É um dos bairros de referência da capital. Projetado em 1921, começou a ser construído em 1930, no sítio da Charca. Designação que manteve até 1967, ano da visita do Papa Paulo VI a Fátima, altura em que muda o nome para Bairro das Colónias.

 

Com uma arquitetura que alguns classificam como modernista, apresenta semelhanças com o Bairro Azul, ambos construídos para receber na altura a classe média. O bairro faz parte do Inventário Municipal do Património (IMP), esperando que seja distinguido com a classificação de Conjunto Urbano de Interesse Municipal, já atribuído ao Bairro Azul.

 

Os arruamentos do bairro têm todos nomes das ex-colónias portuguesas, como Angola, Cabo Verde, Moçambique, Timor ou São Tomé. Mas algo está errado nos dias de hoje na sua indicação: a sinalética de trânsito rodoviário e de peões para a zona indica, desde logo na Avenida Almirante Reis e noutras, “Bairro das Colónias”, mantendo o que, no presente, se pode tornar num certo melindre. A tradição na sua identificação ignora que, por decisão camarária de 1975, o bairro voltou a mudar de nome, passando a chamar-se “Bairro das Novas Nações”.

 

Na realidade, num breve inquérito junto dos residentes, a nova designação é conhecida, mas a tradição neste caso tem muito força. O nome Bairro das Colónias assume, assim, a supremacia sobre a designação “Novas Nações”, para o qual contribui a sinalização nesta zona de Lisboa.

 

Segundo a Junta de Freguesia dos Anjos (JFA), onde está integrado o Bairro das Novas Nações, o terramoto de 1755 foi devastador nesta região, tendo começado, no final do século XIX, a serem projetados três dos bairros hoje conhecidos como de Inglaterra, das Colónias e Andrade.

 

O bairro de Inglaterra integra as colinas da Penha de França e, de acordo com a JFA, teve anteriormente o nome de Brás Simões, um comerciante e proprietário dos terrenos na zona.

 

O bairro Andrade localiza-se nas traseiras da Igreja dos Anjos. O seu nome tem origem no proprietário dos terrenos, Manuel Gonçalves Pereira de Andrade, que foi igualmente o responsável por dar às ruas os nomes das mulheres da sua família.

 

Texto e fotografia: Mário de Carvalho

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