A partir de Novembro, na zona entre o Marquês de Pombal e o Terreiro do Paço, só será permitida a circulação de veículos com um máximo de 14 anos, fabricados a partir de Janeiro de 2000, que cumpram a norma europeia de emissão de partículas Euro III.

O anúncio foi feito esta quinta-feira pelo director municipal de Mobilidade e Tráfego da Câmara Municipal de Lisboa, Tiago Farias, durante a apresentação dos resultados do trabalho realizado pela autarquia, em colaboração com o Departamento de Engenharia do Ambiente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova, desde que em 2009 foi criada em Lisboa a Zona de Emissões Reduzidas (ZER).

Numa coroa à volta da área entre o Terreiro do Paço e o Marquês, a restrição a impor a partir de Novembro é de só poderem circular veículos com um máximo de 18 anos, fabricados a partir de Janeiro de 1996, cumprindo a norma Euro II.

Mas, antes de se avançar para estas medidas na Zona de Emissões Reduzidas, a câmara e o departamento de Engenharia do Ambiente da FCT irão promover as Campanhas ZER, acções de fiscalização e de sensibilização dos automóveis em circulação na cidade, até para tentarem perceber melhor qual o número de carros que ainda andam nas ruas sem cumprir as normas relativas à emissão de partículas.

Na Zona de Emissões Reduzidas (ZER) há porém excepções e casos em que não estão ainda a ser aplicadas as restrições. É o caso dos táxis que circulam na cidade, que são 3450, e é também o caso dos residentes na ZER, a quem ainda não estão a ser aplicadas estas medidas

De acordo com os resultados do estudo ontem apresentado, a qualidade do ar em Lisboa está a melhorar e, no caso da emissão de partículas, começou em 2012 e 2013 a cumprir os valores-limite impostos pelas normas europeias, segundo afirmou Francisco Ferreira, da Faculdade de Ciências e Tecnologia.

Entre 2011 e 2013, a melhoria é significativa e mais vincada no caso da emissão de partículas. A situação já não é tão simpática no caso do NO2 (dióxido de azoto), em que ainda estamos longe de cumprir os limites”, salientou.

Avançar para um sistema de leitura de matrículas, para identificar rapidamente os veículos em incumprimento, é uma possibilidade em estudo na câmara. Mas segundo Tiago Farias, o investimento em novas tecnologias só se concretizará quando se tiver uma noção de qual o universo a que se dirige, ou seja, qual o número de automóveis que circulam na cidade e que não cumprem as normas europeias da qualidade do ar.

 

Texto: Fernanda Ribeiro

  • Nuno Rebelo
    Responder

    RT @ocorvo_noticias: Novas restrições à circulação automóvel a partir de Novembro – http://t.co/SbAhzKgtTB

  • David Rodrigues Mendonça
    Responder

    Caetana Pires Da Silva o Galloper já não pode lool

  • José
    Responder

    Palhaçada, Estupidez.
    É A VINGAÇA, da palhaçada que houve, O ANO PASSADO com o transito, na avenida, QUE ERA TAMBEM para reduzir a poluição

  • António Rosa de Carvalho
    Responder

    Entretanto, no JN, o Presidente da ACP reage … Realmente, esta Carlos Barbosa é “do cacete” … Mais uma “intervenção” de Carlos Barbosa, “ o Pedregulho”, na qualidade de Presidente da ACP … que gere esta Associação com uma subtileza que nos transmite a imagem de que se trata de um Grupo de “cromagnons” que gerem “Menhires”.
    “Na opinião de Carlos Barbosa, os maiores poluidores na cidade de Lisboa são os transportes públicos.”
    “O presidente do ACP considerou, ironizando, que, se a intenção autarca de Lisboa é proteger o ambiente, pode começar por cortar as árvores na Avenida da Liberdade.”
    ACP diz que “é pura demagogia” limitar carros no centro de Lisboa / JN online

  • José
    Responder

    Os taxis são os que mais poluiem, ou quem vive em Lisboa, não se apliquem.
    Eu, que não vivo em Lisboa, vou lá só passear, não andar com o meu carro de 1999. RIDICULO.

  • Joao
    Responder

    Sera que as restrições também se aplicam aos tuk tuks ou esses fora da lei vão continuar a poluir e a estacionar ilegalmente em todo o lado enquanto angariam clientes na via publica, uma coisa que lhes esta vedada, alias!?!

  • Joao Moura Neves
    Responder

    Nota; o título não se refere propriamente a este trecho do video___Contudo em termos de comunidade cientìfica são feitas declarações importantes___Há muito que se sabe disto, mas não há meio de sair cá para fora___http://youtu.be/TD1RCyxf6T4?list=UU33GlTXP-QyP9BLKICTy2YA

  • Joao Moura Neves
    Responder

    Para não nos ficarmos por aquelas situações que possam ser consideradas mais ou menos teorias______http://hypescience.com/carro-movido-agua-salgada-e-aprovado-na-europa/

  • Joao Moura Neves
    Responder

    E quanto aos transportes públicos___como muita gente sabe, no Canadá a esmagadora maioria dos autocarros são movidos a pilha de hidrógeneo___fica o comentário final___vão-se catar!!!

  • c.dias
    Responder

    ridiculo… centro da cidade , nem que seja de passagem so para quem pode trocar de carro constatemente. se tenho que ir ao s.jose. tenho que ir de taxi ou ambulancia?

  • Artur C. Margalho
    Responder

    Nunca mais há eleições para haver uma limpeza a sério na Câmara.

  • Zé Miguel
    Responder

    Então e os táxis? O problema são os táxis. Já quando foi do cinto de segurança os taxistas juntaram-se e imagine-se não precisam de usar o cinto de segurança dentro de Lisboa, eu acho extraordinário, como se não morressem também, enfim. Agora vão-lhes dizer que não podem circular em Lisboa? Só se for pelo negócio da venda de automóveis do Estado aos particulares e às empresas de táxis.

  • Jasmim Alberto Gerivaz
    Responder

    Em que se baseiam estes senhores? Idade do carro? E os carros com mais que essa idade que também são movidos a gás? E os Tucs a gasóleo que ainda nem um ano têm? Essa situação devia ser resolvida na inspecção e aí sim quem não obedecesse teria que usar um autocolante vermelho ou vice-versa.Isto parece-me que existem interesses de revendedores de automóveis a nível nacional, já que os fabricantes são estrangeiros.Deve ser mais uma duma qualquer troika.

  • Jasmim Alberto Gerivaz
    Responder

    Quem diz que todos os veículos anteriores a 2000 são mais poluentes que os posteriores? Aonde foram verificar isso? Não metam a foice em seara alheia. Isto é como mandar um sapateiro tocar rabecão.Existem técnicos para responderem a isso verificarem e medirem. Seria então muito bom que quem fosse nascido antes de 2000 não pudesse entrar na cidade devido à poluição que fazem. Teriam que ir buscar um atestado de médico a comprovar que não fazem poluição, para contrariar o mentecapto que inventou a lei.

  • carmo
    Responder

    Como pode a Camara travar a ida a Lisboa dos deficientes que não teem pernas e que mandaram adaptar as alterações ao seu veiculo que ficou caro, o meu carro é de 1992 é um vento com poucos kilometros, tem catalizador e mesmo assim não pode entrar na zona 1 e agora na zona 2? Será que o Sr António Costa só quer que os que não são doentes é que podem entrar em Lisboa e os doentes tal como no passado havia alguém que quem era deficiente estava a mais??? Porque será que a Camara não teve consideração por quem não tem pernas pois só de carro alterado é que pode se deslocar aos hospitais e exames médicos. Se isto é democracia então a democracia do sr antonio costa é lamentável???

  • Vitor Dias
    Responder

    Tenho 70 anos e sou deficiente motor.Tenho um carro adaptado de 1992.Nasci em Lisboa mas ,não sou residente.Desloco-me várias vezes a Lisboa para: visitar a minha única filha ,para fazer exames médicos e ir a condultas na Associação dos Diabéticos e Hospitais.Agora vejo-me privado de o fazer.Cortam-me a pouca liberdade que tenho.Li num jornal que hà isenções para os T.Públicos,táxis e residentes.Essa isenção não poderà ser alargada aos dificientes?Não devemos ser assim tantos.

  • Mário Renato
    Responder

    Qualquer máquina desde que existam peças de substituição é eterna.
    Um automóvel é uma máquina,que em boas condições técnicas,não
    polui consideravelmente.A tecnologia de admissão e ignição de combustível nos motores,está a muito tempo estudada e desenvolvida,
    muito antes de 1996.Temos pois,as ignições electrónicas de 1ª de 2ª e 3ª gerações e injecções electrónicas,que foram desenvolvidas para melhorar a relação peso potência nos veículos e logicamente a queima dos gases emitidos;muito antes de 1996.É claro que nem todos os veículos são da mesma gama e nem todos acompanharam o desenvolvimento tecnológico ao mesmo tempo,mas de uma forma geral seguiram as normativas dos cientistas ao serviço dos fabricantes.
    Com tudo isto,queria salientar que o importante seria ter uma política
    de obrigatoriedade,em relação a inspecção rigorosa das condições técnicas dos veículos,que circulam nas áreas restritas de Lisboa e não
    a idade dos veículos.

    Mário Renato

  • jose santos jorge
    Responder

    Ridículo. Essa corja de pipis que arrota este tipo de leis anda bem montado e esta literalmente nas tintas para o cidadao comum que trabalha para subsistir o dia a dia para poder comprar um carrito e mante-lo por uns anos!!! E ainda tem a lata de manter a vergonha de parque auto q existe nos transportes publicos! Taxis, autocarros, comboios! So trampa a circular sem manutenção, sem cuidados e com inspeccoes duvidosas! Pata que os pôs a todos! O presidente do ACP e q tem razao… Mas esta enxovia de pais esta entregue a estes badalhocos q por vezes ate vao de cana por crimes financeiros. Sabem que mais? Nos e estamos todos f***dos com isto!

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