A calçada é, sem dúvida, um dos traços identitários da paisagem urbana portuguesa. Como o é, também, a dificuldade que as autarquias nacionais parecem evidenciar em mantê-la em condições. Sobretudo na cidade de Lisboa, onde abundam, um pouco por todo o lado, os exemplos de segmentos deste pavimento a denotar uma clara falta de manutenção. Buracos, crateras,  lombas, covas, pedras soltas, enfim, há de tudo. Regra geral, o empedrado desconjuntado dispersa-se pelo arruamento em que fora colocado, aqui e ali pontapeado por algum peão mais distraído. Mas também existem casos em que, como na Rua Nossa Senhora do Amparo, em Benfica, as pedras se decidem sindicalizar e marcar ponto de encontro. Como que a dizer: “Estamos aqui, dêem-nos os nossos lugares de volta. Bem, se isso não acontecer, pelo menos, ficamos à sombra”.

Texto e Fotografia: Samuel Alemão 

O Corvo nasce da constatação de que cada vez se produz menos noticiário local. A crise da imprensa tem a ver com esse afastamento dos media relativamente às questões da cidadania quotidiana.

O Corvo pratica jornalismo independente e desvinculado de interesses particulares, sejam eles políticos, religiosos, comerciais ou de qualquer outro género.

Em paralelo, se as tecnologias cada vez mais o permitem, cada vez menos os cidadãos são chamados a pronunciar-se e a intervir na resolução dos problemas que enfrentam.

Gostaríamos de contar com a participação, o apoio e a crítica dos lisboetas que não se sentem indiferentes ao destino da sua cidade.

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