Fotografias: Carla Rosado                     Texto: Fernanda Ribeiro

 

Nem todos seriam devotos, mas muitas centenas de pessoas encheram domingo o Martim Moniz e a Avenida Almirante Reis para acompanhar a procissão mais antiga de Lisboa, em honra de Nossa Senhora da Saúde, na qual participou também a brigada a cavalo da GNR.

No percurso, ainda se viram colchas e estandartes pendurados nas varandas e na rua vendiam-se velas e molhos de rosmaninho, como antigamente. Mas, à passagem da procissão, também houve quem da janela saudasse a imagem da Virgem, acenando uma faixa rubra e gritando “SLB!”, o que irritou alguns devotos.

O culto a Nossa Senhora da Saúde é muito antigo e foi a ela que a população crente de Lisboa se dirigiu, pedindo clemência, quando em 1570 a peste assolava a cidade. Hoje, os pedidos feitos pela população serão outros e na zona do Intendente e Martim Moniz, onde há muita população idosa, a saúde estará provavelmente entre os bens mais solicitados à Virgem.

Interrompida em 1910, com a implantação da República, a procissão foi retomada em 1940, para voltar a ter um hiato nos anos que se seguiram ao 25 de Abril de 1974, vindo a ser retomada em 1981.

A procissão, que sai da ermida de Nossa Senhora da Saúde, no Martim Moniz, sobe a Rua do Benformoso até ao Intendente, para depois descer a Almirante Reis, Rua da Palma, passando ainda pela Praça da Figueira e Poço do Borratém, antes de regressar de novo à capela.

 

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