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Arranca hoje, no Parque Eduardo VII, a edição 85 da Feira do Livro de Lisboa. Este ano, O Corvo fará o diário da feira, com entrevistas, reportagens, crónicas, sugestões de leitura e agenda.

 

Texto: Rui Lagartinho          Fotografias: Paula Ferreira       Ilustração: Sofia Morais

 

Mesmo quando as equipas se especializam, há muitos editores que não prescindem de espreitar os preparativos daquela que vai ser, até dia 14 de Junho, a maior montra e loja do trabalho de todo o ano: “A Feira é a grande oportunidade de disponibilizarmos parte importante do nosso catálogo que não conseguimos colocar nas livrarias. Tudo o que temos se encontra aqui. É pena que alguns editores tenham desistido de disponibilizar na feira o catálogo completo”. Diz Francisco Vale, da Relógio D’Água. A aposta desta editora é a entrada no seu catálogo da obra de José Cardoso Pires.

 

Mais abaixo, cruzar-nos-emos com Manuel Valente, da Porto Editora, e Vasco David, da Assírio & Alvim, numa informal inspecção da exposição dos livros nas estantes por onde o público circulará. Pedimos a cada um deles uma aposta num livro. Vasco David escolhe “Na margem”, de Rafael Chirbes. Manuel Valente escolhe “Tudo o que conta”, de James Salter.

 

De acordo com a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), a 85ª Feira do Livro de Lisboa será a maior de sempre, quer em número de participantes, 123, quer em número de pavilhões, 271.

 

FEIRA DO LIVRO 2015 027

 

 

Junto à entrada, para quem vem do Marquês de Pombal, está estacionada uma frota de carros de comida ambulante. Fazem tandem com o palco “Show Cooking”, uma das novidades na animação deste ano. Longe vão os anos em que a gordura das farturas ou o açúcar do algodão doce tinham o exclusivo de inundar os dedos de quem folheia e petisca em looping, parque acima, parque abaixo.

 

E nem a vetusta Fundação Gulbenkian escapa à tendência, com um quiosque de venda de sandes de leitão, instalado a cinco metros do pavilhão onde se vendem as suas publicações.

 

Misturas à parte, os livros continuam a ser o prato principal da feira e a razão que leva meio milhão de pessoas a passar anualmente pela Feira do Livro. Um calendário de ano ímpar, como o deste, significa que não haverá concorrência nem do Europeu, nem do Mundial de Futebol.

 

E o tempo, pelo menos até ao fim de semana, também vai ajudar, coincidindo com os dias de mudança de mês em que os portugueses costumam ter mais dinheiro nas carteiras. A APEL, a Câmara Municipal de Lisboa e cada editora prepararam um programa com centenas de actividades.

 

Informações em:

www.feiradolivrodelisboa.pt

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