O artesão brasileiro Bartolomeu Anjos é um caso particular do oitavo Festival Internacional Máscaras Ibérias, que agora termina no Rossio. É o único artista plástico que, ao vivo, cria as suas originais máscaras de carnaval utilizando a técnica do papier mâché, com base em papel embebido em água, cola e gesso. O encerramento do festival, a decorrer neste final de tarde soalheira, conta com música portuguesa pela Orquestra de Foles e o grupo Diabo a Sete (18h00), entre outros.

 

“Este meu trabalho tem 25 anos e as máscaras são utilizadas no nosso carnaval de Maragogipe”, afirma emocionado Bartolomeu Anjos, com o nome artístico o Barbudo. Refere que o entrudo está classificado como Património Imaterial da Bahia, tendo raízes próximas no século XIX, embora existam registos de que os portugueses começaram, no século XVI,  a promover estas festas pelo Brasil.

 

Convidado pela organização do evento, o artista natural de Maragogipe explica com orgulho que a sua cidade fica no Recôncavo Sul, a cerca de 100 quilómetros da capital baiana.  Segundo ele, aqui é onde está o carnaval mais tradicional do Brasil. “Aquilo do Rio é tudo falso, já não tem nada de original. Nós conservamos as fantasias e as máscaras, como era antigamente”.

 

Quem visitou a feira constatou a fraca presença da promoção turística da região de Lisboa e mesmo a zona dedicada às “máscaras ibéricas” foi mínima. Os produtos regionais com enchidos, queijos, vinhos ou licores, assumem destaque, em parceria com uma inteligente promoção de algumas zonas de turismo em Espanha, como Zamora, Cáceres, Salamanca ou Galiza.

 

O festival contou, no sábado, com um desfile entre o Terreiro do Paço e o Rossio, envolvendo 30 grupos e 500 participantes, que obrigou ao corte de trânsito no Rossio e em diversas artérias das imediações.

Texto e fotografia : Mário de Carvalho

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