fazem da cidadania. Eu já tive de telefonar repetidamente para a Polícia numa situação parecida. Demorou, mas desde há muito que está resolvida. De vez.

  • Henrique Fernandes
    Responder

    Quem não respeita…Sujeita-se

  • Paula
    Responder

    na avenida Gomes Pereira onde moro a situação é normal e igualmente desagradável porque também não há lugares para estaciona. Realmente algumas pessoas abusam e estacionam o carro de modo que não passa ninguém . Há que ter bom senso.
    O que me aborrece é que parece que existem dois pesos e duas medidas. Quem passe na estrada paralela ao hospital da luz e desde que começaram as obras , estaciona-se em plena faixa de rodagem e até já tem direito a arrumador. Colocada essa situação a um polícia de trânsito que estava no local a resposta foi tenho mais que fazer que ir ver o que se passa. Até porque estavam todos em amena cavaqueira , o polícia, o arrumador e os bombeiros que ali estavam . Bonito de ser ver!

  • Joao costa
    Responder

    Aos anos que ali se estaciona ali e nunca aconteceu. Os carros nao incomodam ninguem ja que se pode ir pelo jardim. A brigada dodls bebados voltou a atacar. Foi um roubo orquestrado pelo corpo policial que nao serve para nada so para roubar dinheiro ao cidadao. A um tempo foram ao bairro das colonias bloquear as motas em cima do passeio. Ficou uma por bloquear e tiveram a lata de dizer que aqueka nao era bloqueada porque era dum colega.

    • Filipe
      Responder

      Os carros em cima do passeio em Lisboa são um problema gravissimo que destroi a mobilidade e qualidade de vida de milhares de pessoas, estraga o espaço publico, dá uma péssima imagem à cidade e ainda fecha em casa milhares de pessoas com dificuldades. Quer viver no caos e no degredo vá-se embora deste pais! Santa paciência para tanto comodismo patético.

    • RF
      Responder

      Fazem falta mais acções destas por toda a cidade e, mesmo, por todo o país. Isto não se trata de “caça à multa”, seja lá o que isso for. Trata-se de fazer cumprir a lei, e nem sequer é um “direito” da polícia. É um dever!

  • João Oliveira Leonardo
    Responder

    Lamentável o tom e a parcialidade expressas ao longo de todo o artigo, muito diferente daquilo a que O Corvo nos habituou.
    É de louvar a atuação da Polícia Municipal que, pela primeira vez desde os anos 70 se preocupou com a segurança de quem se desloca a pé nesta zona da cidade e a colocou acima do conforto de quem procura lugar para estacionar. Tomara que não seja uma vez sem exemplo e que se estenda a tantas outras zonas da cidade que muito precisam.

    • O Corvo
      Responder

      O Corvo não tomou qualquer posição. Limitou-se a noticiar o que se passou.

      • Joao Rodrigues
        Responder

        Como é obvio ha nesta situação dois pontos de vista… E os pões e idosos que sofrem com os carros no passeio? Seria difícil encontrar alguém para entervistar com outro ponto de vista? Quantas entervistas fez o corvo a dizerem precisamente o mesmo… A clamar injustiça por terem sido multados por estarem a fazer um ato ilegal, que prejudica outros lisboeta, deteriora o espaço publico, e pode custar fortunas a todos pela danificação da calçada.

        Onde está o outro ponto de vista?

        • O Corvo
          Responder

          Como referimos, não tomámos qualquer posição sobre o assunto. Limitámo-nos a ouvir as pessoas daquela rua. Nenhuma das que inquirimos nos disse que concordava com a acção policial – caso contrário, teríamos publicado tal opinião, como é natural. Na notícia e na reportagem, o trabalho do jornalista não se confunde com a opinião que o mesmo possa ter sobre o assunto que está a cobrir. O único critério aqui seguido foi o da relevância jornalística. Obrigado.

      • RF
        Responder

        O Corvo noticiou, mas apenas apresenta os relatos de quem se queixou da “caça à multa”. Custa-me a acreditar que não tenha sido possível encontrarem alguém, no local, que apoiasse esta acção policial.

        • O Corvo
          Responder

          Reiteramos o que já havíamos dito: se tivéssemos encontrado alguém com opinião diversa, teríamos publicado essa mesma opinião. Pelo contrário, deixámos de fora da reportagem uma série de outros testemunhos contestando a acção da PM, por serem redundantes face ao que os restantes diziam. Obrigado.

  • Filipe
    Responder

    “Tenho um cliente que teve duas viaturas bloqueadas. E, como não tinha dinheiro para pagar o total das multas, mais de 240€, teve a carta apreendida no momento”

    lol

  • Ana
    Responder

    Fantástica cidade esta onde a polícia fazer o seu trabalho e defender o espaço público dos interesses privados, fazendo cumprir a lei vigente, é notícia e pretexto para guerras políticas… “Falta de espaço”? Não quererão dizer “excesso de carros de donos que não querem pagar uma garagem”?

  • Ricardo Correia
    Responder

    O estacionamento em cima do passeio é ilegal, um acto de puro egoísmo que dificulta a vida dos peões, ou seja, dos outros cidadãos, e ainda há pessoas que se ofendem com o facto de a lei estar a ser cumprida??! Com a desculpa de que “sempre se estacionou assim”…

    Esta desculpa também se aplica a outros tipos de ilegalidades, ou é só quando os próprios o fazem?

    Incrível o estado de barbárie desta cidade.

    Para demonstrar a verdadeira imparcialidade que tanto apregoam, porque é que o “Corvo” não publica um artigo sobre civismo e convivência em sociedade, em que aponta o estado lastimável em que se encontram os nossos passeios? Ou sobre viver numa sociedade sem importunar os outros e impor as nossas condutas ilegais. Ou sobre um passeio com um carrinho de bebés pelas ruas da freguesia…

    • O Corvo
      Responder

      Se fosse nosso leitor regular, não faria tal comentário. Ou, então, anda distraído.

  • Estacionamentos Selvagens
    Responder

    Ler este artigo diz muito da mentalidade portuguesa, da sensação de impunidade que reina nas nossas estradas (e passeios) e do mau funcionamento das instituições. Anos e anos de polícia ausente deixam as pessoas muito mal habituadas; aquilo que deveria ser uma ação recorrente da Polícia Municipal é encarado como um “escândalo” e um “choque”.
    O problema de fundo? A dependência doentia em relação ao automóvel, mas também a mentalidade dominada pelo egoísmo, pelo comodismo e pela total insensibilidade em relação ao outro. E ainda aparece gente a falar em “falta de estacionamento”… não será antes excesso de carros? Se não têm onde estacionar o popó, que culpa é que os peões têm disso? Andem a pé, de bicicleta ou de transportes públicos… ou será que isso é coisa de pobre?

  • Gonçalo Peres
    Responder

    Felicito as elementos da autoridade por finalmente fazerem frente ao estacionamento ilegal que incomoda toda gente, para conveniência duns poucos. Os meus filhos são constantemente vítimas dos abusos dos condutores, que estacionam onde não devem e cortam a visibilidade das crianças nas passadeiras e esquinas. Não existe falta de estacionamento, existe falta de civismo crónico e excesso de automóveis na cidade. Continuem todos os dias, que a cidade precisa.

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