Quando estacionar um camião é mais importante que um Monumento Nacional

DICAS




Samuel Alemão

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Tiago Figueiredo

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MOBILIDADE

Misericórdia

A imagem de um automóvel particular estacionado sobre a linha no troço final do Ascensor da Bica, junto ao Largo do Calhariz, publicada por O Corvo na passada quarta-feira (13 de setembro), gerou uma forte reacção de espanto e indignação por parte dos leitores. O insólito da situação de ver um carro a ocupar um tão nobre espaço da cidade de Lisboa, obscurecendo a beleza de uma vista em que o principal atractivo é um meio de transporte classificado como Monumento Nacional, assim o justificava.

ocorvo_15_09_2017

Ocorrências análogas não serão, afinal, assim tão raras. À hora de almoço desta sexta-feira (15 de setembro), um camião de uma empresa cervejeira descarregava a sua mercadoria, após ter estacionado exactamente no mesmo local. A importância do ascensor e do cenário onde ele se move, devidamente classificados e protegidos pela lei, parecem, contudo, ser coisa de somenos importância para quem terá sempre uma boa desculpa para fazer o que faz.

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COMENTÁRIOS

  • Rodrigo Barata Pires
    Responder

    Se estivessem muito preocupados com o monumento, tinham- no pronto na altura em que mais gente o quer ver !! Deêm as notícias como deve de ser

  • Andre Lopes
    Responder

    Ou seja super broncos,

  • Vitor Ribas
    Responder

    Onde pára a polícia???

  • José Pascoal
    Responder

    O Corvo devia puxar um pouco pela cabeça …é um veículo de trabalho…se calhar quer que o motorista e ajudante descarreguem as mercadorias e andem com elas às costas centenas de metros..há que ser racional, não ? Um carro privado é uma coisa mas este é de trabalho…

    • ASB
      Responder

      Espero que este comentário seja irónico…

    • Tiago Silva
      Responder

      Aquela parte da rua tem mesmo o sinal de trânsito automóvel proibido,sem excepções.

  • Ana Rita Francisco
    Responder

    Esta zona é absolutamente horrível, dei aí aulas e percebi que a sua descaracterização é feita de todas as maneiras possíveis: passeios estreitos e sujos, turistas com malas e trolleys que atropelam peões, pessoas que saem carregadas de sacos de supermercado e que fazem autênticos malabarismos no passeio para conseguirem passar, crianças e pais que se dirigem à escola na mesma altura que realizam cargas e descargas, hostels ilegais cujos turistas chegam a dormir à porta da Escola das Gaivotas porque chegaram cedo demais para fazer o check in no Hostel mesmo em frente da escola, filas para o elevador da Bica, é o elétrico que fica empanado por causa do mau estacionamento e até mesmo da paragem de carros em plena via, ´são as carrinhas da câmara a transportar crianças para a escola na mesma altura em que fazem descargas para o mini preço, enfim e poderia continuar…. Lisboa já foi uma cidade agradável mas não neste momento, garantidamente é uma selva em todos os sentidos e quando saio para a rua só tenho vontade de voltar rápido para casa; é uma cidade poluída com excesso de trânsito na zona histórica e que não permite a circulação saudável de todos, é uma cidade atrasada relativamente ao ano século em que se vive.

  • Hugo
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    Aqui os rapazes estão a trabalhar… Não sejam obtusos.

    • ASB
      Responder

      Foda-se a sério que há gente que pensa mesmo isto? Que por se estar “a trabalhar” se pode estacionar em qualquer sítio?

      • Pedro
        Responder

        Se tu trabalhasses percebias… Estás a gozar, só pode.

    • José Lopes
      Responder

      O código de estrada diz logo no princípio que todas as proibições não se aplicam se estiverem a trabalhar. Muito bem observado senhor civilizado!
      Aliás, se um vizinho seu estiver a usar um martelo pneumático às 2 horas da manhã não se queixe pois ele está a trabalhar, ou melhor, não seja obtuso.

  • Bernardo Oliveira
    Responder

    Tratando se do camião que é ……lololololol

  • António De Oliveira Soares
    Responder

    Super Bock – wtf , dudes?

  • Não te conheço
    Responder

    Vocês, se saírem, à noite nesta zona vão beber água? Deixem trabalhar quem trabalha…

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