Até dia 26 de Março, Lisboa assinala a primeira Semana da Reabilitação Urbana. A ideia é ajudar a criar uma dinâmica económica, política e social que resolva um problema de décadas. De tal forma perene que, sem dúvida, é já parte da paisagem da cidade. Os edifícios degradados são mesmo vistos por muitos estrangeiros como uma espécie de ingrediente de um certo charme decadente. Nem todos pensam assim, é óbvio. Muito menos os lisboetas. Há, por isso, muita obra pela frente. E os andaimes serão já, e por muito tempo, um ícone da capital.

 

Fotografias: João Paulo Dias

 

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  • Jun Itabashi
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    Missão Impossível .

  • António Rosa de Carvalho
    Responder

    Manuel Salgado, perante uma ausência de uma política e estratégia integrada de Urbanismo Comercial e de Planeamento Estratégico capaz de equilibrar os usos e funções do Centro Histórico, continua a afirmar que não pode substituir / intervir e regular “o mercado”.
    Também reconhece que toda a função residencial começa ser ocupada exclusivamente por habitação de curto prazo.
    Tal como eu já afirmei várias vezes em diversas circunstâncias:
    “Tudo dirigido ao novo “Bezerro de Ouro” que se chama Turismo, fenómeno importante com indiscutível potencial de reconhecimento e prestígio, com vasta dimensão económica, mas que sem gestão equilibrada, transforma as cidades em produto efémero e temporário.”

    Mas não é precisamente a Função do Vereador do Urbanismo de planear e garantir este mesmo equílibrio e evitar o desastre que se adivinha com saturação “do mercado”( excesso de oferta / ocupação monofuncional ) e Omnipresença de Gentrificação Especulativa e Hotelaria, tornando o centro da cidade, numa área proíbitiva e económicamente inacessível para os seus próprios habitantes e tranformando-a exclusivamente num “palco” e “decor” da Globalização com as conhecidas consequências para a sua Identidade e Vivência no quotidiano ?
    António Sérgio Rosa de Carvalho

  • António Rosa de Carvalho
    Responder

    “Não podemos manter tudo em formol”, afirma Manuel Salgado
    O vereador de Lisboa diz, em entrevista ao PÚBLICO, que nos casos em que não é possível preservar as fachadas dos edifícios “se calhar é melhor fazer uma coisa diferente, e não macaquear o que lá estava”
    Inês Boaventura / 22-3-2014 / PÚBLICO
    Há ou não hotéis a mais na Baixa?

    .

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