Referendo ditou substituição da calçada por piso liso na zona antiga de Campolide

ACTUALIDADE
Samuel Alemão

Texto

URBANISMO

Campolide

6 Março, 2015

Os moradores da área mais antiga de Campolide decidiram, através de um referendo, realizado durante quarta e quinta-feira (4 e 5 de Março), a substituição do revestimento dos passeios em tradicional calçada de vidraço por “piso contínuo” ou liso. O resultado final da consulta popular organizada pela Junta de Freguesia de Campolide, conhecido na manhã desta sexta-feira, é o da escolha daquele material por parte de 61,5% dos 349 votantes que se apresentaram nas urnas. Uma participação a rondar os 15%, sem abstenções e apenas com um voto nulo. “Uma vitória da participação cívica e democrática”, considera André Couto (PS), o presidente da junta.

“O balanço que fazemos deste processo não poderia ser melhor. Percebemos que as pessoas sentem que esta é uma forma mais eficiente e eficaz de participação cívica e democrática. Do contacto que tivemos com a população, ficamos a perceber que ela vê isto como uma forma mais eficaz de resolver os seus problemas do que através de outros meios”, diz ao Corvo o presidente da junta, lembrando que esta não é a primeira vez que os residentes de Campolide são chamados a decidir directamente sobre assuntos da sua freguesia. Já em Julho de 2012, houve um referendo que ditou a construção de um jardim num baldio, em detrimento de um estacionamento.

Agora que a decisão foi tomada, a junta vai dar seguimento ao projecto, que, segundo André Couto, “já está muito adiantado” e arrancar com o obrigatório procedimento de contratação pública. “Seguramente, até ao final do ano, o projecto começará a ser implementado”, assegura o autarca, que sobre o material que passará a revestir os passeios em vez da calçada prefere esperar pela decisão dos especialistas. Lembrando que a área em questão é constituída por uma população muito envelhecida – a principal vítima de quedas em virtude das características da calçada -, André Couto explica que a substituição do pavimento em determinados lugares obedecerá a quatro parâmetros: índice de sinistralidade, inclinação, movimentação e desgaste.

MAIS ACTUALIDADE

COMENTÁRIOS

  • Bruno Sousa
    Responder

    (y)

  • João Berhan
    Responder

    Pela forma como foi feita a pergunta, nunca diria.

  • Carlos Garcia
    Responder

    Uma pergunta nada tendenciosa! E não têm os restantes munícipes de LIsboa uma palavra a dizer sobre isto?

  • Ana Azevedo
    Responder

    Vai ficar mais suja e escura. Mas…

    • Rui Maciel
      Responder

      “Vai ficar mais suja e escura”

      E dar um ar ainda mais depressivo ao Bairro..

      Estou a pensar seriamente em mudar-me!

  • Liliana Lavado
    Responder

    Darcília Matos

    • Maria das GraçasMarques Pastrelo
      Responder

      O que diferencia Portugal de outras capitais européias é exatamente a calçada, principalmente em Lisboa. Que graça teria um mero cimento? O turismo não é relevante para a economia do país? Pensem bem nisto! ( sou brasileira com cidadania portuguesa)

  • Manuel Rendeiro
    Responder

    Muito boa decisao. A calçada Portuguesa e muito bonita…mas e um dos maiores “fornecedores” dos Hospitais Ortopedicos. E os idosos que o digam, pois muitos ficam com sequelas gravissimas devido as quedas que dao, a conta da calçada Portuguesa. E a CML a boa maneira Portuguesa esta-se borrifando… Muito boa medida devia ser seguida em toda a cidade.

  • Ricardo Moreira
    Responder

    Se os outros munícipes lisboetas passarem pela zona, por que não opinarem sobre a questão? Agora se não passam…

  • Maria de Morais
    Responder

    referendo ilegal

  • jjl
    Responder

    350 / 13500 = 2,6% de participação…

  • Margarida Pimentel
    Responder

    Chiça, 1pergunta destas não “passava” no TC…

  • Carlos Carvalho
    Responder

    a calçada é um piso que pode ser muito perigoso

  • Paulo Ramos
    Responder

    Com essa pergunta completamente tendenciosa

  • Pedro Vale Dos Santos
    Responder

    Finalmente, será que estamos a acordar para a completa falta de praticabilidade da calçada portuguesa? Esperemos que sim.

  • Manuela Ribeiro
    Responder

    Que raio de perguntas são estas? Quem terão sido as luminárias? E quantos votaram? Acho muito bem…. arranquem tudo. Ponham cimento em toda a cidade. Arranquem as árvores e tapem os jardins. Façam de todas as praças o mesmo que fizeram ao terreiro do paço. Viva o cimento…. Assim no Verão ficam todos dentro de casa para não assarem. Afinal a cidade pode sobreviver muito bem sem turismo! Aquele que vem ver a calçada portuguesa feita de cimento…. O povo tem mesmo aquilo que merece

  • Sheila Radburn Nunes
    Responder

    A calçada só é perigosa quando não há manutenção. É, por isso fácil de se condenar. Para tornar a calçada impopular por razōes de segurança é simples: basta não ter calceteiros que garantam a manutenção dos pavimentos.

  • Rita Pinheiro
    Responder

    Cada vez mais parecidos com todos os outros europeus! Muito triste! O problema não é o tipo de calçada que além do mais é permeável à água e que transforma as cidades em locais mais sustentáveis mas sim a falta de manutenção dela! Mais uma vez é a saída mais simples, cortar o mal pela raiz!

  • Bruno Pereira
    Responder

    A incompetência disfarçada de pseudo-reforço democrático.

  • pmmsanches
    Responder

    O grande problema da calçada portuguesa é só um:

  • José
    Responder

    Qual é a cidade, que quer forrar todo o piso com pedritas tão pequenas?
    Dificil manutenção, e dificil limpeza e muito perigo.

    Já é tempo de mudar, no centro de Lisboa, calçada artistica, tudo bem, mas muita manutenção(não ás pedras da calçada solta).

Deixe um comentário.

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

O Corvo nasce da constatação de que cada vez se produz menos noticiário local. A crise da imprensa tem a ver com esse afastamento dos media relativamente às questões da cidadania quotidiana.

O Corvo pratica jornalismo independente e desvinculado de interesses particulares, sejam eles políticos, religiosos, comerciais ou de qualquer outro género.

Em paralelo, se as tecnologias cada vez mais o permitem, cada vez menos os cidadãos são chamados a pronunciar-se e a intervir na resolução dos problemas que enfrentam.

Gostaríamos de contar com a participação, o apoio e a crítica dos lisboetas que não se sentem indiferentes ao destino da sua cidade.

Samuel Alemão
s.alemao@ocorvo.pt
Director editorial e redacção

Daniel Toledo Monsonís
d.toledo@ocorvo.pt
Director executivo

Sofia Cristino
Redacção

Mário Cameira
Infografías 

Paula Ferreira
Fotografía

Margarita Cardoso de Meneses
Dep. comercial e produção

Catarina Lente
Dep. gráfico & website

Lucas Muller
Redes e análises

ERC: 126586
(Entidade Reguladora Para a Comunicação Social)

O Corvinho do Sítio de Lisboa, Lda
NIF: 514555475
Rua do Loreto, 13, 1º Dto. Lisboa
infocorvo@gmail.com

Fala conosco!

Faça aqui a sua pesquisa

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com

Send this to a friend