A crescente contestação de moradores e comerciantes às alterações que a Câmara Municipal de Lisboa (CML) quer realizar no espaço público de uma parte do “Eixo Central” da cidade, compreendida entre Picoas e o Campo Pequeno, levou a autarquia a decidir convocar um debate extraordinário sobre o assunto, que se realizará a 26 de Outubro (segunda-feira), pelas 18 horas, na Assembleia Municipal de Lisboa (AML). A discussão pormenorizada do projecto, aberta a toda a comunidade e a decorrer na sala do plenário da assembleia, na Avenida de Roma, foi convocada pela terceira comissão permanente daquele órgão – encarregue de assuntos de ordenamento do território, urbanismo, reabilitação urbana, habitação e desenvolvimento local.

 

A decisão de alargar a discussão foi comunicada pelo vereador Manuel Salgado, responsável pelo Urbanismo da autarquia, durante uma sessão de esclarecimento e debate sobre o assunto, ocorrida ao princípio da noite da passada terça-feira (6 de Outubro), na Escola Secundária Filipa de Lencastre. No encontro, convocado pelas associações de moradores das Avenidas Novas e de Entrecampos, voltou a fazer-se sentir o forte desagrado por parte de muitos dos residentes daquela área face à mais que certa diminuição de centenas de lugares de estacionamento devido à concretização do plano de requalificação urbana aprovado pela autarquia, a 7 de Setembro. O vereador do CDS-PP João Gonçalves Pereira fala em mais de 600 lugares suprimidos, mas Manuel Salgado diz que se trata de metade desse valor.

 

O projecto em causa prevê a eliminação da circulação e parqueamento automóvel nas faixas laterais da Avenida da República e da Avenida Fontes Pereira de Melo, bem como na Praça do Saldanha, e a sua ocupação por ciclovias e zonas pedonais, que deverão permitir a sua plena fruição pelas pessoas e a ocupação por esplanadas. Uma solução à imagem daquela que foi adoptada, com assinalável sucesso, há alguns anos, na Avenida Duque D’Ávila, e que a autarquia quer ver replicada um pouco por toda a cidade através do Programa Uma Praça em Cada Bairro – que prevê requalificar três dezenas de praças até 2017. É nesse programa, aliás, que se inclui este projecto orçado em 11,5 milhões de euros e cujas obras poderão começar já em Janeiro.

 

Texto: Samuel Alemão

 

  • Tuga News
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    [O Corvo] Polémica requalificação do “Eixo Central” obriga a debate na Assembleia Municipal http://t.co/jiB8hInBIe

  • Raquel Fernandes
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    Não sei qual é o problema, ficava muito mais bonito e fácil para as pessoas circularem. Acho que a maioria das pessoas que estaciona na Avenida da República e Saldanha nem sequer mora ali.

  • Jorge Lima
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    Imagine-se, uma cidade com menos fumo e mais espaço para passear… que polémica!!! 😀

  • Carlos Garcia
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    Se a “polémica” não girasse completamente à volta do lugar para deixar o pópó é que eu ficava admirado! Só não dormem com ele porque não conseguem metê-lo no elevador!

  • Zé Miguel
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    Então um debate sobre aquela coisa cor de laranja sobre a 2 circular, financiado pela Fundação Galp. Outra…

  • Renato
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    Lisboa com opiniões de subdesenvolvimento! Toda Europa a se tornar mais verde, mas os escravos do dos carros insistem em criar barreiras onde não deveriam existir!

    • Pedro
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      1º é preciso definir o que é Lisboa no século XXI e não no século XIX, depois criar uma rede de transportes eficiente, depois podemos pensar em retirar carros de todos os movimentos pendulares da Grande Lisboa.

  • Luis Costa
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    Já não bastou os anos de obras no Saldanha e inicio da Avenida da Republica e Duque D´Ávila, a prejudicar tudo e todos, venham mais obras para lixar o zé povinho para dar mais uns tostões aos amigos empreiteiros.

  • José
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    Senhor Luis Costa, sem obras não á transformação da cidade para melhor,que é este caso.
    Mais espaço para os peoes, menos poluição.

  • José
    Responder

    Gosto do que vejo.
    Espero que a camara, não ceda porcausa do estacionamento.
    Já a calçada não pode ser substituida, agora o estacionamentom, então ficava tudo na mesma.
    Lisboa é de todos.

  • Vasco
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    Em lisboa só as obras medíocres é que não dão polémica. Neste caso vão alargar passeios e plantar mais árvores. Em toda Europa os cidadãos se manifestam contra obras semelhantes… LOL

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