A recente repavimentação da Rua Morais Soares suscitou reacções diversas da parte da comunidade dos ciclistas lisboetas acerca das vantagens da operação, nomeadamente pela eliminação da linha do elétrico – um obstáculo para os veículos de duas rodas. A esse propósito, lembra Paulo Vieira, da MUBI (Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta): “É um problema para as bicicletas e para as motas, embora para as bicicletas, como aquelas com pneus mais finos, seja muito mais perigoso. A pessoa, quando vai numa rua com linha de elétrico, tem que ir com muito cuidado”.
Mas, ao mesmo tempo, o dirigente da MUBI mostra-se surpreendido com a decisão camarária, dado o aparente paradoxo com a gestão política neste domínio: “Parece contraditório com a aposta em formas de mobilidade alternativas. Em Paris, onde vivi, estão a apostar numa espécie de elétrico”. Apesar disso, Paulo Vieira parece estar convencido da não utilização do elétrico naquela artéria alfacinha:  “Acho que não vão repor o elétrico naquela rua, nos próximos anos, por isso, mais vale alcatroar”. Temos, então, uma pista novinha em folha para os ciclistas da cidade estrearem nos próximos tempos.

Texto: Sérgio Alves  Fotografia: Samuel Alemão

  • Cristina
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    Por mais que eu gostasse de andar de bicicleta em Lx (tenho medo dos carros, lamento), não me conformo com esta decisão. Arrancar carris de eléctrico? Dum transporte público icónico?! Não percebo.
    🙁

    O Caldeirão e a Colher de Pau

  • Pedro Fonseca
    Responder

    Também lamento a desactivação das linhas do eléctrico. Li que iriam recuperar esta,mas agora com o alcatroamento total vai tornar-se uma promessa esquecida, é o mais certo. Quanto às bicicletas, Cristina, não tema. O lugar delas é na estrada e se os automóveis tomaram o espaço público foi porque os deixaram. Temos que o recuperar para um meio de transporte mais ecológico e funcional.

    A bicicleta é o futuro, que não se tenha dúvidas.

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