Texto: António Ramos

 

Este sábado há festa para convidados, com os discursos da praxe e alguns momentos de música. Mas é no domingo, ao meio-dia, que abrem oficialmente as portas do Time Out Mercado da Ribeira. Começa assim um novo capítulo da vida deste edifício emblemático, cuja reestruturação contagiou até a Praça Dom Luís I, também ela animada de cores mais brilhantes, com um quiosque que sobressai no meio das árvores e dos caminhos recém-pintados do jardim.

Quando os visitantes começarem a cruzar as entradas do piso térreo do Mercado da Ribeira, vão encontrar reunidos, em cerca de 3 000 metros quadrados, mais de trinta espaços de restauração e marcas portuguesas, com bancas próprias de chefes como Alexandre Silva, Miguel Castro e Silva, Henrique Sá Pessoa, Marlene Vieira e Vítor Claro. Ao todo, há 750 lugares sentados, 500 dos quais em área coberta e 250 distribuídos por esplanadas viradas para zona verde ao lado do edifício.

Este é o final da primeira fase de obras previstas na proposta com que a revista Time Out ganhou o concurso público lançado, em 2010, pela Câmara Municipal de Lisboa, com vista à revitalização do mercado. O projecto representa um investimento de 5 milhões de euros e permite a criação de mais de 300 postos de trabalho directos. Objectivo: “transformar todo o Mercado da Ribeira num ponto de paragem obrigatório, tanto para os lisboetas, como para os milhares de turistas que visitam a cidade”, diz a revista.

No comunicado em que anunciava a abertura da nova praça de restauração, a Time Out realçou que o projecto global funde a actividade tradicional do Mercado da Ribeira, mantendo o seu carácter genuíno, com propostas “radicalmente diferentes de gastronomia, cultura, lazer e comércio”. Para isso, o mercado vai funcionar das 10h00 até à meia-noite, de segunda a quarta-feira, encerrando às duas horas da madrugada de quinta a sábado.

A articulação entre as duas áreas do mercado acontecerá de forma natural, disse fonte da revista ao Corvo. “O mercado tradicional vai continuar a funcionar como sempre, no mesmo espaço e nos mesmos moldes. O espaço gerido pela Time Out fica situado noutra ala (oeste). Sempre que existir uma possibilidade de integrar o mercado tradicional nas actividades promovidas pela Time Out, vamos fazê-lo”.

Segundo a mesma fonte, “a riqueza deste projecto está exactamente neste cruzamento de conceitos tão distintos ”. Prometidos estão, na próxima fase das obras, ainda sem prazo anunciado, a abertura no 1º piso “de um restaurante, um bar, uma loja, um espaço de turismo e uma sala multiusos onde todas as secções da revista serão amplamente refletidas”.

Apenas parte do andar térreo e o 1º piso do Mercado serão geridos pela revista, sendo a área restante da responsabilidade da Câmara Municipal de Lisboa, segundo os termos do acordo entre as duas partes, que prevê um período de exploração pela Time Out de vinte anos.

João Cepêda, director da revista, salientou em comunicado à imprensa, que a nova vida do mercado agora anunciada é a fase inicial de “implementação de um projeto editorial a três dimensões, nunca antes feito no mundo. Numa altura em que a aposta dos meios é totalmente virada para as novas tecnologias, a Time Out Lisboa decide criar o desafio de se transformar num espaço e deixar de ser só uma marca de culto em papel. Este projeto é único também para o Grupo Time Out Internacional, que apoiou fortemente esta ideia”, afirma o responsável.

  • Rodrigo Saraiva
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    RT @ocorvo_noticias: Os novos gostos do Mercado da Ribeira – http://t.co/FYR0flciuL

  • Maria de Morais
    Responder

    sim é dia de convidados, mas que falta de consideraçao apra com os comerciantes do mercado da Ribeira

  • Maria de Morais
    Responder

    que durante meses trabalharam em condiçoes nao recomendaveis pela ASAE sofreram com o po visivel a olho nu, o ruido das maquinas constantemente e que segundo dizem eles nem um convite receberam de agradecimento da parte daquele que vem buscar votos para ser eleito presidente da camara… hmmm que gesto tao feio

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