A Junta de Freguesia da Estrela diz que os serviços de Proteção Civil da Câmara Municipal de Lisboa são, pela sua alegada omissão, responsáveis pela situação de impasse em que se encontra um grupo de seis famílias desalojadas de um prédio situado na Rua Possidónio da Silva, situada na zona do Cemitério dos Prazeres. Num comunicado emitido ao princípio da tarde desta segunda-feira (12 de dezembro), a autarquia liderada por Luís Newton (PSD) diz que, na sequência de uma vistoria realizada pelo serviço camarário, a 27 de novembro, uma dezena de famílias foi desalojada do prédio com o número 33 daquela rua, mas depois o caso terá caído no esquecimento, sugere. Atitude que leva o autarca a visitar as famílias afectadas, na manhã (10h) desta terça-feira, para “averiguar que apoios adicionais poderão ser necessários”.

 

De acordo com a junta, os residentes no piso térreo já regressaram às suas casas, mas as restantes famílias continuam desalojadas e sem acesso aos seus bens. “Desde o momento da evacuação das famílias, e dada a ausência de resposta por parte da Proteção Civil de Lisboa, tem sido a Junta de Freguesia da Estrela a apoiar os desalojados em matéria de habitação, refeições, transportes e apoio jurídico para a gestão dos contactos entre inquilinos e proprietário”, acusa a Junta de Freguesia da Estrela, depois de explicar que, “até à data, a Proteção Civil de Lisboa não remeteu o relatório respeitante aos atos inspectivos, um documento essencial para dar andamento aos procedimentos jurídicos na relação entre inquilinos e proprietário”. O que motiva a visita de hoje é a necessidade de “ fazer o ponto de situação da falta de resposta da Proteção Civil de Lisboa e, por força desta, averiguar que apoios adicionais poderão ser necessários”, alega a junta.

 

Contactada pelo Corvo, a Câmara Municipal de Lisboa não respondeu atempadamente ao pedido de explicações sobre este assunto.

 

* Texto editado às 17h45, de 13 de dezembro. Junta de Freguesia da Estrela esclareceu que o número de famílias a realojar é seis e não oito.

 

Texto: Samuel Alemão               Fotografia: JF da Estrela

 

  • Gomes Gomes
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    Não tem tempo, andam ás compras de Natal!

  • José
    Responder

    E a junta o que faz???

  • Adolfo
    Responder

    A junta apoia, mas não pode fazer muito. Se o prédio fosse património da junta, era uma coisa, mas como é privada… O que vai acontecer é uma de 3 coisas.
    1) Proprietários fazem obras. (Não acredito muito pois há pessoas a pagar rendas irrisórias e pela lateral do edificio podemos verificar que os danos são estruturais).
    2) Os proprietários vendem o prédio.
    3) A Câmara abre um processo que vai de certeza ganhar e toma posse administrativa do prédio.

  • Jota
    Responder

    Talvez aconteça a posse admnistrativa semelhante aos predios que sofreram uma derrocada acerca de 18 anos ou mais na mesma rua e até hoje nada foi feito ou refeito.

    • zeze
      Responder

      SR, Jota vossa excelência está equivocado não foi a 18 anos ou mais, mas sim a 12 anos que ouve essa derrocada que se refere e mais deve saber que não existiu posse administrativa nenhuma , o que ouve foi a câmara municipal de Lisboa deu habitações as famílias desalojadas no qual quem teria de ter essa responsabilidade eram os proprietários mas como os mesmos nunca deram a cara para solucionarem o problema ai entrou a câmara de Lisboa e resolveu a questão o mesmo se esta a passar agora no prédio tijolo existem famílias desalojadas com crianças idosos etc… os proprietários foram já notificados para começarem as obras de reabilitação do mesmo e ate agora nada nem uma saquinha de cimento se encontra no local nem um ferrinho de andaime , tudo na mesma famílias com as trochas atras das costas de casa em casa de familiares ou amigos ou pensões com baratas até cheirar a alho!!! o predio está a venda por um milhão e noventa mil euros com oferta de 6 familias e 10 crianças desalojadas .

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