A 4 de junho de 1957, a Comissão Consultiva de Toponímia decidiu prestar homenagem ao major de Infantaria Guilherme Augusto Gomes Pereira (1856-1926) com o nome de uma rua em Benfica. Longe vai o tempo das quintas desta zona, onde o cavalo era o principal meio de transporte. Agora os cavalos são outros, motorizados.

A Avenida Gomes Pereira tornou-se numa das vias rodoviárias mais movimentadas de Benfica, onde o contínuo surgimento de crateras faria certamente irritar o disciplinado militar que deu nome à rua.

Na avenida passam quatro carreiras de Carris (703, 724, 750e 799) além de elevado número de viaturas particulares. A intensa circulação de veículos tem como consequência a degradação do pavimento. É com regularidade que os moradores observam a movimentação de máquinas para tapar os buracos que semanas depois voltam a surgir como se nada tivesse sido feito.

Desta vez, a resolução do problema parece ter sido levado a sério e numa paragem de autocarros entre a rua General Morais Sarmento e a Estrada de Benfica (na Av. Gomes Pereira) está em curso uma intervenção de vulto, evitando o surgimento de novas “crateras”.

Contudo, a 50 metros da obra, na entrada da Gomes Pereira via Estrada de Benfica, encontram-se vários buracos que têm vindo progressivamente a crescer, numa mistura explosiva de chuva e tráfego de veículos, sobretudo de autocarros.

O major de Infantaria, que fez praticamente toda a sua carreira militar em África –  onde participou no combate de Chaimite que acabou na prisão de Gungunhana – , ficaria certamente indignado por o seu nome estar associado a uma avenida esburacada.

Aqui fica a esperança de que o trabalho em curso na paragem de autocarros (existem quatro) seja um bom exemplo para uma intervenção de fundo no pavimento da avenida, que funciona muitas vezes como “escapatória” ao tráfico na Segunda Circular.

 

Texto e fotografia de Mário de Carvalho

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