Os skaters de Lisboa

PORTFÓLIO


Paula Ferreira

Fotografia

VIDA NA CIDADE

Santa Maria Maior

26 Janeiro, 2016

A Praça da Figueira e o Parque Tejo, junto à Ponte Vasco da Gama, são dois dos mais reconhecidos lugares de reunião da crescente comunidade de praticantes de skate na capital portuguesa. Há outros locais, claro, mas estes serão os mais visíveis, pelo menos para quem se limita a observar de fora, como fez para O Corvo a fotógrafa Paula Ferreira. Na verdade, e dando expressão à contingência demográfica resultante de esta ser uma actividade praticada sobretudo pelos jovens, os pontos onde se concentram mais skaters até são mais numerosos e importantes na periferia de Lisboa. Mas, tal como noutras coisas, quando se querem encontrar, muitos deles descem à cidade. Algumas vezes, serpenteando entre o trânsito automóvel, como acontece na Avenida Almirante Reis.

Se o espaço do Parque Tejo foi o primeiro a ser concebido de raiz na capital – depois do skate park de Pedrouços (1996) – para que os praticantes da modalidade pudessem dele usufruir em pleno, já na Praça da Figueira a presença dos skaters nem sempre foi bem aceite pelas autoridades. Apesar de o embasamento poente da estátua equestre de Dom João I ser, há muito, local de prática e encontro da comunidade, ainda há poucos anos a Polícia Municipal a importunava, com justificações legalistas. Esses dias já lá vão e é agora pacífica a presença desta espécie de surfistas das superfícies urbanas. Por moda, por convicção espiritual, por mero comportamento grupal ou sem pensar muito sobre isso, eles continuam a tornar mais estimulante o cenário que é Lisboa.

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