O Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML) quer saber em que dados se baseou o presidente da câmara, António Costa, quando, na semana passada (3 de Setembro), acusou os serviços da autarquia de serem burocráticos, inactivos e incapazes. “Estou surpreendido com tais declarações, que vejo como extemporâneas. Se o presidente tem um estudo que sustente essas afirmações, nós gostaríamos de o conhecer. Até agora, não sabemos nada”, diz ao Corvo o responsável sindical Delfino Serras.

 

 “O senhor presidente está no cargo há mais de seis anos, portanto, terá algumas responsabilidades”, diz o sindicalista, lançando a possibilidade de as declarações de António Costa, feitas no final da reunião descentralizada do executivo ocorrida em Benfica, “terem de ser entendidas no âmbito de alguma campanha”. Nessa reunião, Costa falou em níveis de absentismo de 20% entre os trabalhadores da autarquia e numa “taxa elevadíssima de pessoal em serviços moderados”. E disse que seria necessário fazer um “diagnóstico rigoroso”, findo o qual se perceberá que a autarquia “tem muito mais doenças do que aquelas que aparenta ter”.

 

O sindicalista Delfino Serras acha que estas declarações precisam de ser clarificadas. Até porque, se reconhece que “terá de haver uma reorganização dos serviços camarários”, Serras salienta que António Costa “admitiu, em reunião com o sindicato, que a própria câmara tem falta de trabalhadores numa série de funções”. “O município não pode assistir à saída de mais trabalhadores. Se as coisas não funcionam bem é porque quem lidera a câmara municipal não está a ser capaz de resolver os problemas”, afirma.

 

Texto: Samuel Alemão

Comentários
  • josemssantos
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    Sindicato culpa António Costa por “burocracia, inactividade e incapacidade” | O Corvo http://t.co/L2Xbw5hFoM

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