Crónica

 

Era Outubro, um fim-de-semana chuvoso. Não havia futebol, mas nem toda a gente ficou em casa ou se refugiou nos centros comerciais. Alguns milhares foram à Estufa Fria, no Parque Eduardo VII, ver a “1.ª Exposição Internacional de Orquídeas de Lisboa”.

 

“Estávamos à espera de duas mil pessoas e apareceram mais de seis mil”, disse um dos organizadores. No último dia, acabaram-se mesmo os bilhetes. A Associação Portuguesa de Orquidofilia teve de recorrer aos bilhetes que sobraram de uma exposição idêntica realizada dois anos e meio antes, no Porto – o preço era o mesmo: 2 euros.

 

Não sabia que as orquídeas tinham tantos admiradores e desconhecia a existência de uma Associação Portuguesa de Orquidofilia. Na verdade, não sabia nada sobre estas flores, que são, afinal, das mais abundantes do planeta. Pelo que li na Wikipedia, há mais de 20.000 espécies de orquídeas, espalhadas por todos os continentes. Tantas coisas que não sabemos! “Só na Antártida é que não há orquídeas”. As primeiras terão aparecido na terra há cerca de 80 milhões de anos – ainda havia dinossauros!

 

As cores e as formas são, de facto, surpreendentemente variadas. Há até orquídeas com pétalas pretas e uma das muitas espécies da família foi batizada com o nome de “Drácula”.

 

De “internacional” vi apenas uma banca com flores de Singapura e, pelas críticas que ouvi, não haveria muito mais. Não faz mal: o cenário em redor – a luxuriante Estufa Fria – valeu bem a visita. O arrumador de automóveis da zona tinha razão: “Isto é biologia!”

 

Texto: António Caeiro

      

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