Mais espaço para peões, árvores e um chafariz vão mudar Largo do Calvário

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Samuel Alemão

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Alcântara

20 Março, 2015




À imagem de outros arruamentos da cidade de Lisboa, é hoje mais um lugar de passagem tomado por um quase incessante fluxo automóvel do que um espaço público com a qualidade e as características de centralidade que deveriam sustentar o nome que tem. O Largo do Calvário, em Alcântara, deverá ver a sua face radicalmente alterada, quando, a partir do próximo ano, começarem as obras inseridas no Programa Uma Praça em Cada Bairro, as quais lhe conferirão características sobretudo pedonais e assentes na forte limitação da circulação viária. Apenas os transportes públicos, entre os quais o eléctrico, poderão atravessar o largo sem restrições.

A proposta final da intervenção, que resultou de um trabalho dos gabinetes da Câmara Municipal de Lisboa em conjunto com a Junta de Freguesia de Alcântara, e contou com a inserção de sugestões da população – quer através de uma sessão realizada em Novembro, quer também online -, foi apresentada no início desta semana. E dela sobressaiu essencialmente a limitação do trânsito automóvel para assim permitir uma requalificação do espaço público que privilegiará o surgimento de amplas áreas para os peões, esplanadas e a colocação de árvores. O arranjo deste largo será feito em conjugação com a intervenção do mesmo cariz planeada para o vizinho Largo das Fontaínhas – através do qual se faz o acesso ao espaço Lx Factory.

Toda esta intervenção – que levará ainda à recolocação no Calvário de um fontanário que ali esteve noutros tempos – obrigará ainda à redefinição do esquema de circulação viária nas zonas circundantes. De acordo com a CML, o trânsito na Rua José Dias Coelho passará a ser feito em dois sentidos, enquanto no troço da Rua dos Lusíadas, a partir da Rua Leão de Oliveira, o sentido será invertido.

O Programa “Uma Praça em cada Bairro” está integrado no conceito Lisboa Cidade de Bairros, que constitui um dos Eixos do Programa para o Governo da Cidade 2013/2017, e propõe que, a partir de uma praça, de uma rua, de uma zona comercial, do jardim do bairro ou de um equipamento coletivo existente ou projectado, se organize um ponto de encontro da comunidade local, uma microcentralidade que concentre atividade e emprego.

Promovido pela CML em colaboração com as 24 juntas de freguesia de Lisboa, o programa consiste na intervenção em 30 praças definidas como prioritárias e divididas em três fases. A participação pública da terceira termina a 30 de Abril.

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