A alteração das condições de circulação levada a cabo pela Câmara Municipal de Lisboa na Rua Marquês de Fronteira junto à grande loja do El Corte Inglés só pode ser vista como um benefício a privados em flagrante prejuízo do bem-estar público. O caso foi já denunciado na Assembleia Municipal por um ex-vereador com o pelouro do tráfego, Nunes da Silva, mas nada mudou. O que se passa é que o município cortou uma faixa de rodagem no sentido descendente da Marquês de Fronteira de modo a permitir alargar o passeio fronteiro à entrada principal do centro comercial.

 

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O acesso a esta entrada ganhou um espaço enorme, sem qualquer necessidade pois nunca ali se aglomera gente em número tão grande que exija a actual largueza. Os parques de estacionamento subterrâneo, as outras portas para a rua e a ligação directa ao Metropolitano facilitam a distribuição dos clientes por diferentes acessos. Pelo contrário, a circulação automóvel tornou-se um inferno nesta artéria de tráfego intenso e usada por transportes públicos. Na fotografia fica claro como as duas faixas ascendentes se mostram desanuviadas, contrastando com o engarrafamento na descendente. Um mau serviço à cidade.

 

Texto: Francisco Neves

  • Alexandre Correia
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    Absolutamente de acordo! Porque, de resto, não faz sentido nenhum…

  • Diogo Dídac
    Responder

    se calhar não havia ninguém porque ninguém quer estar parado num passeio minúsculo em cima do trânsito automóvel. isto é uma coluna de opinião? onde é que está o jornalismo? quais são os factos? onde estão as contagens, estimativas, etc?
    opiniões há muitas. usem menos o popó, partilhem as boleias e vão ver que desaparecem os engarrafamentos em todo o lado. a continuar com essa argumentação acabamos a repor o trânsito automóvel na rua augusta. o que, “de resto, não faz sentido nenhum…”

    • O Corvo
      Responder

      A secção “dicas&bicadas” tem, de facto, um pendor opinativo. Essa é, em parte, uma das suas funções: criticar o que o jornalista julga ser passível de tal. Obrigado.

      • RF
        Responder

        O “jornalista” julga que o é, mas nem sequer sabe que não o é. Isto é um chorrilho de preconceitos ignorantes e desinformados. Lisboa tem carros a mais, espaço a menos para os peões, e medidas destas só pecam pela sua pontualidade e timidez.
        Já era tempo de termos gente mais inteligente a dar as bicadas…

  • josemssantos
    Responder

    #Estrumeira Um prejuízo público em benefício privado http://t.co/a0jCGoPT2d

  • Ricardo
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    É verdade que o passeio que lá estava era mais do que suficiente para acomodar o fluxo pedonal, mas a via única no sentido descendente já lá está desde 2009, quando acabaram as obras do metro! Aliás, o street view do google maps !3m4!1e1!3m2!1sepY80vUrAl2CZYpleFiNfA!2e0) mostra exactamente isso, ainda que à data da foto a situação fosse apenas “provisória”. Por isso não percebo o espanto, a única coisa que mudou nestas obras recentes foi a colocação de degraus nesse passeio e o fecho da via ascendente que passava à entrada do El Corte Inglês.

  • Filipe
    Responder

    A obra veio facilitar e muito quem se dirige ao centro comercial. Quanto ao transito, faz parte dos preços a pagar por ter automóvel. Se não querem passar por isso vão de transportes públicos que é para isso que eles servem. Comodismo patético.

  • Cesar
    Responder

    Opinião de quem só anda de automóvel. Pena que só se consiga ver neste perspetiva.
    Qualquer cidade “moderna” tem grandes espaços públicos dedicados ao peão, por toda a cidade.
    Em Lisboa, temos duas ou três ruas pedonais, algo completamente ridículo.
    Quanto mais for difícil andar de carro em Lisboa, menos carros lá entrarão. “Não se resolve um problema de obesidade alargando o cinto”.

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