Parece publicidade, mas não é. O caso é que funcionários da Junta de Freguesia do Parque das Nações, confrontados com a inércia da Câmara Municipal de Lisboa (CML), tiveram que recorrer à empresa de “bricolage” para permitir a realização de uma prova internacional de triatlo.

A nona Lisbon Long Distance International Triathlon decorreu no Parque das Nações, no sábado passado, 3 de Maio, percorrendo parte do denominado “Passeio do Tejo”, onde os passadiços em madeira se encontram em “estado deplorável”, segundo se queixou o presidente da junta de freguesa oriental, na última reunião da Assembleia Municipal de Lisboa, na terça-feira.

 

A junta, contou José Moreno, contactou a Câmara de Lisboa para que tapasse os buracos do percurso a fazer pelos atletas, pois “seria uma vergonha” alterar o trajecto. Mas o município não lhe respondeu em tempo útil. E assim, um vogal e três funcionários da mais jovem freguesia de Lisboa tiveram que ir a correr ao AKI comprar tábuas, martelos e pregos para passarem a noite da véspera da corrida a tapar as mazelas do passadiço.

 

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Moreno advertiu que, depois desta intervenção de urgência, “continuam por tapar” outros buracos do percurso. O trajecto pedonal junto ao rio apresenta algumas deficiências aparentemente resultantes de falta de manutenção, como o mau estado de algumas traves, o levantamento do piso ou mesmo aberturas, como uma que foi vedada por barreiras metálicas (na foto).

 

É mais um caso em que a transferência de competências da câmara para as freguesias esbarra com situações imprevistas. O contrato de manutenção dos espaços públicos do “bairro do Oriente” terminou a 31 de Dezembro de 2013 sem ser renovado – o que passará a competir à Junta de Freguesia do Parque das Nações.

 

Embora a situação não caiba no seu pelouro, o vereador Sá Fernandes aplaudiu na altura o espírito de “desenrascanso” da freguesia, apesar de pouco abonatório para a CML. E prometeu colaborar com a junta na preparação de futuros contratos de manutenção do espaço público e dos espaços verdes na zona ribeirinha. Alguns destes contratos expiram a 15 de Junho.

Texto e fotografia: Francisco Neves

*Texto corrigido às 19h14 de 8 de Maio

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