Parque das Nações prepara “revolução” na limpeza do espaço público, diz junta

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Sofia Cristino

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Parque das Nações

4 Janeiro, 2019

Após vários anos de críticas à falta de manutenção dos espaços verdes e à degradação do espaço público do Parque das Nações, a junta de freguesia anuncia mudanças. Até ao final deste mês, deverá receber dez veículos de recolha de resíduos e de limpeza. Outros dois chegarão até Abril. Aquela parte da cidade terá um barco a limpar as águas da Doca dos Olivais e dois braços de água junto ao Oceanário, bem como uma máquina de remoção de graffiti. Haverá ainda lavadouras de pavimentos, equipamentos de aspiração eléctricos e varredoras mecânicas. A Luságua é a nova empresa responsável pela limpeza da freguesia mais jovem de Lisboa, nos próximos quatro anos. De entre a dúzia de novas máquinas de limpeza, uma delas destaca-se: uma lavadoura de passeios. “Até ao momento, só tínhamos uma lavadoura de ruas. O novo equipamento tem características específicas para limpar a calçada e remover a areia proveniente do rio Tejo”, avança o presidente da Junta de Freguesia do Parque das Nações, Mário Patrício.

A falta de manutenção dos espaços verdes tem sido uma queixa recorrente das associações de moradores do Parque das Nações. Quem foi viver para a freguesia, depois do fim da exposição internacional, garante que a dissolução, em 2014, da Parque Expo – empresa criada em 1993 para organizar a Expo 98 e explorar a zona durante os anos seguintes – conduziu ao aumento da deterioração do espaço público. A Associação de Moradores A Cidade Imaginada – Parque das Nações (ACIPN) critica, há vários anos, a sujidade e, em Novembro passado, alertava mesmo para crescentes sinais de vandalismo no bairro.


 

“O Parque das Nações recebe eventos todos os dias. Se há mais gente a circular, deveria haver mais pessoas a limpar, mas também mais policiamento. Se a segurança não for garantida, vai haver uma maior degradação do espaço público. E há mobiliário urbano a ser vandalizado por falta de policiamento”, disse Célia Simões, presidente da ACIPN, em declarações a O Corvo. O presidente da Associação de Moradores e Empresários do Parque das Nações, Figueiredo Costa, também notou a falta de limpeza. E reconheceu que o orçamento da Câmara de Lisboa, responsável pela recolha do lixo, é exíguo para responder às necessidades de manutenção da freguesia.

Nessa altura, o presidente da junta de Freguesia do Parque das Nações anunciou o lançamento de um concurso internacional para uma empresa de higiene urbana, de que agora se conhece o resultado, e prometeu melhorias na matéria da higiene urbana neste mês de Janeiro. Ouvido novamente por O Corvo, Mário Patrício desvaloriza as críticas dos moradores e, apesar de reconhecer “a necessidade imperiosa de limpeza” na freguesia à qual preside, diz que esta não estará assim tão suja. “Não sei se existe um problema no espaço público, como tem sido divulgado pelas associações de moradores. A freguesia não está ao nível que pretendemos, mas daí a estar ao nível que muita gente se queixa vai uma longa distância. Em 2000, havia 1500 residentes, no Parque das Nações, e agora há 25 mil. É natural que façam lixo a uma escala completamente diferente”, observa.

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A freguesia não está assim tão suja, considera o presidente da junta

O autarca socialista espera que o novo contrato com a Luságua suprima “as lacunas identificadas na deterioração da via pública” e diz estar optimista quanto à nova gestão da limpeza. “Esperemos que os equipamentos tenham mais capacidade e sejam mais expeditos, acredito que, como são novos, deverão funcionar melhor. Fomos mais exigentes no lançamento deste concurso internacional, para contratar uma empresa de limpeza, e temos uma grande expectativa”, afirma. Mário Patrício promete ainda fazer um esforço para acelerar o processo de deservagem da freguesia. “É um problema que nos preocupa e queremos encontrar, juntamente com a nova empresa de limpeza, uma solução”, garante.

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COMENTÁRIOS

Comentários
  • Paulo França
    Responder

    A frente rio necessita de obras urgentes devido à degradação do piso com o crescimento das raízes das árvores. A irregularidade do mesmo oferece perigo e risco de acidentes aos transeuntes que correm, caminham ou passeiam a pé ou de bicicleta. Esta situação agrava se com a falta luminosidade noturna, convertendo o piso numa sucessão de armadilhas para quem o pisa.

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