Às vezes, basta isso para um lisboeta se sentir feliz por momentos. Poder sentar-se num jardim, à beira de um lago, a ouvir a água a correr. Esse prazer é redobrado quando se sabe que a água consumida nesse contínuo movimento dos jactos que em repuxo caem sobre o lago é sempre a mesma. E que não há consumos excessivos desse líquido cada vez mais precioso.

 

É o que se proporciona agora na Praça João do Rio, ao Areeiro, onde o velho lago – que há mais de 15 anos estava sem funcionar – foi recuperado e ganhou agora novas capacidades. Recicla a água que consome, o que se tornou possível com a instalação de uma caixa de máquinas, como fez notar ao Corvo Filipe Ramos, um morador da zona que acompanhou o andamento das obras.

 

“A inovação é essa, o facto de água ser reciclada, porque os antigos lagos de Lisboa não tinham este sistema, que aqui já foi aplicado. Se a água não fosse reciclada, a conta seria exorbitante”.

 

Depois de ter vivido na Praça João do Rio durante uma década e meia, sem poder contar com os benefícios do lago recentemente recuperado, Filipe Ramos diz-se satisfeito por poder desfrutar da sua existência, desde que há cerca de duas semanas ele começou a funcionar. “Só o som da água a correr é um prazer. E, à noite, ainda se nota mais”, diz o morador.

 

As obras de recuperação do lago, que à noite é iluminado, estiveram a cargo da Junta de Freguesia do Areeiro.

 

Texto: Fernanda Ribeiro

 

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