Lisboa já tem um mapa para os utilizadores de bicicleta

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Fernanda Ribeiro

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Cidade de Lisboa

1 Dezembro, 2014


Não é um mapa de ciclovias. Elas fazem obviamente parte do Lisbon Bike Map, onde estão assinaladas, mas a edição que foi dia 28 de Novembro publicamente apresentada pela Bikeiberia é mais do que isso. “É uma rede de percursos que foi desenvolvida por utilizadores de bicicleta, onde se sugerem aos ciclistas diversas opções para percorrer a cidade”, afirma Jorge Didier Mimoso, um dos autores deste que é o primeiro mapa da Lisboa ciclável.

Nota Redactorial: texto actualizado às 0h15 de 2 de Dezembro. Corrige nome de Ricardo Sobral e também nome da Livraria Palavra de Viajante.

“Percorremos cada metro destes percursos. Todos eles foram por nós utlizados no reconhecimento da rede que apresentamos na forma de um mapa em que propomos sobretudo informação útil aos utilizadores de bicicleta”, sublinhou Jorge Didier Mimoso, da Bikeiberia, uma empresa que há já 15 anos promove passeios guiados e aluguer de bicicletas em Portugal e Espanha.

Feito em papel plastificado, para ser resistente à água e apresentado à escala 1/20.000, por forma a ter leitura para quem ande de bicicleta, o Lisbon Bike Map concentra dados sobre estradas e declives, tráfego motorizado a enfrentar nos percursos, locais onde há carris de eléctrico e traz instruções sobre a etiqueta a observar na estrada e dicas de segurança. Integra igualmente a localização dos transportes públicos, a par de pontos de interesse patrimonial que os utilizadores podem encontrar pelo caminho.

Esse caminho a pedalar não se faz apenas por estradas e ciclovias. “Passa também por azinhagas e pela rede de circulação mais antiga de Lisboa, em circuitos que atravessam zonas onde antes existiam as quintas da cidade”, salientou Ricardo Sobral, que com Jorge Didier participou na elaboração deste mapa da Lisboa ciclável.

Nem todos os percursos pedalados pelos autores do Lisbon Bike Map foram incluídos nesta primeira edição que, para já, foi de apenas 3000 exemplares. “Fizemos alguns, entre o Areeiro e Chelas, que passam por locais de interesse patrimonial, pois cruzam antigas casas senhoriais e palacetes em ruína, mas como havia interrupções nalguns troços do percurso acabámos por não os integrar. No entanto, como a cidade está sempre a mudar, talvez venham a fazer parte das actualizações que iremos fazer”, acrescentou Ricardo Sobral.

A equipa que elaborou o mapa já tem uma série de novos dados, a incluir numa futura actualização do mapa, mas, como observou Jorge Didier, “ela só se fará se for justificada”.

Algo que justificaria de imediato uma nova edição seria, por exemplo, a possibilidade de atravessamento da Ponte 25 de Abril, cenário que este utilizador de bicicleta acredita que venha a ser possível. “A ponte tem dois tabuleiros e acho que só mesmo se não quiserem autorizar é que não é possível atravessá-la de bicicleta”.

O Lisbon Bike Map custa 7 euros e está à venda na loja da Bikeiberia, no Largo do Corpo Santo, 5, e também nos Postos de Turismo Ask me Lisboa. “A Livraria Palavra de Viajante, na Rua de São Bento, também já nos contactou, sendo de esperar que também lá possa estar disponível para venda”, disse Jorge Didier.

Além das ligações cicláveis na cidade de Lisboa, o mapa apresenta no seu reverso sugestões de percursos que cruzam diversos municípios vizinhos da capital, como são os casos de Oeiras, Cascais, Sintra, Loures, Vila Franca de Xira, Almada, Sesimbra e Setúbal. Nestes dois, inclui a passagem por trilhos atravessando o Parque Natural da Serra da Arrábida.

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