Foi recentemente lançada uma petição online pedindo a anulação do projecto de construção de uma torre com dois corpos de 17 andares no largo fronteiro à Maternidade Alfredo da Costa, actualmente em apreciação na Câmara Municipal de Lisboa.

 

“Este conjunto irá esmagar visualmente o contíguo Museu Anastácio Gonçalves e a perspectiva global deste largo e da Av. Fontes Pereira de Melo. Implicará naturalmente um enorme aumento de tráfico de carros numa zona já com intenso movimento ”, alerta a petição.

 

Os signatários referem que a zona já foi suficientemente desfigurada pela construção do Hotel Sheraton – erguido no lugar do antigo Hotel Aviz, um lugar requintado, escolhido por clientes como Calouste Gulbenkian, William Saroyan ou Maria Callas –, que classificam como “um edifício sem qualidade estética, monstruoso e anti-ecológico”, “que nunca deveria ter sido construído”.

 

O projecto, denominado “Torres da Cidade”, foi apresentado a 1 de Dezembro, estando a decorrer até dia 19 o período de consulta pública. Nele “prevê-se uma ligação confortável para os peões entre este largo e a Av. Fontes Pereira de Melo. Isso é de facto urgente, mas para isso não é preciso construir dois enormes blocos de 17 andares, que só irão desfigurar a zona e aumentar a poluição automóvel, diminuindo ainda mais a velocidade de circulação numa ampla zona envolvente já muito congestionada”, comenta-se mais à frente na petição (https://secure.avaaz.org/po/petition/Camara_Municipal_de_Lisboa_A_anulacao_do_projecto_de_edificio_de_17_andares_face_a_Maternidade_AC/?launch).

 

Na apresentação do projecto, a 1 de Dezembro, a sua autora, a arquitecta Patrícia Barbas, disse que a construção será amiga do ambiente, usando o “máximo de luz natural” e aproveitando as águas residuais para rega do espaço verde. A arquitecta não mencionou o impacto da construção no tráfego já intenso nesta zona da cidade – onde será criada uma ciclovia que ligará a Avenida Fontes Pereira de Melo à Avenida da República.

 

Texto: Francisco Neves

  • José Baltazar
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    Se a Maternidade Alfredo da Costa vai acabar qual é o problema de aproveitar lote devoluto para construir um edifício moderno capaz de impulsionar a economia? Já tem em frente o Sheraton…só mesmo para implicar com a iniciativa privada.

  • Pedro Cortesão Monteiro
    Responder

    “Ai, que horror, um ‘arranha-céus’!”

  • Francisco
    Responder

    O Portugal dos pequenitos é em Coimbra.

  • João Pascoal
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    Um arranha-céus de 17 andares? LOL!

  • António Campos Leal
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    É a qualidade de vida pretendida para a cidade? Ou serão andares para ficarem vazios? A desfiguração do espaço nem a discuto. mas que tal volumetria significará uma maior absorção de calor e dessa forma um menor arejamento da zona, disso não tenho dúvidas. Quanto à possibilidade de aumento de trabalho, aí desato à gargalhada. Já não tenho pachorra para tanta parvoeira.

    • Lx
      Responder

      Na petição dizem que irá provocar “remoinhos de vento perigosos para o peão”. Você diz que irá provocar “menos arejamento”. No que ficamos? Quanto ao trabalho, porque é que acha que em Londres apostam em determinadas centralidades de alta densidade? Será para não haver emprego? Vários estabelecimentos comerciais em Picoas andam às moscas, e muitas lojas já faliram bem antes da crise. É nos centros das grandes cidades que tem de existir (alguma) densidade, e não nos subúrbios.

    • Yannick Orvall
      Responder

      Arejamento? Sim, de fato Lisboa precisa de novos ventos e mentalidades. Protestar contra um prédio de 17 andares – o tal arranhacéus – devido à sua “volumetria” roça o ridículo. Provincianos, mas orgulhosos, pequenos, que isso das alturas é para dar nas vistas, tapar o sol e novo riquismo.

  • Afonso
    Responder

    Um dos motivos apresentados (o da desfiguração) para o lançamento da petição e a anulação do projecto é no mínimo irrisório!
    Quem conhece bem a Av. Fontes Pereira de Melo e a zona das Avenidas Novas sabe perfeitamente que aquelas áreas já estão desfiguradas há muito tempo. O mais engraçado é que vão implicar com um projecto (que apesar de não seguir certos estilos arquitectónicos mais recentes) só iria inverter a tendência!
    Ainda por cima, e de modo a tentarem justificar o que dizem, mencionam um edifício como o Sheraton! Vejam lá bem.. O Shereton que ao contrário das dezenas que proliferem por ali, deve ser um dos poucos com qualidade!

    Um pouco mais de bom senso para os autores da petição sffv.

    Lisboa parou no tempo!

  • Lx
    Responder

    O novo projecto enquadra-se bem na zona. Nem sequer pode ser chamado de “muito alto” mesmo para padrões nacionais. Os argumentos sobre o aumento do trânsito automóvel não têm sentido, pois a densidade promove o uso de transporte público, e essa zona é bem servida (autocarro, metro, e comboio não muito longe, em Entrecampos). Também aconselhava as pessoas que assinaram a petição a aproveitarem melhor as companhias aéreas lowcost e viajarem por essa Europa fora. Iria fazer-lhes bem à mente.

  • Pedro
    Responder

    Talvez a petição mais absurda e reveladora de grande mesquinhez e mentalidade de quem quer um país atrasado e “pequeno” que já vi. Os meus parabéns aos autores, conseguiram deixar-me espantado.

    • Romeu Silva
      Responder

      subscrevo!

  • Ricardo
    Responder

    É por estas e por outras que deixei de frequentar este blog. Que parvoíce..

    • O Corvo
      Responder

      O Corvo.pt não é um blog, mas sim um site notícioso.

  • Vítor Carvalho
    Responder

    Discordo desta petição. Pode ser politicamente correta mas o que é facto é que a zona circundante já está delimitada pelo hotel Sheraton (que, concordo, é um edifício esteticamente muito feio) e pelo conjunto do Saldanha Residence. Não podemos ser ortodoxos e talvez provincianos pois edifícios com alguma volumetria (e não me parece que uma torre com 17 andares possa ser considerado um arranha-céus) não são sinónimo de descaraterização do espaço. O projeto em discussão está, na minha opinião, bem conseguido nomeadamente o espaço envolvente entre a Avenida Fontes Pereira de Melo e a Maternidde Alfredo da Costa.

  • Pedro
    Responder

    Petição contra um prédio com apenas 17 andares? Desfigurar? Tem o Sheraton em frente com quase 30 andares, tendo este ao lado o Imaviz com mais de 20 andares e do outro lado da rua um prédio com 16 andares. Qual desfigurar, qual quê.
    Modernizem as mentalidades, por favor. Estamos em 2014, não em 1924.
    Não têm nada de mais útil à sociedade para fazer? Eu diria que há coisas bem mais importantes para as quais fazer petições. Deixem de ser ridículos.

  • Pedro
    Responder

    E já agora, informem-se antes de cuspirem disparates. Um arranha-céus é um edifício com, pelo menos, 150 metros de altura. Este nem chega aos 70. lol

  • José
    Responder

    Esta gente é LOUCAAAAAAAAAAAAA.
    Uma pedição contra um predio de 17 andares, na capital????.
    O pessoal que criou esta pedição, deviam é levar com pedras na TOLA.
    Gente estupida. ESTAMOS EM LISBOA, VÃO PARA O CAMPO MORAR,por favor. ARGUMENTOS PARVOS DE GENTE burra.

  • Joao
    Responder

    Não sejam ridículos.
    O projecto está bem conseguido e 17 andares não é arranha-céus em lado nenhum do mundo.
    Haja paciência!

  • João Teixeira
    Responder

    Petição mais ridícula era difícil. 17 andares é um arranha-céus em que lugar do mundo?

  • Francisco Neves
    Responder

    A notícia não menciona qualquer arranha-céus.

    • Lx
      Responder

      Estes títulos tendenciosos originam petições como aquela que está a decorrer:

      O curioso é que muitos dos que assinam estas petições, não dizem nada quando é construído um prédio baixo, mas medíocre. Não reclamam, acham normal por ser “baixo”. Esta forma de ver a arquitectura (baixo = bom; alto = mau) revela um grau de ignorância tremendo. Vão morar para o Cacém e para as Reboleiras. Os prédios dos patos-bravos que aí fazem nem sequer são da autoria de arquitectos, mas são ao vosso gosto, com cuecas penduradas no varal, marquises, estores em plástico cada um do seu tipo, e todo o tipo de coisas “normais” para gente de mente pequena.

  • Samuel Rodrigues
    Responder

    Na minha sincera opinião, acho que é positivo contruir-se ali uma torre (mas uma a sério), porém esta de que agora falam é uma das coisas mais feias que vi nos últimos tempos… Parece literalmente importada dos anos 80. Falta modernidade!!! Muito honestamente a de 30 andares, proposta anteriormente, era muito mais aprazível. Esta nova vai ser apenas mais uma aberração!
    Quanto aos antigos prédios daquele lugar, a verdade é que o destino destes seria sempre, inevitavelmente, a demolição. Apesar da beleza de APENAS UM deles, no local onde se encontram, estão condenados…

    • Lx
      Responder

      O que preocupa esta gente é ser uma “torre” e não o aspecto ou qualidade da mesma. Em Alcântara também houve um projecto para 3 torres, gerou-se escândalo, e não se demolia nenhum palacete. Quase que chamaram o arqtº Siza de maluco. Essa anterior de Picoas com 30 andares não a faziam nem que Cristo viesse à Terra. Também houve um projecto do arqtº Foster para Santos, deu-se polémica. No Parque das Nações também chumbaram duas torres com 20 andares que faziam parte do Plano de Pormenor, por pressão dos moradores. Em sete-rios está prevista uma, e já deu polémica, tanto que o Costa quase que pediu desculpas por aquilo ter sido aprovado. É compreensível que um lisboeta não concorde com uma torre em Santos, mas quando falamos no Parque das Nações ou Sete-Rios já roça o ridículo fazer baixo assinados contra. No resto do país é a mesma coisa. No Porto não deixaram o arqtº Souto de Moura fazer a “torre burgo” mais alta, pois… os bombeiros não permitiam.

  • Miguel
    Responder

    Sim à construção em altura em lx,
    mas noutro sítio que nao implique a demolição do que está naquele quarteirão.

  • Lusoman
    Responder

    Mas qual é essa ideia absurda de tanto modernice na nossa lisboa do século passado com as suas ruínas tapadas maravilhosas e os seus patos bravos suburbanos lindíssimos onde não faltam marquises e cores de meter nojo a dominar a paisagem urbana quase toda?

  • Isabel Braga
    Responder

    Tudo é relativo, aquela esquina não é a 5ª avenida e 17 andares arranham mesmo muito. Os novos ricos são mesmo uma praga neste pobre país.

    • Filipe
      Responder

      O que arranha mesmo muito são as dezenas de milhares de patos-bravos horrorosos e tudo o que se fez de mal nas periferias da cidade de Lisboa nos anos 70. Isso sim é um cancro que dificilmente vai deixar os portugueses. Deixem o centro desenvolver-se com arquitectura de qualidade e densificar-se que é assim que se faz a cidade contemporânea nos dias de hoje. Mentalidades atrasadas, aposto que também estaciona o seu carro em passeios e chega atrasada a tudo o que é um encontro, como a boa mentalidade tuga já nos habituou.

  • Lx
    Responder

    Se você vir um anão de 1m ao lado de um jogador de basquetebol com 2m, vai dizer que o anão é quase da altura do jogador de basquetebol?

  • Lx
    Responder

    Um projecto medíocre que será construído na Calçada do Livramento, às Necessidades:

    Mas como é baixo, os cidadãos como a Srª Miriam Halpern já não fazem petições. O que lhes chateia é uma “torre” em picoas. Tanto lhes faz que outros projectos também incluam a demolição de edifícios antigos ou que sejam desenquadrados para o lugar. Como não “arranham”, são aceitáveis. Projectos como estes aparecem como cogumelos. São feitos sem concurso, sem apresentações e são aprovados num ápice. Mas ninguém se incomoda. É como o gajo na savana que tinha medo duma girafa, mas entretanto foi mordido por uma cobra e morreu.

  • Mike
    Responder

    Este país além de pequeno ainda tem muita gente de mentalidade pequena também! 17 andares considerado arranha-céus? loool deveriam construir era uma torre de 37 andares, isso sim! havia um projecto para este local, que era a torre Compave com 32 andares, mas claro que isso foi considerado quase como um atentado terrorista para estas mentalidades retrógadas! evoluam meus caros!!

  • André
    Responder

    “Torre”? “arranha-céus”? As pessoas que escrevem estas coisas nunca sairam de Portugal? Lisboa deve ser das poucas grandes cidades do mundo ocidental que não tem arranha-céus. Esta “torre” só peca por não ser mais alta, porque está bem enquadrada numa zona onde já existem as “torres” do Sheraton, o Imaviz, o edificio do BPI, etc…

  • Ricardo
    Responder

    Arranha céus?! Não sei se hei de rir ou de chorar..

    Esta gente anda aí a tentar boicotar prédios de 17 andares por desfigurar a paisagem e profoca tufões, tsunamis e sabe-se lá mais o quê e vai na volta vários moram em casas marquisadas (quem sabe colacadas pelos próprios) que essas sim desfiguram completamente a cidade e quanto a isso nada fazem..

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