A novíssima freguesia do Parque das Nações já tem sede. É alugada e, por enquanto, está deserta. Falta ainda equipá-la e dotá-la de um quadro de pessoal. O espaço é o de uma loja com 150 metros quadrados, anteriormente ocupada por uma agência bancária que fechou. Fica na Alameda dos Oceanos, na zona Norte e o presidente da junta de freguesia, José Moreno, que a mostrou ao Corvo, tem esperança de conseguir abri-la para atendimento aos fregueses no início de Fevereiro.

 

“Assim que forem transferidas as novas competências para a junta do Parque das Nações, algo que o presidente da câmara, António Costa, continua a esperar que aconteça a 1 de Fevereiro, podemos instalar-nos. Até lá, será preciso fazer aqui uma limpeza e uns pequenos arranjos a este espaço”, diz José Moreno ao Corvo.

 

Esta freguesia, que é um caso único no panorama da nova divisão administrativa, é tão nova, tão nova que tem para já um número ainda indeterminado de fregueses. “Serão entre 30 a 35 mil fregueses”, estima o presidente da junta, que não dispõe, por enquanto, de dados concretos sobre o número de eleitores. Mas não será já na junta de freguesia que os moradores do Parque das Nações se irão recensear.

 

“O recenseamento deixou de se fazer nas juntas de freguesia, agora é através do Cartão de Cidadão”, explicou José Moreno, salientando que os números revelados no último Censos também não servem como base fiável. “O Censos 2011 foi feito ainda com base na divisão por três freguesias”, quando ainda não estavam consolidadas as delimitações territoriais da freguesia do Parque das Nações. Mas o presidente da nova junta não se manifesta muito preocupado com essa questão, até porque tem pela frente maiores desafios a resolver para fazer funcionar a jovem autarquia local e tratar das preocupações dos munícipes.

 

Uma delas é a falta de um verdadeiro parque escolar – em todo o território existe apenas uma escola em funcionamento pleno, a Vasco da Gama. Foi lá que se realizou dia 8 de Janeiro uma reunião descentralizada da câmara, destinada aos munícipes do Parque das Nações e também da freguesia dos Olivais.

 

Nesse encontro, um dos principais problemas referidos foi o da falta de escolas. Na zona sul, começou a primeira fase das obras de uma Escola Básica, mas, como sublinha José Moreno, ela “ainda não está acabada e na zona Norte está prevista a construção de uma outra escola”, mas, para já, o arranque das obras não tem ainda data marcada.

 

O mesmo sucede com o previsto Centro de Saúde, cujo terreno se situa mesmo em frente à nova sede da junta. Mas ninguém sabe quando será construído. José Moreno espera conseguir colocar, em breve, em funcionamento um posto de enfermagem no Bairro das Laranjeiras, onde vão estar os serviços sociais da freguesia.

 

A mobilidade é outro problema da zona, e o que mais preocupa o presidente da junta e os munícipes são os atropelamentos frequentes. “Num dos casos mais recentes, o carro até capotou ali”, diz, apontando para um local a escassos metros da futura sede da junta.

 

Com um vasto território situado entre dois rios, a freguesia do Parque das Nações é delimitada a nascente pelo Tejo e a norte pelo Trancão; a sul pela Avenida Marechal Gomes da Costa e a poente pela linha do caminho-de-ferro e pela Avenida Infante Dom Henrique, Praça de José Queirós, Avenida da Boa Esperança, Rua 1.º de Maio.

 

 

Texto e fotografia: Fernanda Ribeiro

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