Parque Expo, empresa que geriu a Expo 98, desaparece finalmente a 31 de dezembro

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Samuel Alemão

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URBANISMO

Parque das Nações

9 Novembro, 2016


Tinha certidão de óbito passada há cinco anos, mas só agora será mesmo enterrada. A Parque Expo, empresa pública criada em 1993 para levar a cabo a organização da Exposição Universal de Lisboa de 1998 (Expo 98), nos terrenos onde hoje existe a freguesia do Parque das Nações, desaparecerá finalmente a partir de 31 de dezembro. A novidade, que foi dada pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, na tarde desta terça-feira (8 de novembro), perante a Assembleia Municipal de Lisboa, permitirá o desbloqueio de diversas situações há muito pendentes. A começar pela construção de equipamentos na área da educação e da saúde. É o fim de “um situação trágica e grotesca”, diz Fernando Medina.

O autarca aproveitou a interpelação sobre o assunto por parte de um deputado municipal para dar o que qualificou como “uma boa notícia”. “Finalmente, vai ser extinta a Parque Expo e os terrenos vão ser transferidos para a esfera da Direcção-Geral do Tesouro e seguir o curso normal dos terrenos do Estado, que é serem afectos aos usos a que se destinam”, disse o presidente da câmara, classificando esta operação como “um regresso à normalidade”. “Esperemos que o Parque das Nações tenha as infraestruturas a que tem direito. Uma das zonas de urbanização mais recente da cidade é uma daquelas que enfrenta um maior défice de infraestruturas, por pura incompetência da administração central”, afirmou, já depois de ter feito fortes críticas à condução do processo por parte do anterior governo.

Medina lembrou o imenso tempo decorrido entre a decisão de extinção da empresa, tomada em 2011 pela então ministra do Ambiente e Ordenamento do Território, Assunção Cristas, e a sua efetiva concretização. Delonga que imputou ao executivo que cessou funções há cerca de um ano. “Como é que se decidi uma coisa destas e, durante anos, não se extingue a empresa? Isto teve várias consequências. A primeira foi a desvalorização dos activos sob a sua gestão. A segunda foi o delapidar de todo o património humano e pessoal que estava acumulado. Mas o pior foi a inércia do anterior governo em impedir a atribuição dos terrenos às entidades públicas”, disse o autarca, lembrando as barreiras impostas ao Ministério da Educação para construir uma nova escola naquele zona, apesar de nos últimos anos ter disposto de orçamento para tal.

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