Um pouco por todo o lado se fazem sentir os efeitos da prolongada greve dos trabalhadores dos serviços camarários de limpeza. Se é verdade que a paralisação ao trabalho regular terminou ontem ao fim da madrugada, ela manter-se-á em relação às horas extraordinárias, até a 5 de Janeiro. Sendo fim-de-semana, pouco se notou do regresso ao trabalho, já que os resíduos orgânicos, regra geral, apenas costumam ser recolhidos durante a semana. A imundície grassa a olhos vistos. Dos residentes e dos turistas. Mesmo nos locais em que a autarquia desejaria manter como excepções à regra. No Chiado, por volta do meio-dia, onde o movimento dominical já era grande devido aos saldos, eram muitos os olhares de admiração pelo cenário de abundante acumulação de lixo. A mais nobre zona da cidade não escapa à imagem de pardieiro em que se transformou a capital do país. Mas, apesar de tudo, até se apresenta razoavelmente limpa, se comparada com locais onde já existem montanhas de detritos.

 

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Textos e fotografias: Samuel Alemão

  • Samuel Freire
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    O título é um bocado reacionário? Outro título possível seria “um postal sujo oferecido pelos lisboetas”. O lixo nas ruas não decorre da greve, mas de quem o deposita.

    • Afonso
      Responder

      O lixo na sua cabeça ideológicamente formatada também decorre de quem o deposita ou de quem o deixa depositar?

      • Samuel Freire
        Responder

        Se quer insultar alguém, insulte a sua mãe. Se não é capaz de viver com opiniões diferentes da sua, isto é, em democracia, recomendo-lhe a Coreia do Norte. Acha que é da greve? Muito bem! Argumente então – sem insultos, sem ataques pessoais. Que falta de cultura cívica e democrática!

        • Afonso
          Responder

          A sua resposta apenas comprovou a minha suspeita.Cuidado para não se engasgar com a “cultura cívica e democrática”,nem mais uma letra merece da minha parte.

  • Vespinha
    Responder

    Deparei com isto logo no dia 26:

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