A participação foi grande. E reflecte um crescente interesse. Quase 36 mil pessoas deram o seu voto nas propostas do Orçamento Participativo de Lisboa de 2013, cujos resultados são anunciados, esta quarta-feira (6 de Novembro), pelas 16 horas, nos Paços do Concelho. Se tivermos em conta que, na primeira edição, realizada em 2008, apenas mil pessoas se envolveram no processo de escolha, fica-se com uma ideia mais exacta sobre o assinalável crescimento da abrangência e da participação da população na gestão da cidade. A votação deste ano, decorrida entre 16 de Setembro e 31 de Outubro, dava a escolher entre 208 projectos – resultantes da análise, selecção e eventual reformulação das 551 propostas apresentadas.

O Orçamento Participativo de Lisboa dá a possibilidade de todos escolherem que projectos querem ver realizados na cidade, até a um montante máximo de 2,5 milhões de euros. Para uma melhor distribuição dessa verba, a votação é dividida em duas categorias: uma para projectos até ao valor de 150 mil euros e outra para os que ultrapassam esse montante. Entre as propostas de maior vulto vencedoras em edições anteriores, e já concretizadas ou em curso, contam-se o alargamento da rede ciclável da cidade, o programa de revitalização da Mouraria ou o Parque Urbano de Rio Seco.

Para o aumento do número de votantes na edição deste ano, além do interesse mostrado pelos cidadãos no processo de decisão, terão também contribuído de forma decisiva as novidades na forma de eleição. A acrescentar à internet, foi pela primeira vez possível realizar a escolha da proposta preferida de cada um através do envio de um sms grátis. Ou, em alternativa, no autocarro multimédia que, durante três semanas, percorreu diversas zonas da cidade, divulgando a iniciativa e apoiando o próprio processo de voto. Além disso, a votação do Orçamento Participativo deste ano foi alvo de uma campanha de divulgação.

 

Texto e Fotografia: Samuel Alemão

Comentários
  • Jorge
    Responder

    Será que 90% dos projectos vencedores serão na Mouraria como no ano passado? Por isso não votei este ano. Há grupos mais poderosos que outros… A democracia às vezes é assim…

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