A antiga colectividade Lisboa Clube Rio de Janeiro, que durante muitos anos promoveu o boxe no Bairro Alto, vai ter que abandonar as instalações que usa desde 1938. É mais um caso de incapacidade económica para enfrentar os aumentos permitidos pela nova Lei das Rendas.

 

O clube recebeu em Fevereiro uma carta impondo uma nova renda mensal, que, disse o seu presidente, está agora no montante de 2.175 euros. A colectividade paga pouco mais de cem euros mensais pelas instalações na Rua da Atalaia e as quotas andam entre 1,5 euros e 75 cêntimos (para os reformados). “É um valor incompatível”, reconhece Vítor Silva, actual presidente do Rio de Janeiro.

 

Por isso, a colectividade já começou a procurar casa nova no Bairro Alto. “A Câmara de Lisboa está a colaborar connosco para arranjarmos novas instalações. Já vimos quatro edifícios que lhe pertencem e quarta-feira fazemos a nossa proposta quanto a um deles”, disse Vítor Silva.

 

Enquanto isso, a colectividade está a formalizar o processo de declaração interesse público municipal, que lhe deverá facilitar a recepção da nova casa.

 

A mudança não será fácil, segundo a mesma fonte. Por isso, o clube pretende negociar com o senhorio a permanência na Rua da Atalaia até ao fim do ano.

 

O diferendo estragou o ambiente entre alguns sócios da colectividade histórica. “Já chegámos a ser insultados por alguns, que pensam que a direcção vai beneficiar de alguma indemnização.Mas não há indemnização nenhuma”, desabafou o dirigente associativo.

 

Actualmente o clube dá apoio a idosos e crianças do Bairo Alto e Santa Catarina, sobretudo com actividades de ginástica e de desporto, para além de oferecer 500 refeições por semana aos fregueses mais pobres.

 

Texto: Francisco Neves    Fotografia: Luísa Ferreira

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