Sem pensarmos muito sobre o assunto, todos as reconhecemos como indícios da moderna vida urbana. Mas as sirenes das ambulâncias e veículos de emergência médica, tal como dos bombeiros e da polícia, quando em excesso, perturbam. Embora em reduzido número, há gente a queixar-se. Certas zonas de Lisboa transformaram-se em trilhos de urgência estridente, como a Avenida Almirante Reis. O INEM diz que cumpre a legislação e que os condutores recebem formação para o uso consciencioso deste dispositivo sonoro. Desde janeiro de 2015, o instituto recebeu oito queixas devido ao ruído das suas ambulâncias.

 

Texto: Samuel Alemão         Fotografia: Paula Ferreira

 

Aquela noite de abril de 2012 ainda está bem presente na memória de Inês Noivo, 34 anos. Não é coisa que se esqueça, pois era a primeira vez que dormia no apartamento para onde se mudara, no cruzamento das avenidas de Roma e João XXI. E o choque foi grande. O ruído das sirenes das ambulâncias fazia-se ouvir de forma bem evidente dentro da sua casa, a cada vez que um dos veículos passava em marcha de emergência, apesar das janelas fechadas. O que ali, tal como noutras artérias centrais de Lisboa, é sinónimo de algo que acontece com uma cadência bastante regular. Ou seja, a intervalos de alguns minutos, e às vezes de apenas umas dezenas de segundos. Tanto que, em algumas zonas da cidade, se cria diariamente uma espécie de tapeçaria sonora de sirenes.

 

“Lembro-me de pensar ‘meu deus, o que estará a acontecer?’”, recorda Inês, explicando que, após o choque inicial, se resignou a um quotidiano de estridência irrompendo pelo sítio onde vive com a família. Isto apesar de, baseada na sua subjectiva percepção, afirmar que o número de ambulâncias a passar por ali até aumentou nos últimos dois anos. “Percebi logo que ia ter muito barulho. Mas acabei por me habituar”, admite. Uma situação que muita gente que vive na capital portuguesa, e noutras cidades do país, verá como familiar. Afinal, todos nos acostumámos, uns mais que outros, a conviver com, e a tolerar, as avalanches de histrionismo sobre rodas. A indiscutível utilidade social das ambulâncias, como de todos os veículos que utilizam sirenes de emergência, tende a diminuir qualquer ensaio de censura.

 

O que não significa que estejam longe de causar incómodo. Se é verdade que uma sirene visa chamar à atenção, permitindo assim facilitar a marcha dos veículos que circulam em situação de emergência, isso significa que recorre a níveis de ruído acima do considerado normal para o conseguir. Tanto que, ouvida de rompante, uma sirene assusta. Quando esse estado de excepção do nível de decibéis assume um regime de rotina, fácil é adivinhar as consequências físicas e psicológicas daí resultantes. O stress provocado pela exposição regular ao ruído das sirenes poderá ser o suficiente para deixar muita gente irritada com a vida na cidade – embora a sua presença até possa ser vista como uma das marca identitárias da vida urbana moderna, tal a sua omnipresença. O que levanta a questão: Será mesmo necessário as ambulâncias em emergência fazerem tanto ruído?

 

Apesar do tradicional alheamento dos portugueses em relação a alguns aspectos relacionados com a qualidade de vida na cidade – basta atentar à tolerância para com os automóveis em cima do passeio ou em segunda fila -, há cada vez mais gente a sentir-se incomodada. Certas zonas de Lisboa, como a Avenida Almirante Reis, tornaram-se um calvário para muitos dos que lá vivem, tal a constância do barulho das ambulâncias. É o caso de Mário Ferreira, 36 anos, que mora num rés-do-chão de um prédio situado naquela artéria, entre a Alameda Dom Afonso Henriques e a Praça do Chile. “Nos últimos anos, a avenida transformou-se num corredor hospitalar. Há sempre ambulâncias a passar, para além dos bombeiros”, queixa-se.

 

Mário não consegue precisar a frequência da passagem de ambulâncias em marcha de emergência, mas aponta para uma regularidade com intervalos nunca inferiores a dez minutos. É que a avenida fica a caminho dos hospitais de São José, Capuchos e Dona Estefânia. E o pior, diz, “são as dos INEM”. O morador refere que o toque dos veículos do Instituto Nacional de Emergência Médica é muito mais agressivo que os das outras ambulâncias. “Trespassa”, descreve. “Como está quase sempre muito trânsito, a ambulância ou carro com o médico chega ao cruzamento e, de repente, começa a tocar. Isto acontece durante todo o dia e, às vezes, de noite”, nota, confessando que este regime sonoro lhe está a causar um significativo decréscimo na qualidade de vida e da sua companheira.

 

O residente naquela extremidade da freguesia de Arroios vai ser pai, e está preocupado com as implicações da exposição permanente da sua família a tais níveis de ruído. Por mais que o tempo passe, Mário não se acostuma à chinfrineira junto à cabeceira. “Chego a casa e nunca descanso. Quando vou passear ao campo, é que percebo o barulho a que estou sempre exposto”, diz este urbanita convicto. “Sempre gostei de cidade”, reforça, lembrando que, há alguns anos, até se mudou da cidade de Setúbal para Lisboa, para estar mais próximo do coração da vida urbana. Mas o confronto com a frequência e, sobretudo, o volume das sirenes está a causar mossa. Mário trabalha no sector do turismo, na zona do Castelo de São Jorge, onde, mesmo lá em cima, chega o estridor das ambulâncias. “Há turistas que, admirados, me perguntam ‘mas, passa-se alguma coisa na cidade?”.

 

Um grande aglomerado urbano contemporâneo, queira-se ou não, tem as sirenes como parte da sua banda sonora – tanto que tal sonoridade se encontra perfeitamente assimilada pela cultura audiovisual, há décadas que filmes e séries norte-americanas e europeias nos devolvem esse eco da cidade. Mas é legítimo perguntar se os níveis de volume sonoro de tais dispositivos estarão ajustados à realidade da vida comunitária. O INEM, questionado pelo Corvo, diz que sim, lembrando que as características da sinalização sonora e luminosa das ambulâncias está definida pelo Regulamento de Transporte de Doentes.

 

“As ambulâncias do INEM são do tipo B e estão equipadas com uma sirene de 100W, com três tons, dando cumprimento ao estipulado”, explica, por escrito, um responsável pela comunicação do instituto, acrescentando: “Também os fornecedores das ambulâncias têm certificado/declaração referente às sirenes, que obedecem Normas internacionais, o que permite constatar a conformidade das mesmas”. As ambulâncias de tipo B são as únicas que podem ser utilizadas no transporte de doentes “urgentes e emergentes”. As outras, de tipo A e C, destinam-se ao transporte de doentes noutras situações. O mesmo responsável assinala que “para que se considere que uma ambulância circula em marcha de emergência é necessário o uso de sinais luminosos e sonoros em simultâneo”. Ou seja, é mesmo necessário fazer barulho.

 

O porta-voz informa que, em 2015, num total de 325 reclamações recebidas pelo INEM, “cinco diziam respeito ao ruído causado pelas sirenes”. “Já no ano corrente, e até ao presente, o INEM contabiliza três reclamações relativas ao uso excessivo de sirenes. Se se tiver em conta a ubiquidade das ambulâncias amarelas, podemos considerar que até há poucas reclamações em relação ao volume sonoro. “Circulam em Lisboa centenas de ambulâncias – do INEM, de Corporações de Bombeiros, da Cruz Vermelha Portuguesa e de entidades privadas de transporte de doentes. O INEM conta atualmente 15 ambulâncias de emergência médica operadas diretamente pelo Instituto, com base na capital”, esclarece.

 

Questionado sobre o que pode ser feito para reduzir o nível de ruído produzido pelos veículos em marcha de emergência, a mesma fonte explica que “os colaboradores do INEM têm formação específica em condução de emergência, sendo uma das temáticas abordadas a da utilização consciente e responsável das sirenes, sem nunca descurar o Código da Estrada”. “Esta formação é revalidada por um período de 5 em 5 anos, ou sempre que o Instituto entender necessário”, refere.

 

Em diversos países, como Espanha, há cidades onde os veículos em marcha de emergência têm dispositivos de modulação do volume. Em Barcelona, por exemplo, os carros da polícia municipal apenas elevam o som da sirene ao aproximarem-se de um cruzamento ou de um ponto de congestionamento viário. No resto do percurso da marcha de emergência, o efeito sonoro é utilizado num nível moderado, a fim de não causar incómodo aos residentes dos locais por onde o referido veículo passa.

 

Também interrogado pelo Corvo sobre esta matéria, o responsável pelo grupo de ruído do grupo ambientalista Quercus admite não conhecer estudos feitos sobre o assunto no nosso país. Mas Paulo Carmo admite que “nem todos os veículos de emergência utilizam os sinais sonoros em situações de emergência”. “Será uma questão de educação e formação dos próprios condutores das ambulâncias”, diz. O ambientalista salienta que, na recente elaboração do Plano de Ruído de Lisboa, “a regulamentação foi desenhada de forma a que se criassem excepções para o aeroporto e para os veículos de emergência”. Existe, por isso, nesse campo, um regime liberal.

 

  • Manuel Guedes
    Responder

    Eu moro ao lado da CUF Infante Santo.
    Cada vez que passam aqui, no cruzamento, é uma barulheira.

    Isto apesar de não haver aqui grande tráfego.
    Conduzires uma ambulância e não fazeres barulho (mesmo quando o mesmo é evitável) não combina.
    Tens que fazer uma barulheira, só para fingires que estás a trabalhar.

  • Nuno Taborda
    Responder

    Trabalho na Estefânia e há horas que é impossível estar a falar com os clientes.
    Tem que ser interromper a conversa até passar a ambulância.
    Gostava de poder provar que aquilo ultrapassa em muito os 100 decibéis.
    Acho que é demasiado barulho.

  • Xana Fidalgo
    Responder

    Na Estefania é um exagero!

  • Joana Couve Vieira
    Responder

    Cruzamento da Luciano Cordeiro com o Conde Redondo parece por vezes uma cidade em estado de sítio.

  • João Fernandes
    Responder

    Muitas vezes sim,mas também excessos.

  • Vera RB
    Responder

    É excessivo, de noite há pouco trânsito e os pirilampos frequentemente bastam; no entanto, pesando que há situações emergentes em que cada minuto conta (e se fosse um familiar nosso?), talvez seja um sacrifício suportável enquanto cidadãos. Também moro entre a Estefânia e o S.José; em noites turbulentas, tenho tampões de ouvidos a jeito! 😉

  • Pedro antunes
    Responder

    Que façam um estudo do impacto sonoro e, com base nisso, se equacionem soluções se justificável.
    A malta tem de se lembrar que se querem o silêncio do campo só o encontram lá. Se é possível minimizar o barulho das ambulâncias melhor mas sem colocar em risco a sua acção.

  • Fernando Arroz
    Responder

    A mim tb me incomoda haver lugares de estacionamento p/ deficientes…
    Inocomoda-me não poder fumar em locais fechados…
    Chateia-me imenso ter de dar lugar a um idoso ou grávida…
    É péssimo não poder fazer barulho lá em casa às tantas da noite…
    Caramba um segundo em transporte de ambulância pode significar a morte de um ser humano. Acham mesmo que é “humanamente” possível um condutor dum veículo prioritário estar preocupado com os decibéis que emite? Pensem bem nisto…
    Acham, também, significativo 8 (oito) queixas em um ano e oito meses (20 meses) que se fala no texto.
    Há que ter noção do que se diz.
    Para terminar… Quem se sente incomodado junto de um qq hospital… Tem bom remédio… Mude-se. Há muitas casas por esse país fora. Tenho dito. E lamento as estas opiniões algo… Cretinas. Desculpem a minha indignação. Oh goooooood! Triste!

  • Vandinha Correia
    Responder

    Então é quem vive perto do aeroporto? Também se vai queixar e exigir que os aviões façam menos barulho? Quem compra casa num grande centro urbano, já sabe que vai estar sujeito a vários barulhos e agitações. Se quer silêncio vai para o campo! Agora, quanto às ambulâncias, estes Srs. Queixosos quando tiverem um familiar a necessitar de apoio médico emergente, vão querer a rapidez de uma ambulancia, quer isto dizer, muito ruidosa… Mas neste caso talvez já não os incomode. Por favor, sejam humanos e menos egocêntricos!

  • Carlos Maciel
    Responder

    Será mesmo necessário as ambulâncias em emergência fazerem assim tanto ruído? https://t.co/re4NUI5Klu

  • Joana Couve Vieira
    Responder

    Ser humano também é dar valor à qualidade de vida das pessoas, seja no campo ou na cidade. Era muito bom que se pudesse escolher onde viver consoante a nossa definição de qualidade de vida. Infelizmente isso é um luxo só para alguns. Infelizmente para grande parte das pessoas há que escolher entre viver numa zona calma e não ter emprego, viver nos arredores de uma cidade e perde 2h para chegar ao trabalho, ou viver dentro na cidade numa zona que é mais barata mas ruidosa.

    Não é por egoísmo que em algumas cidades se repensa o nível de ruído dos veículos em emergência. Não é por egoismo que alguns municípios facilitam a moradores em zonas ruidosas a colocação de janelas isolantes. E também não é por egoismo que há quem se queixe de passar noites em branco.

    Além disso, se não tivesse um familiar que foi abalroado por uma ambulância em marcha de emergência quando não estava a atender nenhum doente, se calhar ainda acreditava que todas as ambulâncias que passam com sirenes são casos de vida ou morte.

    Questionar o ruído não é egoismo. Tudo é possível de ser questionado ou melhorado e ninguém está a pôr em causa a saúde dos outros.

    • Fernando Arroz
      Responder

      Errado…
      Por um familiar seu ser abalroado por uma falsa urgência não faz de todas as ambulâncias impostoras. Claro que esse motorista deveria ter sido (se calhar foi) severamente punido.
      Aproveito para lhe perguntar – O que sugere?
      Que se façam operações stop aos veículos de urgência? 😀
      Quanto à possibilidade (ou falta dela) de mudar de residência, relembro-a que a maior parte dos hospitais da capital estão localizados em locais onde o m² das habitações é caro, logo a mudança para outro local mesmo dentro de Lisboa não necessitando de se mudar para locais a 2 horas desta cidade… Não entremos por aí tá bem…
      Quando fala em que cidades estão a repensar o ruído… Eu concordo, mas muito bem estaríamos nós que o único problema fossem as ambulâncias… Pense bem! Reflita…

    • Joana Couve Vieira
      Responder

      Errado é não perceber o que se lê, generalizar, atribuir juízos errados e falar como se conhecesse a realidade de toda a gente que está nesta situação. Sugiro uma coisa muito simples: tentar melhorar. As coisas não são absolutas nem estanques, e é questionando que se melhora e evolui. A bolinha baixa e e os brandos costumes nunca tiveram grande contributo no progresso social, se bem me lembro.

    • Fernando Arroz
      Responder

      O seu post foi claro. Não há muito a decifrar.
      Mais… Se alguém aqui generalizou foi a Joana ao dar o exemplo do acidente do seu amigo ou familiar com a falsa urgência da ambulância.
      Já agora aproveito para lhe lembrar (caso não saiba) que um veículo prioritário pode de facto ir sem o doente a bordo e a fazer um “chinfrim” do pior… É que antes de o levar ao hospital, a ambulância também o tem de ir buscar. Sabia?
      O ruído é o mal da grande cidade. Retire-se dela senhora.
      Dou-lhe o meu exemplo.
      Moro no concelho de Cascais, freguesia de Parede numa zona modesta. Sabe quanto tempo o combóio demora a chegar ao centro de Lisboa? 24 minutos… Pois! Bem longe das 2 horas que fala…
      E garanto-lhe silêncio é o que não falta por estas bandas. E até a praia é a 5 mnts a pé. 😉
      Deixe lá as ambulâncias e o hospitais fazerem o seu trabalho em paz! Boa, Joana Couve Vieira?

    • Joana Couve Vieira
      Responder

      “Não estava a atender nenhum doente” – atender e não transportar.
      “Rever os níveis de ruído” – algo sensato com o qual até concorda.
      Daí a sugestão que não terá entendido o que leu, ou então é a célebre necessidade de indignação das redes sociais a dar de si. A condescendência também não serve de argumento.

    • Fernando Arroz
      Responder

      Não faço parte do “coiro” (coro) de indignados das redes sociais. Isso é para os fracos… 😉
      Apenas não consigo imaginar no nosso país com tantas e tantas carências, as CM a financiar janelas estanques a ruídos.
      Como aliás tb não posso conceber um edifício histórico de Lisboa com esse tipo (lindo) de janelas. A Joana imagina???
      Reitero… Lisboa é a mais cara das nossas cidades… Logo é possível vender um espaço habitacional nela e escolher algo semelhante por 50 a 75% do valor da mesma numa zona longe do reboliço. Isto é um facto…
      Como lhe disse… Há pouco, cerca das 8.30, apanhei o combóio climatizado e com “n” lugares sentados e antes das 9 estava em pleno centro alfacinha.
      E garanto-lhe, há meses que não oiço um veículo de emergência, exceto na zona do Chiado (onde trabalho) quase ao lado do quartel dos bombeiros de onde saem carradas de veículos de urgência 24h/ dia… 😉
      Já agora, acha que o Chiado é uma zona barata para morar?
      Que sugere? Tirar de lá o quartel?
      Vá lá… Não seja “torcida”… Pense nas vantagens de morar em Lx ou, em alternativa, venha ser minha vizinha.
      Menos de 30mnts. para chegar ao centro de Lx, a 5 mnts. (a pé) da praia, paredão para caminhar e respirar ar mais ou menos puro… Ahhhh e um preço por m² pelo menos 25% mais em conta que Lisboa e ZERO ambulâncias e noites bem dormidas… Opções de vida… 😉

    • Joana Couve Vieira
      Responder

      Lol acho que não é a mim que está a tentar convencer das sua opções, mas a si próprio.
      Que bom que vive numa situação fantástica. Óptimo para si! Mas há mais realidades além da sua. Era bom que todos tivessem a oportunidade de escolher comprar casa e onde comprar, quando a maioria das pessoas arrenda, tendo de fazer contas ao valor mensal de renda + transportes.
      Dar o Chiado, zona nobre, como exemplo? Nunca deve ter estado em Arroios, Estefânia, Almirante Reis, Gomes Freire ou São José.
      Poluição sonora que pode ser ajustada? Ah não se queixem!
      Janelas úteis mas esteticamente feias? Nunca, que horror!
      Climatizem-se as carruagens!

    • Fernando Arroz
      Responder

      Huuum. Ok. Agora sim percebo que está na posição em que num dos posts anterior me quis colocar. A célebre indignação das redes sociais. Tem toda a razão em tudo que disse. Eu, de facto é que não vejo bem a… “coisa”! 😉
      Mas… ” flash news”… Tenho a honra de informá-la que ou o “seu” hospital fecha durante o seu período de vida (caso não fique surda ou louca de tanto barulho) ou vai acabar os seus dias com isso a que chama de problema. Um cumprimento sincero, Joana Couve Vieira. 😀
      PS. O que disse sobre o valor dos imóveis em LX ou na sua periferia era válido para compra/ venda mas também para situações de aluguer – como me pareceu óbvio.

  • Gn
    Responder

    Se mesmo assim, com este nível de ruído, as pessoas não se desviam !!!

  • Filipe Teixeira
    Responder

    Este artigo ganhou o prémio do artigo mais ridiculo que por aqui passou. Não há palavras para a tamanha parvoíce que acabei de ler. E alguém que diga à Inês Noivo que se não queria ouvir os veículos em emergência então que não tivesse ido para um dos cruzamentos mais centrais da maior cidade do país. Parece-me óbvio…

  • Miguel
    Responder

    As ambulâncias, comparadas com as motas que passam constantemente na minha zona a fazerem chiqueiro, são o Céu lol, acreditem :p

  • T
    Responder

    A sirene é também uma medida de segurança para os outros condutores. Já
    ia apanhando com uma ambulância que não usava sirene numa manhã de domingo na Almirante Reis deserta e passou um sinal vermelho quando eu ia entrar, no meu sinal verde na Almirante Reis deserta. E haverá com certeza outras situações.

    E é interessante que em Portugal pelo menos agora usam-se muito um novo toque de sirene, que é profundo e pausado e na minha opinião menos irritante que o tradicional.

    Mas quem quer viver numa zona sossegada com pouco barulho não deve escolher para morar uma das principais vias de Lisboa! Têm de se tomar em atenção as potenciais fontes de barulho antes de se alugar ou comprar casa.

  • Cláudio da Silva
    Responder

    Claro que sim. As pessoas já não respeitam as ambulâncias dando passagem, quanto mais sem o “ruído” delas

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