Todos os partidos voltam a pedir abertura de mais sanitários públicos em Lisboa

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Samuel Alemão

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Santa Maria Maior

22 Novembro, 2017

A unanimidade das votações não engana: Lisboa tem falta de sanitários públicos. Um ano depois de ter aprovado de forma consensual uma recomendação pedindo à Câmara Municipal de Lisboa (CML) mais sanitários na cidade, a Assembleia Municipal de Lisboa (AML) volta a apelar à autarquia liderada por Fernando Medina para que resolva o problema, e fá-lo novamente com o apoio expresso de todos os seus membros. Se, em novembro de 2016, foram os deputados municipais do PCP a solicitar à edilidade “medidas urgentes e eficazes para solucionar esta carência na cidade”, na tarde desta terça-feira (21 de novembro), coube ao grupo de eleitos do CDS-PP pedir à câmara que “identifique e estude a instalação de sanitários públicos nas zonas de maior concentração de pessoas, seja no período diurno seja nocturno”. O mesmo partido já havia visto aprovada, em 2014, uma recomendação de colocação de casas de banho na zona do Cais do Sodré.

“É óbvio o aumento da insalubridade do espaço público. A cidade podia e devia estar mais limpa”, criticou no plenário da assembleia Ana Luísa Aldim, deputada municipal centrista, ao apresentar a recomendação. A qual pede à CML que, “em articulação com as juntas de freguesia, efectue o levantamento dos sanitários públicos existentes, horários de funcionamento e possibilidades de adaptação às necessidades supra mencionadas”. O documento solicita ainda que a câmara “apresente uma proposta integrada de sanitários públicos na cidade de Lisboa, articulando com as juntas de freguesias e o Turismo de Lisboa a sua divulgação, funcionamento e aposta em sinalética informativa da sua existência, bem como normas e regras de higiene e saúde pública”. Algo que, sugere o CDS-PP, poderia vir a ser feito com o recurso às receitas obtidas através da cobrança da taxa turística.

“A afectação de receita proveniente da Taxa Turística pode e deve ser alocada à melhoria e criação de mobiliário urbano abrangendo, também, a instalação de sanitários públicos, uma vez que se trata de uma medida necessária no garante das regras de higiene e saúde pública, a par da melhoria da fruição do espaço público, que é de todos”, dizem os centristas, nos considerandos da sua recomendação. O aumento do número de turistas na capital portuguesa tem contribuído para um notório crescimento no número de pessoas a usufruir do seu espaço público, nota Ana Luísa Aldim, garantindo que o partido tem registado um aumento das reclamações apresentadas tanto por comerciantes como por residentes. “Da parte dos comerciantes, as reclamações têm que ver com o facto de haver um aumento de pessoas a requerer o uso dos seus espaços, para fazerem as suas necessidades. E dos residentes tem que ver com o estado do espaço público”, informa. Razão, justifica, para que se invista na colocação de sanitários, sobretudo em zonas de maior afluência turística e de animação nocturna.

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