Pilaretes são a resposta inevitável à falta de civismo dos automobilistas, diz Medina

ACTUALIDADE
Samuel Alemão

Texto

MOBILIDADE

Cidade de Lisboa

23 Fevereiro, 2017


“É impossível termos soluções adequadas, quando estamos confrontados com baixos níveis de civismo. A colocação de pilaretes junto a passadeiras é intencional e tem acontecido em várias zonas da cidade, infelizmente, devido à falta de civismo dos automobilistas”. Fernando Medina (PS) está incomodado com o facto de muitos condutores aproveitarem o rebaixamento dos passeios, em muitas obras de requalificação do espaço público da capital, para repetirem o velho hábito de estacionarem em áreas pedonais. O presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML) confessa-se “perplexo” com o que, nos últimos tempos, tem observado em diversos locais sujeitos a intervenções de reabilitação. Acha, por isso, que a colocação de pilaretes é a única forma de proteger quem circula a pé.

“O que se constatou foi que o rebaixamento de passadeiras e a retirada de pilaretes foi utilizado por muitos, com total falta de civismo para com os outros, para passar a usar os passeios como parque de estacionamento. Assisti a isto em várias zonas da cidade, à medida que as obras ficavam concluídas. É o caso da Miguel Torga, em Campo de Ourique, das Avenidas Novas, na Rua Viriato ou na Rua Andrade Corvo. E fiquei perplexo”, afirmou Medina, na última sessão pública do executivo camarário, realizada na tarde desta quarta-feira (22 de fevereiro). O presidente da autarquia respondia a uma interpelação sobre o tema, feita pelo vereador Carlos Moura (PCP), a propósito de uma recente obra de reabilitação do espaço público em Campolide – executada no âmbito do programa municipal Uma Praça em Cada Bairro -, em relação à qual o eleito comunista censurava a colocação de pilaretes junto a passadeiras.

Concedendo razão a Carlos Moura, o chefe do executivo camarário admitiu mesmo que a aplicação de tal peça de mobiliário urbano “reduz algum do impacto da solução original” subjacente ao projecto urbanístico de cada intervenção. “Confesso que não conseguimos fazer melhor, porque a alternativa ao pilarete é ter lá um automóvel em cima do passeio. Não conheço nenhuma grande capital europeia que tenha o número de pilaretes que tem Lisboa. E isto só resulta da falta de respeito pelo espaço público dos automobilistas. Enquanto não houver uma mudança cultural, não se vai mudar isto. Não é possível imaginar que, para cada automobilista, há um polícia”, afirmou o presidente da câmara.

Pilaretes são a resposta inevitável à falta de civismo dos automobilistas, diz Medina

Fernando Medina vê, por causa disso, os pequenos postes metálicos como um mal menor, tendo em conta o objectivo mais importante de libertação do espaço público para o usufruto das pessoas. “O número de pilaretes na cidade está na directa proporção daquilo que ainda temos de caminhar do ponto de vista do civismo na cidade de Lisboa. Não há qualquer fiscalização que substitua o comportamento cívico”, afirmou o autarca, já depois de informar os presentes na reunião de que está a estudar, em conjunto com o vereador Manuel Salgado, a possibilidade de colocação de pilaretes – alguns deles rebatíveis – na recém-inaugurada intervenção do espaço público do Eixo Central. “Na renovada Avenida da República, há várias situações de estacionamento abusivo em zonas de cargas e descargas e em zonas onde é proibido”, disse.

O presidente da câmara confidenciou que ainda acalenta a possibilidade de não vir a recorrer ao referido dispositivo, mas denotou algum cepticismo quanto a tal possibilidade. “Estamos a tentar, com policiamento e consciencialização, ser bem sucedidos. Vamos consegui-lo? Não sei. Gostava muito que sim, para invertermos o que estamos a ter”, afirmou, lamentando que também no Largo do Corpo Santo, cuja recente reabilitação aguarda a inauguração, já se esteja a padecer do mesmo mal. “As pessoas estacionam em zonas pedonais, para irem aos bares”, queixa-se. “Quem me dera não ser necessário recorrer aos pilaretes em cada rua. Deixávamos de ter um cenário atroz e ainda deixávamos de gastar tanto dinheiro”, diz Medina.

Pilaretes são a resposta inevitável à falta de civismo dos automobilistas, diz Medina

Na intervenção inicial, que motivara a longa justificação da opção pelo pilarete por parte do presidente da CML, o vereador Carlos Moura apontou os defeitos da empreitada em Campolide nessa matéria. O eleito comunista recorreu mesmo a uma apresentação fotográfica para denunciar que “em todas as passadeiras que foram rebaixadas se encontram situações de pilaretes colocados nos seus eixos e muito próximos entre si, perdendo-se assim todas as vantagens para a circulação e mobilidade dos deficientes e das pessoas mais idosas”. Carlos Moura fez notar ainda que aquelas eram áreas “onde nunca se registou a subida de carros para cima dos passeios, pelo que é altamente questionável a necessidade destes pilaretes”.

MAIS ACTUALIDADE

COMENTÁRIOS

  • Val Cesar
    Responder

    ” Não há qualquer fiscalização que substitua o comportamento cívico ” é uma verdade, mas infelizmente só quando se mexe no bolso é que dói, de certeza que quando a fiscalização for apertada, sem dó e salgada aprenderão.

  • Luis FD
    Responder

    No Largo do Corpo Santo não há uma passadeira para atravessar para a Rua do Arsenal.

  • Luís Pinheiro de Almeida
    Responder

    claro!

  • Francisco Mourão Benitez
    Responder

    Será que o Sr. Medina não consegue compreender que a falta de civismo advém de uma clara falta de lugares para estacionar em Lisboa. Será que temos de falar com sotaque tripeiro para ele entender…carago!

    • Helena Romão
      Responder

      Não. A falta de civismo vem da falta de civismo. Falta de lugares a sério há noutras capitais europeias e não há pilaretes, porque não são precisos. As pessoas sabem o que são passadeiras, curiosamente.

    • Francisco Mourão Benitez
      Responder

      Cara Helena, veja o ridículo da sua resposta, estacionar em cima de uma passadeira é uma infracção muito grave. Diga me porque nunca vê nenhum carro multado nessas circunstâncias??? Porque isso não dá dinheiro à CML enquanto que os pilaretes devem dar… Além disso já alguma vez pensou a dificuldade que estes pilaretes colocam aos invisuais, as cadeiras de rodas e até a quem está a fazer certas descargas?

    • Paulo Lopes
      Responder

      A Helena tem razão, o que mais vejo são carros estacionados em cima de passeios e passadeiras, muitas vezes com lugares para estacionar disponíveis a 200 metros. A falta de civismo, o comodismo, a falta de educação e o completo desrespeito pelos demais é o que caracteriza quem faz isso. Caro Francisco, alguma vez pensou em comparar a dificuldade provocada por um desses novos pilares estreitos com um carro estacionado de qualquer maneira em cima de um passeio?

    • Francisco Mourão Benitez
      Responder

      Caro Paulo Lopes, sim já pensei no problema que me coloca e a solução é simples: os carros podem ser multados ou rebocados. Os pilaretes não.

      • Luís Marques
        Responder

        Caro Francisco

        Eu moro em Campolide e recebo de braços abertos os pilaretes. Na minha rua a falta de civismo grassa, e os passeios novos tinham sempre carros estacionados, de dia e noite. Os pilaretes são feios, mas são um mal necessário. As multas / fiscalização, como diz o Medina requeriam policiamento insustentável, e os reboque são pouco exequíveis com os carros de esguelha em cima do passeio.

        • andre L
          Responder

          Idem, e subscrevo-me, problema dos CARROS é de quem TEM CARROS. Campolide precisa de pilaretes e de EMEL!!!! o facto de termos a freguesia sem pagamento do parqueamento, faz da freguesia um enorme parque de aves raras.

    • Manuela Terrasêca
      Responder

      Nao é inteiramente verdade. Os parques têmsempre lugares disponiveis.

    • Manuela Terrasêca
      Responder

      Vivo perto de um pingo doce com parque gratuito e as pessoas continuam a achar preferivel estacionar nas passadeiras e nos passeios que agoram estão mais largos.
      Quer que lhe explique isto com sotaque lisboeta?

    • Cristina Borges
      Responder

      Os pilaretes junto das passadeiras dão amplo lugar de passagem para cadeiras de rodas e em locais onde existem cargas e descargas que assim necessitem colocam-se minaretes amoviveis. Já existem assim por toda a cidade…

    • Francisco Mourão Benitez
      Responder

      Cara Manuela, nesses casos basta ligar para a PSP Divisão de Trânsito que eles agradecem. É para isso que os reboques deviam servir em vez de estar ao serviço dos Emeis… Confesso que ter um tripeiro à frente dos destinos da minha cidade me deixa desconfortável porque tenho a certeza que o contrário não seria possível.

    • Francisco Mourão Benitez
      Responder

      Cristina Borges, porque será que não falou dos invisuais que por acaso foram os primeiros que referi. Depreendo que nesse caso me dá razão. Obrigado.

    • Vitor Sabino
      Responder

      O Paulo Lopes tem razão quando diz que as vezes há lugares disponíveis a 200 metros e os condutores estacionam na passadeira. O comodismo, o egoísmo… são coisas que estão bem entranhadas entre os portugueses. Se as multas não dão lucro, ou se a polícia anda ao serviço da emel, é um problema que os peões não tem culpa. Sendo assim, viva os pilares, até porque há quem pare por 5 ou 10 minutos, nem dá tempo para ser autuado.

      • andre L
        Responder

        faltou dizer que “por 5 ou 10 minutos” quando o padrão é sai um entra outro..

    • Jose
      Responder

      A falta de lugares vai existir sempre… Verdade?

      • João
        Responder

        Não! Aqui para o Xico, sempre que uma família quiser ter um carro per capita, a CML deve demolir duas ou três casas, para dar mais espaço para estacionamento; como se Lisboa já não parecesse um autêntico parque de estacionamento ao ar livre, onde o espaço para a lataria representa mais de 2/3 de todo o espaço público.

  • José Martins
    Responder

    Mas, afinal, os reboques da Polícia Municipal só servem para rebocar carros que não pagam parqueamento, muitas vezes por quantias inferiores a 1 euro?? Não seria mais curial lançar uma campanha sobre o estacionamento nos passeios?

    • Jose
      Responder

      Campanha???
      O código da estrada não serve?

  • Sónia Ferreira
    Responder

    Mais! Nas zonas de estacionamento paralelo devia haver pilaretes a salvaguardar os 3 m imediatamente antes das passadeiras indicados no código da estrada! Estacionam até às linhas brancas da passadeira, o que dificulta e muito a visibilidade sobre os peões que atravessam, principalmente de noite.

    • JG Magalhães
      Responder

      Estacionavam na mesma a seguir, já os tenho visto debaixo dos abrigos das paragens de autocarros, quanto aos pilaretes há artistas que se julgando donos de alguns espaços públicos aos poucos os vão arrancando.

    • Sónia Ferreira
      Responder

      A falta de civismo em algumas pessoas é inexplicável…não entendo aquele sentimento de se acharem acima dos demais, ou de se serem mais “espertos” que toda a gente…enfim…

  • Paula Andorinha
    Responder

    Espero que os pilaretes também impeçam o estacionamento dos motociclos no passeio- é só ir ao Arco do Cego e ver o novo parque de motos as hoc que lá está.
    Ou continua-se com a guera fundamentalista ao automobilista?

  • Cláudio da Silva
    Responder

    Existe sempre os que nunca estão satisfeitos com nada das melhorias que a câmara faz. Pertencem todos ao grupo Tóxico que existe por aí. O mais engraçado é que maioria dos que criticam não vivem em Lisboa ou então são os da velha guarda que só vem em frente, logo só acham problemas. O facebook é uma lufada de ar fresco para eles. Sem sair do sofá, cagam postas de pescada e entretém-se a dizer mal e a azucrinar o cérebro de quem faz algum.
    Sim, a falta de civismo é muita e muitas vezes iniciada por senhores e senhoras com idades de ser meus avós que deviam de dar exemplos e não dão. Sim são esses os problemas. Em tudo o que se tem transformado Lisboa, nas novas obras, é impressionante que só se ache defeitos. Como se costuma dizer: em casa comem trampa, mas na casa dos outros são exigentes. Por favor… Abram os olhos e vejam tb o que existe de bom… não vejam só a malícia e a frustração.

  • Rui Faustino
    Responder

    Mas dessa forma a falta de civismo materializa-se em forma de pilarete, objecto obsoleto que sinaliza esse atraso civilizacional.
    É uma pobre opção. Melhor seria substituir os pilaretes por estacionamentos para bicicletas. Teria o mesmo efeito, alguma utilidade e sempre disfarçava. Outra opção, que já vem tarde, é abrir uma linha ao cidadão para denunciar esse tipo de estacionamento, com uma resposta efectiva.
    Paradoxalmente temos a emel a multar carros bem estacionados e não poucas vezes encontramos carros completamente estacionados nos passeios nas zonas habitacionais.

    • Alvaro Carvalho
      Responder

      A linha ao cidadao era fundamental, com coimas a doer. As pessoas abusam porque as deixam abusar. Hoje a unica alternativa ao dispor em 99% dos casos e’ a acao direta, com risco de violencia do condutor sobre o peao.

  • Rui Faustino
    Responder

    Ainda a propósito da falta de civismo, em Lisboa usa-se a buzina como arma de arremesso. Porque é que a policia não age em conformidade? O pedantismo dos automobilistas em geral é impressionante.

  • Gomes Gomes
    Responder

    e os ciclistas que anda em cima dos passeios a uma velocidade estonteante?

    • José Lopes
      Responder

      Esses podem!

  • Paulo Ramos
    Responder

    a noventa euros cada um deve haver alguém a encher os bolsos

  • Nuno Coelho
    Responder

    É simpático pagar anuidade ou talão para estacionar e não conseguir sair do carro por causa dos pilaretes…

  • Maria Sá
    Responder

    Faz oque quer da cidade…ele eo Salgado!!!.inacreditável!!!

  • Andre Lopes
    Responder

    Não é que seja a melhor solução mas devido ao problema em sentido “mal a pior” depois das obras de requalificação, melhoria. O automobilista piorou o comportamento porque está cada vez mais impossível andar de x em x metros a ligar para a policia. Os ignóbeis ainda gozam com a cara do cidadão “vai chamar a policia, então chama”. Se de mal a pior o pilarete é mais despesa, mais aparato nas ruas (esteticamente não é bonito), lá terá de ser. Segregar de uma vez os passeios e as ciclovias dos abéculas, será o melhor. Tenho protestado, reclamado, ando a filmar e a tirar fotos porque que o que se vê é uma autentica anarquia. Isto para não por uma TALA DE BURROS nesses automobilistas que não respeitam nada nem ninguém. (felizmente isso não é mal geral, mas a volumetria da falta de respeito mete nojo…..)

    • Teresa Campos Campos
      Responder

      E TIRAR A CARTA A QU COMETER INFRAcções????????? E MULTAS???????????. Nos outro paises não há pilaretes

  • andre L
    Responder

    Os pilaretes, não são o problema. O problema em Lisboa não é só o comportamento de quem estaciona à má fila e de má fé em tudo que é sitio, nos passeios, em cima das passadeiras, na ciclovia. O problema é que assistem-se as situações e “ninguém” nesta cidade parece estar preocupado. Aliás, a atitude de muitos é, estaciona 1, quando vais ver estão lá 4 se não forem MAIS. Estaciona-se até numa rotunda (estefania) ou numa faixa de rodagem (Campolide, Valenciana) para IR para uma fila para comprar A FANGALHADA. O dono do restaurante preocupa-se com o que o negócio dele está a causar? os seus clientes? os peoes que estão na paragem a espera do autocarro? ficam todos ali paradinhos, ninguem pia. Tem de passar um ciclista FARTO de aturar o problema de quem tem carro, porque se não tenho carro e optei por me mover de outra forma, digo, o problema dos carros é de quem tem carro. Ou uma carrinha enorme estacionar na ciclovia para ir entregar um envelope? Ao ridículo que isto chegou “estou a trabalhar e quero que o cidadão se lixe porque estaciono em qualquer lugar, é carga e descarga……”. O surrealismo de quem vive numa cidade em que só a autarquia parece estar preocupada e um grupo de cidadãos moradores da metrópole. Não me admira que qualquer dia salte a tampa a alguém e arranjam-se as lata para irem para a sucata, porque carro largado, não é carro cuidado.

  • José
    Responder

    Coloquem vasos com flores, em alguns lugares.
    É mais bonito, e não é necessário tantos pilaretes.
    Ou então outras soluções, como existem noutras caiptais.

  • Noemia Ardisson
    Responder

    Hoje fiquei perplexa. Quando passava na Av . Fontes Pereira de Melo, junto à Portugal Telecom, fui surpreendida por um carro que circulava pelo passeio, agora alargado para uso dos peões . Deixo aqui a imagem e lamento profundamente a falta de civismo desta condutora que se dirigia para o parque de estacionamento do Saldanha Residence.

  • Ricardo A
    Responder

    A colocação de ‘pilaretes’ é a solução mais barata para tentar resolver um problema de falta de lugares para estacionamento.
    Coloquem mais parques de estacionamento grátis nas periferias junto a transportes públicos também estes melhorados na sua oferta e estou certo que uma boa parte dos carros que entram em Lisboa deixarão de o fazer.
    Quanto aos automobilistas que infrigirem a lei têm de ser punidos pelas infracções que cometem com uma fiscalização eficaz e sem contemplações.
    O mais barato sai sempre mais caro.

  • André Borges
    Responder

    Estes automobilistas são os mesmos que nós, apressados para viver, para competir, para termos uma vida melhor porque nunca somos o suficiente, porque temos de vencer na vida, ser alguém, correr o dia todo para podermos ao final do mês apreciar um fim de semana em descanso. Estes automobilistas são um sintoma da sociedade que montámos não são a causa. Podemos olhar para as coisas com perspectiva em vez de abdicar da nossa inteligência. E não cair no facilitismo de nos separarmos do todo.

  • João
    Responder

    Ninguém quer tocar no busílis da questão: há excesso de carros em Lisboa, quando não há meios legais para estacioná-los, vai por via da infração. Não é que os automobilistas sejam más pessoas, quando podem estacionar legalmente, fazem-no; há sim excesso de latas em Lisboa, muitas mesmo, mais parece uma fábrica do que uma cidade. Um nojo!

    • andre l
      Responder

      O problema é a volumetria. Demasiados carros para tão pouco espaço, e durante décadas se deu espaço para carros, estrada para carros, ruas para carros, parques de estacionamento para carros. Lisboa ainda está a mudar, ainda há outras coisas a melhorar também. Muitos foram empurrados para os carros por redes de transportes deficientes e que atrasam com o transito. Acho que as autarquias deveriam entrar em acordo, suprimir nas vias centrais de acesso à capital e grandes centro, vias só para BUS. e sinergia entre transportadoras. Só ficavam a ganhar…. e saiam desta inercia mórbida… ainda se levar com bus diesel que largam toneladas de fuligem só no arranque. Até agonia ver aquela nuvem preta…

  • Amadeu Barbosa
    Responder

    Infelizmente o que há mais é falta de civismo.
    Também os engenheiros da CML, deviam ser reciclados.
    Acabaram de renovar o passeio da R D. João de Castro, com 2 metros ou mais, desnecessários, e os carros ficam de tal modo que uma cadeira de rodas tem de ir para a estrada.. Pilaretes precisamos já!

  • Paulo Duarte
    Responder

    E, para que. Se o tempo é o mesmo.

  • luis
    Responder

    Politica do Medina : Aumento desmesurado de passeios em áreas com poucos peões, cortando espaço da via automovél, ainda por cima o trânsito em Lisboa é um caos, dificultando o fluir normal dos carros / Taxa de proteção civil / criação dos parasitas da Emel / taxa turistica / Estradas eternamente esburacadas / Despejos de inquilinos devido a rendas brutais / Turismo massivo / Esplanadas ocuparem a via pública.

    O que existe de bom é irrisório comparado com estas medidas aberrantes de mentecapto e pseudo visionário.

Deixe um comentário.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

O Corvo nasce da constatação de que cada vez se produz menos noticiário local. A crise da imprensa tem a ver com esse afastamento dos media relativamente às questões da cidadania quotidiana.

O Corvo pratica jornalismo independente e desvinculado de interesses particulares, sejam eles políticos, religiosos, comerciais ou de qualquer outro género.

Em paralelo, se as tecnologias cada vez mais o permitem, cada vez menos os cidadãos são chamados a pronunciar-se e a intervir na resolução dos problemas que enfrentam.

Gostaríamos de contar com a participação, o apoio e a crítica dos lisboetas que não se sentem indiferentes ao destino da sua cidade.

Samuel Alemão
s.alemao@ocorvo.pt
Director editorial e redacção

Daniel Toledo Monsonís
d.toledo@ocorvo.pt
Director executivo

Sofia Cristino
Redacção

Mário Cameira
Infografías 

Paula Ferreira
Fotografía

Margarita Cardoso de Meneses
Dep. comercial e produção

Catarina Lente
Dep. gráfico & website

Lucas Muller
Redes e análises

ERC: 126586
(Entidade Reguladora Para a Comunicação Social)

O Corvinho do Sítio de Lisboa, Lda
NIF: 514555475
Rua do Loreto, 13, 1º Dto. Lisboa
infocorvo@gmail.com

Fala conosco!

Faça aqui a sua pesquisa

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com

Send this to a friend