Depois de vários anúncios e igual número de adiamentos, abre por fim, nesta quinta-feira (22 de Janeiro), a Unidade de Apoio ao Sem-Abrigo, junto ao Cais do Sodré. Situada em plena zona ribeirinha, no Cais do Gás, no cruzamento da Rua Cintura do Porto de Lisboa com a rua Cais da Ribeira Nova, o novo equipamento permitirá centralizar num edifício todas as valências e serviços disponíveis na cidade de Lisboa para apoio social às pessoas que fazem da rua a sua casa. Ali, cada caso será avaliado e tratado de forma individualizada.

 

O edifício foi cedido pela Câmara Municipal de Lisboa (CML) e será gerido pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Nele agregar-se-ão serviços e instituições que trabalham com pessoas em situação de emergência social, dando uma resposta centralizada e mais rápida. “Até agora, era preciso bater a várias portas, duplicando-se esforços e abrindo processos vários. Mas esse problema passa a ser resolvido com a abertura da nova Unidade de Atendimento à Pessoa Sem Abrigo e a sua inovadora forma de intervenção”, diz a autarquia em comunicado.

 

Neste edifício funcionará o Núcleo de Atendimento e Intervenção Pessoa Sem-Abrigo, em que estão a Câmara Municipal de Lisboa (CML), Santa Casa da Misericórdia e Lisboa e a Segurança Social, para além de 16 outras entidades, das áreas social e médica. O acordo para a constituição deste núcleo foi formalizado numa cerimónia ocorrida a 14 de Janeiro, na qual o vereador João Afonso, com o pelouro dos Direitos Sociais, se congratulou com uma iniciativa que se baseia no trabalho em rede. Nesse momento, o vereador considerou que a criação desta estrutura permitirá “a construção de uma cidade melhor”.

 

A unidade que agora entra em funcionamento terá como base de trabalho três vertentes: atendimento, actuação e acolhimento. A cerimónia de inauguração desta quinta-feira, que decorrerá pelas 12h, contará com a presença do presidente da CML, António Costa, e o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Pedro Santana Lopes.

 

Sob o mesmo tecto trabalharão as seguintes instituições: Associação Crescer na Maior; Associação dos Albergues Nocturnos de Lisboa; Associação para o Estudo e Integração Psicossocial; Associação de Recuperação de Toxicodependentes Ares do Pinhal; CAIS – Associação de Solidariedade Social; Centro de Apoio ao Sem Abrigo; Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa; Centro Social do Exército de Salvação; Centro Social Paroquial de São Jorge de Arroios; Comunidade Vida e Paz; Fundação AMI – Assistência Médica Internacional; Médicos do Mundo; Movimento Serviço da Vida; Novos Rostos Novos Desafios; ORIENTAR – Associação de Intervenção para a Mudança; VITAE – Associação de Solidariedade e Desenvolvimento Internacional.

 

Texto: Samuel Alemão

  • Jorge Parente Baptista
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    Agora é preciso dizer aos sem abrigo pois eles não têm internet…

  • Catarina Gouveia Homem
    Responder

    Ainda bem que todas estas entidades têm equipas de rua que percorrem a cidade… n é? Viva a critica fácil…

  • Marina Vicente Cruz
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    Mais uma unidade faz sempre falta. Os sem abrigo estão a aumenar de número e com este frio bem precisam de abrigos.

  • Adelino Silva
    Responder

    Unidade de Apoio ao Sem-Abrigo abre no Cais do Sodré, gerida pela Misericórida http://t.co/oPNIe1PdMP

  • César Laranjo
    Responder
  • lemos
    Responder

    lolol … emquanto em portugal os sem abrigo forem um negocio de milhoes jamais acabaram com esta triste realidade ….

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