Mercado da Praça de Espanha fecha até fim de Setembro e depois será demolido

ACTUALIDADE
Samuel Alemão

Texto

Carla Rosado

Fotografia

URBANISMO

Avenidas Novas

Campolide

São Domingos de Benfica

8 Setembro, 2015


É a confirmação de uma notícia há muito aguardada. O mercado da Praça de Espanha terá de encerrar definitivamente até ao fim do mês de Setembro, para que, pouco depois, a estrutura metálica que há três décadas o acolhe seja demolida e dê espaço para a criação naquele lugar de uma nova centralidade urbana requalificada. Em troca, os 69 comerciantes que ali operam receberão 821 mil euros de indemnização, calculada com base no Regulamento Geral dos Mercados Retalhistas de Lisboa, refere a proposta de ratificação do despacho assinado por Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, a apresentar na primeira reunião do executivo após as férias, nesta quarta-feira (9 de Setembro).

A saída dos comerciantes e a consequente demolição agora em vias de acontecerem acabam, assim, por ser a materialização das ideias defendidas pelo último estudo de requalificação da Praça de Espanha, discutido em reunião de câmara, em Dezembro de 2012, e elaborado pelo Instituto Superior Técnico (IST) a seu pedido. O passo agora dado tornou-se viável após a assinatura, em Julho passado, de um protocolo entre a CML e a Caixa Económica Montepio Geral e a seguradora Lusitânia para a permuta de terrenos. Estas duas entidades entregaram à câmara as parcelas correspondentes à zona onde se encontra o mercado e, em troca, receberam um terreno municipal situado entre a Praça de Espanha, a Avenida de Berna e a Avenida Santos Dumont, no qual deverão construir a sua sede e avaliado em 12 milhões de euros.

A reabilitação do espaço público da Praça de Espanha é considerada vital pela autarquia, que justifica a operação urbanística agora iniciada com a solução já preconizada em 2012 pelo referido estudo do IST: “Criação de uma proposta global de praça pública e/ou parque urbano, espaço público de qualidade de grande escala, integrada na malha urbana da cidade de Lisboa, com expressão relevante para a fixação de atividades de lazer, estruturado por percursos pedonais de continuidade com a malha urbana envolvente, bem servida de transportes coletivos”.

Uma realidade que será possível concretizar após a também recentemente anunciada transferência para a Praça Humberto Delgado, junto ao Jardim Zoológico de Lisboa, em Sete Rios, do terminal de autocarros existente naquela praça. A mudança foi revelada, em Julho passado, pelo vereador do Urbanismo, Manuel Salgado.

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