Desde o início desta semana, tem-se assistido a um acelerado processo de decadência urbana num dos mais centrais e icónicos locais da cidade de Lisboa. Um banco de mármore do Largo Luís de Camões, epicentro da vida na capital, foi partido por alguém e, em poucos dias, tem-se vindo a desconjuntar e a ser alvo das maiores aleivosias. De início, foi a laje central, que serve de assento, a quebrar, deixando a peça de mobiliário urbano impraticável para a sua função. Mas abriu um outro campo de possibilidades, como se veio a verificar.

 

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Pelo inusitado da situação, o banco de pedra passou a atrair alguns olhares, nem que sejam de soslaio, ante o estado do mesmo. Houve quem se admirasse e comentasse, quem sorrisse e até quem dele fizesse local para pose fotográfica. Mas, nesta quinta-feira (23 de Abril), e sem que os responsáveis pela gestão do espaço público tivessem actuado para reparar o dano, as coisas pioraram: uma das secções da laje partida foi retirada de um dos seus apoios para o chão. Aproximando-nos do local, percebemos que alguém defecou sobre a secção ainda não inteiramente derrubada do banco. Qual será a próxima fase?

 

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Texto: Samuel Alemão

 

  • Pedro Osório Graça
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    Deveriam ter publicado este artigo mais cedo, quando a estátua de Camões começou a ser massivamente vandalizada com gatafunhos e rabiscos (aquilo não é graffiti ou arte urbana).

  • Julio Lima
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    E assim pode ficar quanto tempo? Dias, semanas, meses, anos? E sem câmara nem junta fazerem absolutamente nada, e quando o fizerem além de ser tarde aposto a que a intervençao se limitará a retirar o estragado sem reposição. A serio que não é normal o que se passa nesta cidade. Paga-se uma fortuna em impostos por supostos serviços que não são prestados. A cidade vive em um autentico estado de abandono e anarquia que é de todo intolerável!

    • Ricardo Serrao
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      A conta da agua subiu estupidamente este mes… Vou pagar mais de Residuos, saneamento e outra cois… Prai uns 25 euros, do que consumo de agua.. Uns 18 euros.

      Normalmente pagava 20 a 30 euros por 2 meses. Este mes é uns 43-45 euros (nao recordo valor concreto)

    • Julio Lima
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      Onde eu moro (municipio turistico no sul da espanha) pago esse valor, mas um vez ao ano, não cada dois meses e pasme-se, a cidade esta limpa, tudo é mantido em condições, estraga-se algo e de seguida é reposto ou arranjado (não fica a ser exibido e a degradarse mais ainda) e assim é como funciona em todo lado. Por isso é que digo que o que acontece ahi não é normal, nem tolerável! É um autêntico roubo e desrespeito pelos cidadãos!

    • Julio Lima
      Responder

      Lisboa não merece ser tratada assim

  • Ana Carla Lino
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    Esta zona – Bairro Alto – está uma vergonha, SUJA! E a água para lavar as ruas quem a paga são os moradores. Lavar?! Limitam-se a dar enxurradas de água para juntar o lixo que depois é apanhado junto às sarjetas (milhares de copos de plástico e garrafas de vidro) mas o chão e passeios não são lavados, e o que cai dentro das sarjetas… as paredes e as portas dos prédios cheias de gatafunhos… o Bairro Alto das prostitutas era mais limpo… Tenho pena do que estão a deixar fazer ao “meu” Bairro, à minha Lisboa… não somos o postal bonito que se diz, não mesmo 🙁

  • Maria José Pinto
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    Que tristeza.

  • Zé Miguel
    Responder

    Agora vão dizer que são os drogados querem ver?

  • Hugo Silva Pereira
    Responder

    ehhhhh nao exagerem! bairro alto sujo??? nao deve ser o mesmo bairro pelo qual eu passo todos os dias! falar mal so por falar e tao facil!!!

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