É um ritmo arrasador o que se prevê para este ano de lojas a fecharem portas no distrito de Lisboa: uma média de 16 por dia, ultrapassando a já verificada em 2012. No ano passado, informa a União das Associações de Comércio e Serviços (UACS), a média foi de 13 estabelecimentos a encerrarem, todos os dias, no distrito de Lisboa. “Ainda não dispomos de dados oficiais relativamente aos meses de Janeiro e Fevereiro deste ano e estamos a fazer um levantamento, mas, no ano passado, a média foi de 13 por dia. Em 2013, estimamos que ela aumente para 16 por dia”, diz Carla Salsinha, presidente da UACS, ao Corvo.

Lojas de vestuário, de calçado, de acessórios e, em geral, de bens que não são de primeira necessidade são as mais afectadas, mas o fenómeno “é transversal” no comércio e serviços, considera Carla Salsinha. O aumento do número de estabelecimentos a fechar tem a ver com “a fortíssima quebra de consumo e com duas situações que este ano provocaram uma aceleração: a nova Lei do Arrendamento e o novo regime de facturação.

A primeira fez disparar o valor de muitas rendas e não apenas as mais baixas. Lojas que pagavam 1500 a 2000 euros mensalmente viram os senhorios pedir-lhes o dobro e até o triplo. Apesar de haver um processo de negociação, “os lojistas que já estavam na perspectiva de encerrar os seus estabelecimentos dentro de um ou dois anos, acabaram por fechá-los já no início de Janeiro”, afirma Salsinha.

Outro factor que está a acelerar o ritmo de encerramento dos estabelecimentos frelaciona-se com “o novo regime de facturação, cuja lei está constantemente a ser reformulada, o que está a dar grande confusão”, de acordo com a dirigente associativa.

 

Texto: Fernanda Ribeiro * Fotografia: David Clifford

  • o corvo
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    Mais de 16 lojas a fechar por dia no distrito de Lisboa – http://t.co/YNYPQEGlRX

  • Sofia Macedo
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    belo artigo, Fernanda! No outro dia, reparei que a Rua do Ouro são bancos e lojas fechadas. Talvez lá volte para fazer um levantamento.

  • Fernanda Machado Ribeiro
    Responder

    Sim eu vou continuar a seguir isto com reportagem

  • Ana Gomes Ferreira
    Responder

    Muito bom; vivo na Almirante Reis e agora que os chineses começam a desistir (eles que já tinham vindo ocupado lojas fechadas; noutros tempos esta era a avenida do móvel), é porta sim, porta não.

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