As previsões meteorológicas são animadoras. E podem bem servir como dose extra de motivação para a população de Lisboa sair à rua, neste sábado (18 de março), e assim ficar a conhecer o aspecto final da intervenção de requalificação do espaço público na zona do Cais do Sodré e do Corpo Santo – incluindo o Jardim Roque Gameiro, frente à estação de comboios. Algo que, na verdade, já há semanas, estava à vista de todos, como o Corvo havia feito notar. Existiam ainda alguns trabalhos em curso, que estão agora terminados, colocando-se assim um ponto final na intervenção iniciada em Dezembro de 2015. O momento representa também o epílogo nas intervenções numa área da cidade marcada, há mais de duas décadas, pela desarrumação do espaço público e por obras diversas.

 

Além de valorizarem as zonas intervencionadas, as obras agora inauguradas permitem “melhorar a mobilidade pedonal, com a ampliação dos passeios, a construção de novas zonas de estar e de encontro multigeracional, bem como a introdução de novas zonas de estadia e lazer”, sublinha a Câmara Municipal de Lisboa (CML) em comunicado. São evidentes, por isso, as razões para celebrar. E a CML, à imagem do que fez em Janeiro passado para assinalar o fim da intervenção de reabilitação do Eixo Central, entre o Marquês de Pombal e Entrecampos, preparou agora uma festa de inauguração da zona do Cais do Sodré, que decorrerá durante a tarde e o princípio de noite deste sábado – durante o qual se prevêem condições atmosféricas e temperaturas primaveris.

 

Sob o mote “A Rua é Sua – Venha descobrir o novo Cais do Sodré”, entre as 14h e as 20h30, haverá lugar para um programa com a  promessa de se encherem as ruas de cor e animação, com recurso a DJ´s, música ao vivo, bancas de street food e artesanato. A partir das 17 horas, realizar-se-ão dois concertos com entrada livre: primeiro, B Fachada interpreta temas de Zeca Afonso e, a finalizar, actuam os Dead Combo.  “Venha descobrir um jardim com vista para o Tejo, agora com mais espaço para as pessoas. Lisboa redescobre o Rio que a viu nascer. Finalmente, o Tejo volta a ser nosso”, apela a câmara municipal.

 

Texto: Samuel Alemão

 

  • Pedro antunes
    Responder

    Já era tempo!

  • Gomes Gomes
    Responder

    onde estão as passadeira?

  • Luiz de Sá Pereira, arq.º
    Responder

    Sim, tudo ficou engomadinho. Fez-se o reset da patina.

    Só não entendo nem aceito duas coisas:
    1ª O desaparecimento da calçada histórica e original de basalto no Largo do Corpo Santo. O seu bom estado recomendava a preservação desse testemunho histórico.
    2ª A supressão de metade do Cais do Sodré, a metade ribeirinha, ao trânsito dos automóveis comuns.
    E então que dizer da consequente proibição do acesso à via alternativa à saturadíssima Avenida 24 de Julho entre a linha do comboio e o Rio Tejo. Farto-me de ver agora o desrespeito pelos sinais que obrigam a tal disparate. É só esperar que os Senhores agentes da Polícia municipal lá não se encontrem! Francamente; acabe-se com tal restrição.

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