Quando Isabel II, rainha de Inglaterra, visitou Portugal pela primeira vez, em Fevereiro de 1957, o agora comandante Eduardo dos Santos tinha dois anos. Acompanhava o pai a bordo de um barco que se juntara a muitos outros no Tejo, frente ao Terreiro do Paço, numa extremamente encenada recepção de boas vindas para a monarca que chegara no iate Britannia. A dado momento, Eduardo decide empurrar um manípulo que fez a embarcação dar um solavanco e disparar a marcha. O progenitor, de imediato, pôs cobro ao que mais não foi que um susto. Eduardo levou uma bofetada. Mas nunca perdeu o ímpeto da navegação.

Com quarenta anos de carreira, Eduardo dos Santos é hoje um comandante experiente, sobretudo pelas quase três décadas de trabalho no estuário do rio Tejo. E é com gosto que agora acompanha as crianças que quiserem experimentar por breves momentos a sensação de ter o controlo do leme de um navio. Fá-lo no âmbito das visitas organizadas pelo Programa Ciência Viva no Verão, que leva miúdos e adultos a conhecer de forma gratuita as mais diversas infraestruturas. Neste caso, observar a partir do pequeno rebocador Montebelo Svitzer (capacidade 12 toneladas) o maior Funchal Svitzer (58 toneladas) ajudar o cargueiro MSC Oriane, com bandeira do Panamá, nas manobras de atracagem ao Porto de Lisboa.

 

Partindo do Cais da Rocha do Conde de Óbidos, a velha embarcação – a operar desde 1967, mas “muito maneirinha”, segundo palavras dos homens da Svitzer – levou meia-dúzia de miúdos e os seus pais para uma bela jornada fluvial, na tarde sexta-feira. Ali, para além de desfrutar de uma magnífica tarde estival abençoada pela brisa, puderam ver de um lugar privilegiado como se processa uma manobra deste género e, enfim, perceber a relevância da operação portuária para Lisboa. “Esta é uma actividade muito importante para a cidade. Sem o porto, Lisboa seria muito diferente”, salientou o comandante Eduardo dos Santos.

 

 

Texto e fotografias: Samuel Alemão

 

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