Penha de França também quer passar a beneficiar da “onda turística” de Lisboa

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Samuel Alemão

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VIDA NA CIDADE

Penha de França

23 Dezembro, 2016


À primeira vista, não seria um dos locais óbvios para suscitar o interesse do cada vez maior número de turistas que visitam a nossa cidade. Mas a Penha de França não quer ficar de fora dos circuitos por onde eles andam e, por isso, deverá agora avançar com a criação de um roteiro turístico com os pontos de interesse na freguesia a merecer uma visita. O instrumento de promoção deverá ser disponibilizado em mapa e distribuído pelas vitrinas das lojas ou em papel, em locais considerados relevantes. A ideia consta de uma recomendação aprovada por unanimidade (PS; PSD; CDS; PCP e Independentes do MAPES), a 16 de dezembro, pela Assembleia de Freguesia da Penha de França, por iniciativa do único eleito do CDS-PP por aquela zona da capital.

“Sabemos que a Penha de França não pode competir com algumas freguesias em termos de pontos de interesse turístico, mas não deixa de os ter”, diz a recomendação, antes de os enumerar: Convento de Santos-o-Novo, Igreja da Penha de França, Forte de Santa Apolónia, Cemitério do Alto de São João e Museu Nacional do Azulejo. “Muitas vezes observamos turistas, perdidos, a caminhar nas ruas da Penha de França saídos de tuks-tuks, ou de elétricos da carreira Nº. 28, em busca de locais para visitar. Sem posto de turismo na freguesia, sem locais muitas vezes assinalados em brochuras turísticas, faz com que seja interessante a criação de um roteiro turístico”, argumenta o documento, que sugere a publicação em português e em duas línguas estrangeiras.

Questionada pelo Corvo sobre esta recomendação, Sofia Oliveira Dias (PS), presidente da Junta de Freguesia da Penha de França, mostrou agrado com a mesma. “Já estava nos nossos planos fazer algo semelhante e a proposta mereceu a nossa total concordância. Aliás, queremos estender a todo o território da freguesia o movimento de visitas que já existe para o Museu Nacional do Azulejo, que em 2015 foi o terceiro museu mais visitado do país”, afirma a autarca. Sofia Oliveira Dias salienta a existência de uma parceria com o Museu do Azulejo e recente criação de um roteiro gastronómico, denominado A La Carte, “com uma componente de estímulo ao comércio local, mas também a pensar na vertente turística”.

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COMENTÁRIOS

  • Michael Woods
    Responder

    antes de ler o texto, pergunto: os moradores ou a junta? É que parece-me serem interesses distintos.

  • Ines C. Paulo
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    Bem…ao preço que já estão as casas na Penha de França eu até pensei que já tivessem aberto porta ao turismo. #umabuso

  • Mónica Amaral Santos
    Responder

    Os moradores não o desejam. E o que a Junta devia promover era a limpeza das ruas, a criação de espaços verdes, planeamento e organização de parques de estacionamento gratuitos. Prioridades…

  • Irmaos Makossa
    Responder

    Pensem primeiro nos que cá estão e cá querem permanecer e não naqueles que só estão de passagem. Quando a cidade funcionar bem em prol do cidadão lisboeta aí sim podem partir para o bem estar do turista.

  • Miguel Simões
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    E se precisarem de garantir o bem estar do turista pars obter verbas para o bem estar do morador?

    • Michael Woods
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      lol, isso é quê? história de embalar?

    • Michael Woods
      Responder

      E que tal proteger o morador ao impedir a especulação imobiliária que o turismo, principalmente o de airbnb promove?

    • Paulo Correia
      Responder

      E o que é que isso tem a ver com a notícia? A maior parte dos monumentos referidos encontra-se na antiga freguesia de São João, cujas características da sua população (e do edificado) são bem diferentes das da restante Penha de França. Aliás, o Museu do Azulejo é o terceiro mais visitado do país, não necessita de particular promoção. Brinco com o Forte de Santa Apolónia, cujas muralhas para pouco mais servem que o geocaching. Mas o Convento de Santos-o-Novo merece ser recuperado e servir para mais que residência de Erasmus. Por fim, o Airbnb tem defeitos, mas também serve para muita gente ter um rendimento ao final do mês, e que muita falta lhe fará se entrarmos numa cruzada contra toda e qualquer coisa que se pareça (ainda que tenuemente) com turismo massificado

    • Miguel Simões
      Responder

      Ou seja, e é este o meu beef, ja vi o corvo mandar vir com turismo porque haveria uma nova loja de discos no intendente. Concentrem-se no problema e em apresentar soluções. Xenofobia de esquerda é que já cheira a mofo.

  • Paulo Correia
    Responder

    O Forte de Santa Apolónia é um must. Estimado por todos, bem conservado, com um magnífico edifício de 12 ou 15 andares mesmo ao lado. Perfeito para quem preferir umas ruínas aos coffee shops de Amesterdão

  • Michael Woods
    Responder

    Os preços do mercado imobiliário disparam, devido à procura desenfreada por parte uma pequena percentagem da população que faz do airbnb uma actividade económica altamente lucrativa e insignificativamente tributada. A grande percentagem da população é prejudicada pelo aumento das rendas, diminuição da oferta e aumento dos preços em geral devido ao poder de compra estrangeiro. Tudo isto é tão óbvio, tudo isto é tão mau para a “populaça”, tudo isto acontece com a conivência de quem nos gere e de quem jurou defender os nossos interesses.

    • Irmaos Makossa
      Responder

      Neste momento procuro uma casa um pouco maior, porque há mais um elemento na família! Estar em Lisboa é essencial para a minha família, tanto a nível pessoal como profissional, mas está complicado alugar um mísero T3 porque os preços de casa com 50 anos ou mais, sem elevador, com falta de obras mínimas estão uma loucura! É impensável dispender 1 ordenado de um elemento do casal só para a renda! E o resto? Comer ar acho que não dá saúde e infelizmente muitos senhorios estão vidrados na ganância.

    • Michael Woods
      Responder

      Irmaos Makossa nem são os senhorios, são mesmo os gajos que alugam apartamentos não para viver, mas para meter em airbnb que lixam a vida a todos nos, mas nós somos mais carago, porque nos sujeitamos?

    • Irmaos Makossa
      Responder

      Falo por experiência própria, alguns senhorios estão a cagar-se para quem cá está. Mas sim o Airbnb também tem lixado a vida a muita gente, incluindo eu e a minha Família. Alguns pensam que Lisboa é NY! Lá o preço por metro quadrado é brutal, mas as casa são novas ou renovadas, aqui já vi tanta coisa absurda por casas velhas! Enfim, a luta continua!

  • joao costa
    Responder

    ciclo vicioso- primeiro enchem de turistas. Depois promovem sítios de diversão como associações culturais. Depois a policia municipal é mandada la para fazer-lhes a vida negra. Entretanto veio a emel.Num incompetente ordenamento de estacionamento, cortam mais de 50% dos lugares de estacionamento. Depois o morador farto disto sai e vai para os arredores. Logo de seguida essa casa é transformada em alojamento local.

  • Carlos Maciel
    Responder

    mas q história é esta oh @VPoursan? RT(Penha d França também quer passar a beneficiar da “onda turística” de Lisboa https://t.co/9XM5xmpQEw

  • Carlos Branco
    Responder

    Deixem-se disso. Deixem os residentes viver sossegados, a autarquia que se preocupe com a especulação imobiliária e com a mobilidade. Parqueamento insuficiente e a EMEL estica as garras até ao topo da freguesia.

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