Metáforas sobre o rejuvenescimento pelas cinzas são fáceis. E habituais.  Mas, por vezes, não há como evitá-las. O Chiado é disso um bom exemplo. Sobretudo no dia em que se assinala um quarto de século sobre o incêndio que dizimou aquela zona da cidade. É um facto que, apesar de não ter as características e, sobretudo, as lojas que o tornaram famoso a partir do final do século XIX, o Chiado readquiriu a importância simbólica e o brilho doutras eras. A última década tem disso sido prova. Para descobrir as novas tendências, tomar o pulso às modas e ver e ser visto, não há melhor que ali. O coração da cidade, que palpita mais forte junto aos Armazéns do Chiado, é como uma passadeira, local onde a vaidade e a exuberância são por quase todos vistas com bonomia. O Chiado vive. Viva o Chiado.

 

Fotografias: Carla Rosado

 

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  • António Rosa de Carvalho
    Responder

    Lisboa assinala hoje os 25 anos do incêndio que destruiu o Chiado.
    Sim, comemoram-se 25 anos, mas poderemos relembrar esta data sem reflectir sobre aquilo que está a acontecer no presente, no que respeita a destruição sistemática de todo um Património Pombalino, em nome de uma assim chamada, “Reabilitação Urbana”?
    Recordando o processo de Betonização do Chiado, na (re) publicação deste “post”
    António Sérgio Rosa de Carvalho
    Abertura de 2013 celebra a Betonização do Chiado, a destruição sistemática dos seus Interiores e de todas as suas características verdadeiramente Pombalinas … por António Sérgio Rosa de Carvalho. 01/01/2013http://ovoodocorvo.blogspot.nl/2013/08/abertura-de-2013-celebra-betonizacao-do.html

  • Pedro Jorge
    Responder

    Para quando um artigo sobre a ( não ) limpeza da cidade?

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