O Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia (MAAT) abre esta quarta-feira, feriado de 5 de outubro. O espaço da Fundação EDP, contíguo ao edifício da Central Tejo, foi projectado pela arquitecta britânica Amanda Levete e custou vinte milhões de euros. Apenas estará integralmente acabado em março de 2017, mas os responsáveis pelo espaço querem que os lisboetas o comecem já a conhecer e dele usufruírem. Esperam ali receber, no próximo ano, cerca de 250 mil visitantes. A cidade e a sua zona ribeirinha ganharam um novo ponto de interesse.

 

Texto: Rui Lagartinho             Fotografias: Hugo David

 

Vista do rio, a enorme pala em forma de franja revestida a cerâmica do Museu de Arte Arquitectura e Tecnologia (MAAT) brilha e deixa reflexos na pedra lioz que a sustenta. Materiais tradicionais da arquitectura portuguesa ao serviço de uma estética High-Tech, assumida na escolha de um edifício que todos os responsáveis do espaço definem como orgânico.

 

Algo que se traduz em linhas curvas no interior e exterior, num diálogo que se quer construir tanto com o rio como com a cidade, que o empurra por detrás. A intersecção destas duas paisagens percebe-se no gigantesco miradouro do edifício. Construído em socalcos, advinha- se vir a ser um lugar popular para os visitantes, embora esteja, por razões de segurança, proibido de ser usado pelos praticantes de skate, os quais, de certeza, não desdenhariam povoar o terraço do MAAT.

 

MAAT; Museu;

 

“Queremos gente, todo o dia, a habitar os 38 mil metros quadrados de área, onde estão incluídos quatro mil de área expositiva”, explica-nos, do alto do MAAT, António Mexia, presidente da EDP. O museu só estará formalmente concluído em Março do próximo ano, com a conclusão de uma ponte que ligará o museu a Belém e um jardim que envolverá todo este espaço.

 

Pedro Gadanho, director do MAAT, assume que “estes primeiros seis meses são de apresentação do próprio edifício aos lisboetas, que irão descobrir na ligação entre arte, tecnologia e arquitectura uma nova forma de olhar e usufruir um museu que renova a noção de espaço público, vivido e partilhado, sem barreiras entre o interior e o exterior”.

 

MAAT; Museu;

 

Já dentro de portas, a sala oval (1000 metros quadrados) programada pelo próprio director já tem instalada a primeira encomenda para o novo edifício. “Pynchon Park”, da francesa Dominique Gonzalez-Foerster, inspira-se no universo literário do escritor americano Thomas Pynchon. O convite é para que entremos num enorme ringue-ginásio, onde nos confrontamos com o nosso próprio universo. Fechados, como num campo de refugiados, com a luz directa do sol ou reflectida pela lua a cair sobre os visitantes, a instalação é para ser usufruída num total de vinte e quatro minutos, um por cada hora do dia.

 

Na visita de inauguração para jornalistas, decorrida nesta segunda-feira (3 de outubro), as bolas que se usam para prática de Pilates foram, a meio do périplo, os objectos mais procurados para descansar. Esta instalação foi inspirada e dá o mote ao tema “Utopia/ Distopia”, que ocupará todo o museu, a partir de Março de 2017, num projecto onde participarão dezenas de artistas.

 

MAAT; Museu;

 

Os responsáveis do MAAT, que inclui o renovado espaço expositivo da Central Tejo, esperam captar mais de 250 mil visitantes no próximo ano.

 

No dia da inauguração, que inclui também uma exposição no âmbito da Trienal de Arquitetura de Lisboa, “Forma da Forma”, e um olhar retrospectivo sobre o trabalho dos designers americanos Charles e Ray Eames, a entrada é gratuita. Depois, o bilhete terá um custo de 5 euros, estando ainda previsto um passe anual para duas pessoas, que custará 20 euros.

 

Mais informação em www.maat.pt

 

MAAT; Museu;

 

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