Os sinais de trânsito é suposto serem claros, unívocos, de entendimento imediato. Por várias razões e porque se trata de sinais para quem está em trânsito, portanto em movimento, condição que aconselha decisões algo rápidas. Mas no Largo Vitorino Damásio, zona aperaltada com a expulsão do mercado de rua, com um parque subterrâneo e com a excessiva alcunha de “design district”, não acontece assim. Quem se deparar com este sinal no lado Sul do largo vai demorar um pouco a perceber a informação. Se calhar, nem vai perceber nada. Veja-se: no passeio desenhado após a remodelação do local foram construídos vários recortes para automóveis, claramente delimitando com empedrado mais escuro o espaço dedicado a cada um. Depois, imediatamente antes dos recortes, espetaram sinais de estacionamento proibido…Sob o sinal foi fixada a tabuleta “no Recorte”. A grafia não parece municipal… Será antes apêndice criativo. Seja o que fôr, em que ficamos? Está lá a reentrância para um estacionamento que não atrapalhe a faixa de rodagem que vai para a Av. D. Carlos, mas na reentrância não se pode estacionar. Pode estacionar-se na via? Para que serve então o recorte? Numa das lojas de objectos caros ali surgidas também não se dá uma interpretação para o caso. Claro que o absurdo dá conta de si, e a sinalética não é respeitada. E com razão, se ela não respeita a inteligência do cidadão. Um claro caso de mau design. Ou de esperteza saloia, que já alastrou à D. Carlos, onde é visível idêntica “assemblage”.

Texto e fotografia: Francisco Neves

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