Os caminhos actuais da cenografia e a sua contaminação com outras formas de arte como a pintura, a arquitectura e o cinema vão estar em discussão numa série de conferências organizadas pelo Scena – Encontros Internacionais de Cenografia de Lisboa -, a decorrer neste sábado, dia 16, na Fundação Calouste Gulbenkian e na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa.

Durante a manhã, haverá uma visita guiada, no Centro de Arte Moderna da Fundação Gulbenkian, à exposição da artista plástica e cenógrafa finlandesa Raija Malka. “Gymnasium”, que reúne alguns dos seus trabalhos mais importantes, foi esta semana inaugurada.

À tarde, no Chiado, na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, o destaque vai para a presença em Lisboa de Franco Ceraolo e de Reinhard Bichsel.

Franco Ceraolo, um dos nomes mais importantes na cenografia italiana, trabalhou em cinema com realizadores como Federico Fellini ou Bernardo Bertolucci. Na ópera, colaborou com Franco Zeffireli em várias produções para teatros, em Roma e em Milão, no Alla Scala. O cenógrafo falará do seu trabalho nos filmes “Kundun”, de Martin Scorsese, e “O nome da Rosa”, de Jean-Jacques Annaud.

O suíço Reinhard Bichsel colabora, há muito, com o norte-americano Bob Wilson, como director técnico e iluminador de muitos dos seus espectáculos. Chamou à sua conferência “Cenografia, Iluminação e Pirotecnia.”

Na edição deste ano do Scena, organizada pelo arquitecto, cenógrafo e professor José Manuel Castanheira, com produção do cenógrafo Paulo Oliveira, participam ainda o cenógrafo e performer mexicano Héctor Bourges e os arquitectos e cenógrafos portugueses Nuno Lacerda Lopes e Sara Franqueira.

A entrada em todas as actividades do Scena é gratuita. Mais informações e programa detalhado em http://scenalisboa.blogspot.pt/.

Texto: Rui Lagartinho

Fotografia: The Old Woman (Robert Wilson)

 

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