Uma boa ideia de negócio é o primeiro passo para integrar a rede de incubadoras de Lisboa, onde se pode beneficiar do apoio técnico e financeiro na concretização do projeto como “elemento importante no ecossistema socioeconómico”.

Em Lisboa, existem desde esta quinta-feira sete incubadoras, sendo a mais recente a LABS, instalada no edifício de EPUL, na Avenida das Forças Armadas, com capacidade para cerca de 300 postos de trabalho. Neste espaço criativo podem ser partilhados serviços, formação ou consultoria de empreendedorismo.

“Vamos crescendo aos poucos”, disse Graça Fonseca, vereadora com o pelouro da Inovação e Modernização Administrativa da autarquia alfacinha, na cerimónia inaugural da nova incubadora na capital, um local destinado fundamentalmente a estudantes universitários com projetos inovadores de negócios. O LABS  resultou de uma parceria entre a autarquia de Lisboa, o ISCTE, a EPUL e a Fundação Calouste Gulbenkian.

Trata-se, para a maioria dos candidatos, da criação de uma microempresa inovadora ao nível de desenvolvimentos científico e tecnológico capazes de dinamizar a competitividade.

De acordo com a autarquia, “Lisboa tem todas as condições para se tornar uma das principais cidades europeias receptoras de novos projetos de empresas, atendendo ao seu quadro político e social, acesso estratégico aos mercados internacionais, força de trabalho competitiva, qualificada e flexível”.

No site da autarquia referente a estes projetos, é realçado o contributo das incubadoras para “o reforço da competitividade da cidade de Lisboa na captação, atração e criação de empresas, para o fomento do emprego e a reabilitação e revitalização das zonas onde se encontram instaladas”.

Lisboa é hoje um local privilegiado de interação entre os estudantes nacionais e estrangeiros, numa placa giratória onde sobressai a comunidade estudantil dos países de Comunidades dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Esta questão foi destacada pelo presidente de Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, chamando a atenção para a existência de uma comunidade 140 mil estudantes que há que “saber aproveitar, pois ela é uma mais-valia”. Costa apelou para a necessidade da “multiplicação das oportunidades”.

O responsável da autarquia salientou ainda que não tem uma “visão catastrofista” daqueles que partem para o estrangeiro, pois esses vão adquirir mais conhecimento e aplicá-lo no desenvolvimento. Mas lamentou que, no seu país, aqueles que perdem os seus  postos de trabalho não consigam realizar os seus projetos de vida.

 

 

Texto:  Mário de Carvalho     Fotografia: David Clifford

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