“Sou um bomber, quero espalhar o meu nome”, diz Geco, o homem que reveste Lisboa de tags e graffitis

REPORTAGEM
Eva Massy

Texto

CULTURA

VIDA NA CIDADE

Cidade de Lisboa

27 Agosto, 2018

O Corvo entrevistou Geco (nome artístico), graffiter italiano de 27 anos a viver em Lisboa há um ano e meio. Tem coberto a cidade de tags e autocolantes que não passam despercebidos. Ambiciona ser conhecido permanecendo no anonimato e fala sobre a relação que tem com o graffiti e a cidade. O seu objetivo? “Estar em tantos lugares que seja impossível não se lembrarem do meu nome”

Entendes o graffiti como um efeito de grupo ou como uma prática solitária?

A maior parte do tempo pinto sozinho e vivo o graffiti como uma atividade pessoal e individual. Não me junto muito com outras pessoas da área. Claro que comecei com um amigo meu, o Kudos, que já pintava. Saí com ele as primeiras vezes, e fiquei viciado. Ele partiu, eu continuo a pintar…Vejo o graffiti como um desafio pessoal e sinto-me confortável em estar sozinho a maior parte do tempo.

Tens sítios em que preferes pintar?

Apaixonei-me por Lisboa também porque podes pintar durante o dia. Há muitas áreas da cidade, toda a zona este, como Xabregas, Marvila, Beato, Bela Vista, que parece o campo… As pessoas não se importam realmente com o graffiti lá… Há muitos prédios abandonados e gosto imenso de ir explorá-los. Gosto também de pintar na Mouraria durante o dia, em ruas estreitas que já estão completamente pintadas, mas tenho muito cuidado.

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Antecipas sempre os sítios onde pintas?

Quando são missões mais importantes, verifico o sítio uma ou duas vezes antes de ir pintar. Penso no material todo que vou usar não só para pintar como também para aceder ao local. Tenho em conta o risco de ser apanhado, o risco de me magoar, e sobretudo a visibilidade que o meu graffiti pode ter. Outras vezes saio de casa sem ter ideia de onde vou pintar, e improviso.

Na tua opinião, os Lisboetas são recetivos ao graffiti?

Depende muito do sítio em que pintas mas geralmente são bastante recetivos, comparando com outras cidades onde pintei. Já pedi autorização a pessoas para pintar as paredes dos seus prédios e aceitaram. Por outro lado, no centro de Lisboa os graffitis são removidos a uma velocidade impressionante, um tag pode ficar lá apenas umas horas. Por exemplo, na Graça, não chegam a ficar mais de uma semana.

Que diferenças existem entre pintar em Lisboa e pintar noutras cidades?

Eu venho de Roma, e lá, pintar é uma tarefa mais difícil. Quando saio à rua é só mesmo de noite ou de madrugada. Sinto mais pressão e ando com mais cuidado pelas ruas. Pinto sobretudo em sítios abandonados ou completamente escondidos. Cá, os polícias são mais permissivos, não têm tanto ódio às pessoas que fazem graffiti.

Que diferenças existem entre pintar em Lisboa e pintar noutras cidades?

Eu venho de Roma, e lá, pintar é uma tarefa mais difícil. Quando saio à rua é só mesmo de noite ou de madrugada. Sinto mais pressão e ando com mais cuidado pelas ruas. Pinto sobretudo em sítios abandonados ou completamente escondidos. Cá, os polícias são mais permissivos, não têm tanto ódio às pessoas que fazem graffiti.

Mas pode-se dizer que a maneira de fazeres graffiti e o teu estilo variam consoante as cidades onde pintas?

Na verdade, o meu estilo não difere de cidade para cidade. Sou um bomber. Quero espalhar o meu nome mais do que ter uma estética super desenvolvida. Os dois podem e devem ser complementares, mas o primeiro objetivo do bomber é a quantidade, a qualidade vem depois. A cidade não influencia o meu estilo mas o meu método e abordagem. Acho que em Lisboa tenho uma abordagem ao graffiti mais natural porque sinto menor proibição.

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Com variações de estilo e em todo o lugar: o que conta para Geco é ser visto

Como muda a experiência urbana e a vida na cidade quando esta serve de suporte para a tua prática do graffiti?

Vês a cidade com um olhar completamente diferente. Quando pintas, começas a ver cada parede como um desafio. Nunca paro de olhar à minha volta, vejo pequenos detalhes aos quais não prestaria atenção se não estivesse à procura de locais para pintar em toda a cidade. Não consigo evitar de olhar para a cidade como uma tela gigante. Como o graffiti é uma das minhas atividades principais e o meu objetivo é estar em todo o lado, tenho de ir para todo o lado. Isso faz com que conheça Lisboa muito melhor que se não fizesse graffiti e provavelmente melhor do que a maioria das pessoas que vivem cá e fazem diariamente os mesmos caminhos. O graffiti leva-te a sítios onde não irias se não fosse para deixar a tua marca.

Quem queres que seja o teu “público”? Diriges-te a todas as pessoas que habitam a cidade no geral, ou somente à comunidade de graffiti writers?

Muitos graffiti writers pintam apenas para que outros writers os vejam, portanto não visam sair do círculo e da comunidade do graffiti. Eu quero atingir toda a gente, os que pintam, os que não pintam, os que não gostam de graffiti… O meu objetivo é ser visto e conhecido por toda a gente. Quero estar em tantos lugares que seja impossível não veres o meu nome. É a razão pela qual tenho um estilo simples. O meu tag é muito simples e reconhecível. Os meus stickers (em português, autocolantes) também. O nome fica claro e vê-se ao longe. Não me quero focar nos stickers, mas são um bónus que ajuda a espalhar o nome.


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Existe um sentimento de comunidade entre os graffiti writers em Lisboa?

Como eu disse, não me junto muito a outros writers, mas parece-me que em Lisboa a comunidade do graffiti é unida, a malta bacana e relaxada. É raro ver grandes brigas por cá.

Dentro da comunidade dos graffiti writers és julgado apenas pela estética da tua peça, ou existem outras critérios?

Acho que passa muito pela presença no território. Eu sou apreciado pela presença massiva que tenho. Mas a escolha do local também é muito importante. A maioria dos outros graffiti writers nem pensariam em fazer sozinhos algumas peças que fiz. Alguém que pinta tem o discernimento de perceber qual foi o risco que tiveste a pintar em tal local.

Sei que já pintaste de forma legal, pensas que um dia poderias vir a pintar somente graffiti legal?

Não… Vejo o graffiti como um jogo, como um desporto. Mas um desporto ilegal. Graffiti não seria graffiti se fosse legal… Seria apenas arte.

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Pensas que as cidades que disponibilizam vários espaços para pintar legalmente contribuem para reduzir o graffiti ilegal?

Não, o legal não pára o graffiti. Graffiti é por natureza ilegal e nunca vai parar. Por outro lado, era bom haver mais paredes para pintar legalmente, pelo prazer do olhar.

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Então, graffiti não é apenas uma arte…

Não.

O que pensas da crítica feita ao graffiti como sendo “poluição visual”?

A maioria das pessoas que afirma isso nem sequer pensa em criticar todos os spots publicitários gigantescos. Isso é realmente poluição visual, na minha opinião. Não adotam um ponto de vista crítico sobre isso porque assumem-no como legal e correto. Claro, é perfeitamente justo não gostar de graffiti, mas as pessoas deveriam ter mais espírito crítico e perceber que o graffiti não é o verdadeiro problema. São muitas as maneiras pelas quais somos agredidos visualmente e apontar o graffiti como poluição visual é estúpido. Mas também há pessoas que gostam de “graffiti bonito” e não de tags, o que me parece insensato porque um não existiria sem o outro.

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Será um paradoxo todo o secretismo e anonimato que envolve a prática do graffiti ilegal, ao mesmo tempo que o writer procura a maior visibilidade possível?

Sim, é um paradoxo: quanto mais exposto estás, mais precisas de ser anónimo. Queremos ser famosos mas sem mostrar a cara. É como se fosses um super-herói… (risos). Mas o anonimato do writer é-lhe imposto, não decorre realmente de uma escolha.

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Mas o graffiti acaba por ser a mesma coisa, uma peça visual imposta aos passantes, quer queiram, quer não…

Só que não procura vender. Não procura influenciar mentes, atitudes e comportamentos. Podem ser simples palavras que não remetem para ideologia nenhuma.

O mundo do graffiti é egocêntrico?

Na maior parte dos casos é puro egocentrismo. Sobretudo no caso dos que, como eu, pintam sozinhos e não querem fazer parte de uma crew. Ou no caso dos que fazem parte de uma crew mas preferem pintar o próprio nome do que o nome do grupo. Também existe quem prefira pintar o nome da crew e quase não pinte o seu. Nesse caso há mais espírito de equipa do que egocentrismo. No meu caso, chega a ser uma verdadeira megalomania. Quero atrair a atenção de todos e provocar um sentimento de amor ou ódio. Só não quero passar despercebido.

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Pretendes fazer passar alguma mensagem através do teu graffiti?

Com o meu nome “Geco” não procuro transmitir nenhuma mensagem particular. Mas considero a prática do graffiti transmissora de uma mensagem em si. O graffiti nasceu porque as pessoas se queriam expressar. É como a resposta de uma classe oprimida aos opressores. Não vou tão profundo nesse significado mas…como é que se diz…? “Paredes brancas, povo mudo”. Quando vejo uma cidade cheia de graffiti fico com o sentimento que há muita gente que discorda, que não está contente, que não age como lhes é pedido para agir ou como toda a gente faz. Há pessoas que não seguem o movimento geral, existem vozes dissidentes, querem quebrar as regras e querem exprimir-se sozinhos. Isso tudo mostra que a cidade está ativa.

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COMENTÁRIOS

  • Santos
    Responder

    “Com o meu nome “Geco” não procuro transmitir nenhuma mensagem particular.”

    “É como a resposta de uma classe oprimida aos opressores.”

    Meu deus, que entrevista…

    • Sandro
      Responder

      Dar voz a um tipo que anda a sujar a cidade com o nome dele…parece uma rábula do RAP.

  • D .Oliveira
    Responder

    Existe leis contra este tipo de lixo que invadem os prédios de Lisboa e em edifícios e instalações públicas.
    É apanha-lo e obriga-lo a limpar o que fez, se o acolhemos tem que respeitar as leis do nosso país. Isto não é um caixote de lixo,
    nem um país de 3º. Mundo como dizem em Itália.
    Ainda tem direito a esta reportagens como sendo um grande feito.
    Valia mais que este jornal se preocupa-se em mostrar as ruas de Lisboa inundadas de lixo.

  • Hugo Rosado
    Responder

    E que tal chamar a polícia ?

  • Rui Martins
    Responder

    Lixo gráfico.
    Que vá sujar a terra dele.
    (e que pague toda a limpeza que vamos suportar com os nossos impostos)
    não precisamos de imigrantes destes.

  • Victor A Moraes
    Responder

    Ninguem prende este tipo?
    E que raio de jornalismo que promove um criminoso como se fosse um artista….

  • António Mendes
    Responder

    Que “o corvo” queira apoiar o grafitti, concordo a 100%. Há pela cidade inumeras demonstrações do valor artístico dessa forma de arte pela cidade que contribuem para aumentar ainda mais a beleza da mesma. Que “o corvo” dê espaço de antena e apoio a alguém que apenas vandaliza e destrói propriedade pública e privada com uma actividade ilegal cujo valor artístico é nulo, obrigando as juntas de freguesia e a autarquia a gastar milhares de euros dos impostos pagos por todos nós para limpar o que ego mal amado de um miudo espalha por tudo quanto é lado, acho apenas vergonhoso. Talvez recomendar-lhe algum serviço de apoio psicológico seja uma melhor solução…

  • Afirma Pereira
    Responder

    Um badalhoco, que nunca evoluiu da idade em que usava fraldas e sujava as paredes lá de casa, tem direito a entrevista. O que até é útil. Assim, todos podemos avaliar o grau de imbecibilidade de quem nos suja a idade.
    A grande dúvida, e motivo de escândalo é: o poder instituído, aquele que é sustentado pelos nossos impostos, permite isto?!
    Um pateta suja o património alheio, emporcalha uma cidade linda, envergonha-nos perante os estrangeiros… e nada lhe acontece?

  • Gonçalo Ribeiro
    Responder

    E se os Senhores comentadores abrissem um pouco as vossas mentes e conseguissem comparar um mundo sem manifestação artistica e o mundo actual com todas as suas manifestações artisticas??

    Cada manifestação artística tem a sua tela, a tela desta arte são as paredes. Existem quadros pintados em tela que não me dizem nada e existem quadros pintados em tela que eu gosto…….é exactamente como o graffiti.

    Pensem 2 vezes antes de criticarem as pessoas, arte é arte, não é por eu não gostar de como ela se manifesta que eu devo critiar o artista. Pelo menos façam criticas construtivas.

    Obrigado comentadores e principalmente…..Obrigado GECO continua a pintar.

    Abraço

    • Ovidio Santos
      Responder

      Ora disponibiliza lá o prédio onde vives para este “artista” explanar a sua arte. Correram com ele de Itália e agora temos que suportar (nós, os contribuintes) os custos das limpezas das “porcarias” que este Ticiano do esgoto vem fazer nas nossas cidades, custos esses na ordem dos milhares de euros. As autoridades deverão pôr-se em campo, quanto antes, para pôr termo a estes vandalismos. Não só os deste energúmeno como de todos os outros que poluem as nossas ruas e lhes retiram a beleza original. O castigo que eu proponho para esse facínora era obriga-lo a lamber as paredes onde faz as suas obras até que a tinta desaparecesse.

      • Hugo Vinagre
        Responder

        Qual manifestação artística, sr Gonçalo ? Isto é apenas um cão a mijar aos cantos das paredes a marcar território. Um gajo que quer que o nome dele seja conhecido só porque sim. Quer ser famoso para ser famoso. É geração big brother no seu melhor. Que merda de rebeldes sem causa. Graffiti e tags são coisas completamente diferentes, não as confunda.

    • Luis Miguel
      Responder

      Quando este “artista” ou outro do mesmo fino recorte deixar a sua “arte” nas paredes da sua casa, certamente que vai dar pulos de alegria.

    • Suz
      Responder

      quando te vires a limpar um graffiti que não encomendaste na tua fachada (paredes em pedra, portão, estores…) ou no teu automóvel durante HORAS, talvez deixes de ser tão condescendente (ou será que és um deles?). Se calhar sabes o que é passares uns segundos a graffitar um sarrabisco. Eu sei o que é ter de limpar e os custos disso.

    • Miguel Pires
      Responder

      Arte não é arte porque um imbecil se lembra de deixar o seu nome pelas paredes de uma cidade. É como confundir a beira da estrada com a Edtrada da Beira. Enfim…

    • Catarina de Macedo
      Responder

      Muito bem. Quando tiver as paredes da sua casa e a sua porta completamente riscadas com os nomes “artísticos” de um tipo qualquer que foi encapuçado
      enquanto dormia riscar as suas paredes ou ainda declarações amorosas rafeiras do estilo “Amo-te Cátia” pode fazer a sua crítica à vontade. Não venha é criticar a indignação dos outros que não querem as suas casas, que são SUAS, riscadas por terceiros sem autorização, e não querem o dinheiro dos seus impostos, que tanta falta faz em tudo, gasto para limpar o património público destes rabiscos. Pense o senhor duas vezes antes de defender uma prática punível pela lei, e que por alguma razão é.

  • Joao Miguel
    Responder

    Podiam era divulgar a cara dele , assim também podia divulgar no corpo dele outro tipo de arte. Tags e e afins são Lixo visual.

  • Eu
    Responder

    Vandalismo “divulgado” como se de arte se tratasse! Lamentável, crime de dano deveria obrigatoriamente ser denunciado às autoridades competentes.

  • Tom Jobim
    Responder

    Curiosamente ainda ontem vi um autocolante com esse nome num caixote do lixo ou coisa assim e pensei : que raios, quem que gasta tempo e dinheiro a fazer estas coisas?

  • José
    Responder

    ” Quero atrair a atenção de todos e provocar um sentimento de amor ou ódio. Só não quero passar despercebido”.
    MAS QUE AMOR PODE PROVOCAR este ANORMAL.
    ANDA A PINTAR AS PAREDES DOS OUTROS Antigamente até se CAIVA AS PEREDES com orgulho de quem morava nas suas casas, agora vem estes VANDALOS RISCAR AS PAREDES.
    O CORVO, anda a trabalhar muito mal, a policia deve investigar e prender este anormal.

  • Joao Trigueiros
    Responder

    Deviam-lhe esfregar o focinho nas paredes que suja com as suas borradas…

  • Dirceu
    Responder

    A publicidade “impõe” mas pode ser retirada sem estragar as fachadas e é posta em sítios pensados. Este vândalo vem aplicar o seu egocentrismo em qualquer sítio, de preferência onde seja difícil de limpar. Com a permissividade da polícia e da CML! Estão à espera de quê para começar a limpar esta cidade como deve ser?

  • Gonçalo
    Responder

    Obrigado ao corvo pela entrevista.
    Nada do que este menino faz pode ser arte, não é! Não tem valor, se queres ser conhecido então faz algo de útil na tua zona. Fazes?
    Depois comparar as cartazes publicitários enfim.. tantas formas de passar uma msg, msm que simples e importante.

  • Filipe Alexandre
    Responder

    Artista inútil, reportagem e jornalismo inútil….
    Sujador d paredes é jornalista inútil, porque não se juntam e vão limpar o q sujam?!

  • Pedro Salvado
    Responder

    Já reparei que até nos sinais de trânsito coloca estes pseudo-grafittis.

    Isto nem arte é, não passam de “tags”, o equivalente de “fulano tal esteve aqui”.

    Puro trash.

  • Pedro Braz
    Responder

    O que este fulano faz é lixo. Conspurca a nossa cidade porque não o consegue fazer na dele e noutras.
    A mim doi ver a cidade de Lisboa cheia deste lixo urbano a que outros chamam arte.
    Uma coisa são os riscos conspurcantes que este inergume faz outra coisa são as obras do Bordalo II e outros fazem essas sim são arte urbana.
    Fora com este tipo e já!

  • Suz
    Responder

    Carrinhas, paredes de pedra, estores… Nada escapa. Esses criminosos de QI limitado deviam ficar a limpar a porcaria que fazem em 2 – 5 minutos.

  • Rufino
    Responder

    Queres ser reconhecido em todo o lado? Então mata-te com um tiro. No dia seguinte és capa do CM e dás-te a conhecer a toda a gente. Dá menos trabalho e não sujas paredes com tags…
    Num sítio onde temos o Vhils e tantos outros de valor, vão dar destaque a este trengo que de arte tem 0.

  • Marta Amorim
    Responder

    Uma pena terem dado tanto destaque a esta figura. Certamente que não podemos falar de arte urbano quando falamos de Genco. Lamento que a jornalista não tenha tido jogo de cintura para questionar as acções do indivíduo. Parece tratá-lo sempre como um verdadeiro artista de rua. É lamentável. Vocês conseguem muito melhor, equipa d’O Corvo.

    Apoiemos a arte urbana e não o lixo e vandalismo gratuito, só porque alguém quer ser conhecido pela quantidade e não pela qualidade. Como é possível “alimentarem” esta figura?

  • Duarte
    Responder

    Se quer ser bomber que vá para a faixa de Gaza!
    Aqui é só estupido!
    Porque ser graffiti é muito mais que isso!

  • Miguel
    Responder

    Graffitis em paredes abandonadas podem ser bonitos se forem bons.

    Tags e autocolantes, como os fotografados, tornam a cidade feia e são puro vandalismo. O Sr deveria ser preso.

  • Miguel Pires
    Responder

    Que falta de tacto e de decoro, esta entrevista. Qual é o objectivo, perderem a credibilidade que tanto vos custou alcancar em menos de 5 minutos? E Que “ponto de vista crítico” há num imbecil que apenas quer que o seu nome sem significado algum seja Conhecido? E qual a posição de O Corvo, em relação a esta forma de candalismo que não poupa uma parede publica ou privada em Lisboa? Acho que há aqui muita gente curiosa na vossa resposta…

  • Manuel
    Responder

    Este FDP ainda da entrevistas??? Deviam cortar-lhe as maos!
    Essa cambada estraga tudo! Lisboa ficava muito mais bonita livre dessa merda!

  • Manuel Marques
    Responder

    Pena que OCorvo venha promover o “artista”. Isto não deveria ser uma entrevista mas uma reportagem de como esta cidade está toda consporcada por “artistas” deste calibre e a má imagem que isso provoca.

  • José Monteiro
    Responder

    Bom trabalho Geco! Estás a despertar emoções nas pessoas como desejado!

    • João Fernandes
      Responder

      Preferia ouvir o Manuel Subtil gritar “Deus abençoe a justiça em Portugal” em loop durante 24 horas do que permitir que estas pessoas continuem a fazer o “bom trabalho” que apregoa !

  • Ze Pancadas
    Responder

    Parabens Geco! Um primor! Espero ter o prazer de te ver expressar a tua arte na minha cidade. A policia sera a menor das tuas preocupacoes.

  • João Fernandes
    Responder

    “Eu venho de Roma” … volta para lá por favor. Acredito que este Geco venha aqui ler os comentário e ficar muito contente porque, como diz o José Monteiro, “Estás a despertar emoções nas pessoas como desejado!” Não é possível ser razoável com estas pessoas, não vale a pena perder muito tempo a manifestar indignação e a alimentar egos.

  • Daniel neves
    Responder

    Inacreditável…
    O tipo que se mude para a terra dele.

  • Pedro Salvado
    Responder

    É este cretino e o cromo que escreve “ROTAS” por todo o lad, dos graffitis mais recentes que surgiram.

    Cada qual o mais estúpido.

    Marvila, Braço de Prata, Areeiro, Entrecampos, toda a linha de Sintra está INTRAGÁVEL!

  • Carlos Pereira
    Responder

    Este tipo de criaturas que gritam aos quatro ventos que são artistas e muito cool não passam de montes de esterco que nunca deveriam ter sido paridos, essa é a verdade! Vandalizar é a arte que este tipo de escumalha pratica e nada mais do que isso, quem disser o contrário é tão demente como ele…se um dia passar pela minha zona e tiver a audácia de escrever nas paredes da minha casa a preocupação dele será em encontrar o cemitério mais próximo pois para mim isto só se resolve ou á caçadeira ou á catanada ! Já agora peço que nunca mais na vossa existência deem tempo de antena a um verme deste tipo.

  • Catarina de Macedo
    Responder

    Não estou a perceber nem o Corvo nem este suposto “artista”. Então foram entrevistar um criminoso que se faz passar por artista? Ainda ontem em Setúbal vi uma placa de publicidade bem grande que dizia: “Vandalismo não é arte.” Bem serve para Lisboa. Isto no que toca a graffitis feitas a sujar as paredes das casas alheias, a danificar património público como se pertencesse a quem faz os rabiscos, etc. As fotos que mostram aqui não são murais de graffiti autorizados para o efeito. É na rua, num sítio que é de todos. Lindíssimas casas da mouraria acabadas de pintar após reabilitação e são logo riscadas por este estrangeiro que mais valia não ter vindo para o nosso país? Nas cabines telefónicas? Estão a brincar só pode. E que tal em vez de entrevistarem o criminoso, sim porque o que ele fez é proibido e por isso punível na lei, o entregassem às autoridades?

    Eu que pensava que o Corvo se preocupava com a cidade de Lisboa, mas pelos vistos vão compactuar com quem a vem estragar. Agora é suposto achar-se graça a quem estraga propriedade alheia? Ainda por cima estrangeiros com idade já para ter juízo? Porque é o que o “Gecco” não vai para Itália graffitar o Coliseu, as casas quinhentistas de Veneza ou a fonte de Trevi? Vem para as outras cidades estragar? É isto que serve de combustível para os discursos extremados anti-imigração. E o mais estranho é que ainda há portugueses que aplaudem e que protegem estes criminosos.

    Estou muito desiludida com o Corvo. Nunca pensei. Se vão começar a proteger gente destas então acho que vou deixar de ser leitora. Fariam um bom contributo se ajudassem a polícia a apanhar este homem. Aí sim era uma notícia para celebrar. Agora vêm dar-lhe visibilidade como se esta amostra de gente fosse alguém? Como se fosse um artista? O que vai ser a seguir? Vão entrevistar os donos dos cães que não apanham os dejectos dos seus animais e perguntar-lhes porque escolheram esse “estilo de vida” que na realidade é outra forma de vandalismo? Estou sinceramente chocada com isto.

  • Rogerio Pampulha
    Responder

    Só em Portugal é que se dá protagonismo a um idiota destes.

    Prisão com ele, porque o que faz é crime.

    Ao que nos chegamos!!!!

  • Maria
    Responder

    Mas tu não sabes fazer mais do que pôr o teu nome GECO por todo o lado? Não sabes fazer nada mais criativo como fazem grandes graffitters portugueses e,não só ? Por enquanto não és nada.

  • Jo Santi
    Responder

    Vandalismo. Tagging é lixo puro.

  • Paulo Só
    Responder

    Ele podia pintar o mesmo com tinta invisível. Para ele era o mesmo, e para os outros melhorava bastante.

  • Pedro Salvado
    Responder

    Este fulano anda a abusar, são cada vez mais os sítios.

    Agora deu-lhe para atacar as caixa de recolha de roupa para solidariedade também.

    Alguém lhe dê um tiro.

    Que porcalhão.

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