Semáforos vão ser amigos do ambiente

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Mário de Carvalho

Texto

Francisco Neves

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AMBIENTE

MOBILIDADE

Cidade de Lisboa

28 Junho, 2013

Contribuir para reduzir os efeitos das alterações climáticas, através de maior eficiência energética no funcionamento dos semáforos, é uma das apostas da Câmara Municipal de Lisboa, que passa pela substituição das lâmpadas nos cerca de 10 mil semáforos da capital.

 

A intervenção, que deverá ocorrer até ao final do ano, envolve a substituição de 25 mil lâmpadas incandescentes tradicionais por díodos emissores de luz – light emiting diodes (LED) –, que podem, segundo Francisco Gonçalves, da Agência Municipal de Energia e Ambiente (Lisboa E-Nova) de Lisboa, representar uma poupança energética de 60 a 90 por cento.


 

Durante um encontrou que decorreu esta semana no Centro de Informação Urbana de Lisboa para explicar o programa de instalação das lâmpadas LED nos semáforos, foi lembrado que já existem sinais luminosos com a esta tecnologia nos eixos Areeiro-Rotunda do Relógio, Terreiro do Paço-Campo Grande e nalgumas zonas do Parque das Nações, na sequência de trabalhos realizados a partir de 2009.

 

Nestes locais foram colocadas cerca de 4 mil lâmpadas LED, o que representa hoje uma redução de 48 toneladas de CO2 (dióxido de carbono) de emissões por ano e um decréscimo anual da factura energética de 130 mil euros. A factura energética para o funcionamento dos semáforos em Lisboa ronda os 7 milhões de euros.

 

Segundo a Lisboa E-Nova, a aplicação desta nova tecnologia nos semáforos da capital irá provocar uma poupança elétrica de 92 por cento, representando uma economia de mais de 6 GWh anuais, sendo evitada a emissão de 1300 toneladas de CO2.

 

Francisco Gonçalves afirma que foi dada prioridade na colocação das novas opticas nos cerca de 500 cruzamentos da cidade, escusando-se a adiantar os custos globais da operação por ainda não estar assinado o contrato, apenas indicando que o custo de uma lâmpada LED é de 50 euros. A potência desta óptica varia entre os 6 a 15 Watts, enquanto na lâmpada incandescente está nos 100 W.

 

Para Mafalda Pinto, da Direção Municipal de Mobilidade e Transportes, outra vantagens da nova tecnologia é da sua durabilidade, que pode atingir os 11 anos. A introdução das novas lâmpadas nos semáforos está a ser feita em vários locais do país por imposição da União Europeia que, em Setembro de 2009, determinou a substituição das lâmpadas incandescentes por LED.

 

Outro trabalho da Lisboa E-Nova é a elaboração de uma carta dos locais de maior exposição solar da cidade. O aproveitamento destas áreas para a instalação de painéis solares, retirando assim partido de uma maior eficiência energética, é um dos objectivos do projeto.

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